Semana On

sábado, 22 de maio de 2010

Poesia aos sábados

MONSTROS QUE HABITAM ESPAÇOS VAZIOS

Cenas impossíveis de um amor perfeito.
Cabeça é tão dinossauro quanto mosquito.
Fui ferrada nos meus quartos com um ferro que perdura,
Que rói tudo que prezo e transborda o vazio que habito.

Onde está a paleta de cores sublime?
Tatuagem feita por dentro com a carne de tinta.
Não sou nada. Nada tenho.
Esse nada tão inteiro. Pleno. Solene...
Há quem não sinta?

Escalo a torre por birra.
Sina velha sem fronteira.
Vou olhando nos seus olhos pra não tropeçar na vida.

Maíra Espíndola

4 comentários:

BAR DO BARDO disse...

Maíra é o bicho!

Cria disse...

Muito bom !

Rafael Belo disse...

Freud!Muito bom rs já havia o dito antes. rsrs beijos

Patrícia Lara disse...

Olá, Barone. Tudo bem?

Passando para por a leitura em dia... adorei este poema!

"Vou olhando nos seus olhos pra não tropeçar na vida."

Perfeito isso!

Tenha uma linda semana.
Beijos