Semana On

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fotojornalismo

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira, por 146 votos a favor, três contra e três abstenções, o polêmico projeto de lei de Comunicação Audiovisual da presidente Cristina Kirchner, que agora será examinado no Senado. Depois de mais de 13 horas de debate, o governo conseguiu aprovar a lei com o apoio dos aliados de centroesquerda, em uma votação sem a presença de 104 deputados da oposição. Trata-se de um atentado contra a liberdade de imprensa, nos mesmos moldes que querem impor os “caudilhos” Hugo Chavez, Rafael Correa e Evo Morales. Foto de Alejandro Belverde.

5 comentários:

Felipe Marques disse...

será a "ditadura" consentida?!

é sempre bom passar por aqui e informar-se com credibilidade.

abração, barone

Edu disse...

Se você confunde desconcentração da mídia com atentado a essencial liberdade de imprensa, então tá ok essa legenda.

Barone disse...

O problema, Edu, é que muita gente confunde democracia com totalitarismo de esquerda. Para estes, a legenda é um acinte.

Edu disse...

Eu concordo contigo quando pensa sobre o totalistarismo de esquerda, ou quando alguém diz que Chávez é um proto-ditador (para ditador falta muito ainda, felizmente). Porém, no caso da lei argentina há um triste exagero. Este artigo do Observatório de imprensa traz bem a situação http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=529JDB009


A questão é fato que a mídia na AL é absolutamente concentrada nas mãos de poucos (na Argentina o Clarín é praticamente um monopólio), e que pelas mais diversas razões (que não vale comentar aqui) há um processo de luta entre os governos atuais do continente e a grande imprensa. O problema ocorre quando há uma apropriação da luta legítima (desconcentração, regionalização, etc) com lutas partidárias. Embora veja que há um traço partidário na Argentina, não creio, pelo histórico dos Kirchner em outras lutas, que houve essa apropriação.

Barone disse...

Edu, não sou contra a desconcentração da mídia. Meu problema é com a desconcentração feira por um lado e a posterior concentração e controle dela feita em outros setoers sociais.

Assim como não acho correto concentrar a mídia nas mãos de duas ou três famílias, também não concordo com mecanismos que privilegiem qualquer tipo de "movimento social" com este controle.

A mídia - sua produção e seu acesso - deve ser livre.