Semana On

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Para ler, refletir e lamentar

para refletir: Se um jornalista diplomado for preso, perde o direito a sela especial?? já que o diploma não serve pra mais nada mesmo

A pérola acima, publicada no twitter, é de autoria de um “jornalista diplomado”. Que tal?

13 comentários:

Fatima disse...

Lamentável!
O diploma dele é que não deve servir pra nada, ou quase nada.
Bjs.

Rafael Belo disse...

O diploma dele dever uma boa moldura para parede, aliás tenho que procurar o meu vai virar artigo raro :( abs

Vanessa disse...

Aimeudeusdocéu...Vamos bem mal.

abraço,

Barone

Cristiano disse...

Meu caro, Victor:
Vamos lá...Você como paladino do bom jornalismo está ficando sem graça com essa sanha já indisfarçavel (em inglês, os gringos chamariam de quest) para desqualificar os jornalistas diplomados. Ao ler o que escreve não deixo de ter a impressão de que tenta a todo instante comprovar (quase uma tese, aliás, vai aí uma sugestão de tema para o dia que quiser entrar para academia onde estão muitos dos seus ídolos citados) que o diplomado é ainda pior, menos qualificado de quem não é! Diria que para você o tema não passa de uma vendetta!
Contando este último post mais tudo que escreveu no blog ou no site de notícias, penso que tenha gasto algumas centenas de frases sobre o tema.
Mas, sejamos corretos. A tal frase poderia ter sido escrita/proferida por qualquer imbecil, com ou sem diploma. No final das contas, da mesma forma como você inumera dezenas de pensadores que não defendem a exigência do diploma é possível inumerar tantos outros que possuem argumentos igualmente brilhantes, defendendo-a (exigência).

Diego Viana disse...

Pelo menos, fico aliviado de saber que até hoje os jornalistas eram cavalgados por sela. Outros profissionais eram cavalgados no pelo, mesmo!

BAR DO BARDO disse...

no comment

otelhado disse...

Nada disso. São todos "comuns", a despeito do que pensa o Presidente.

Sela normal para essa cavalgadura, portanto ;-)

-Daniel

Barone disse...

Fátima, Rafael, Vanessa, Diego, Bardo, Daniel... É duro.

Caríssimo Cristiano,

você não conhece bem minha opinião sobre o curso de Jornalismo. Sou totalmente favorável a ele. Em nenhum momento defendi a extinção dos cursos de Jornalismo, em nenhum momento disse que profissionais diplomados são piores do que profissionais sem diploma (se encontrar alguma citação minha dizendo isso, por favor, aponte). Não sou paladino de coisa alguma, não tenho qualquer tese focada na desqualificação da academia, não alimento sentimentos de vingança – nem tenho motivo para isso (graças a Alá, Jeová, Buda, Eru etc). Não tenho intenção de fazer graça e nem mesmo de entrar para a academia (embora esteja estudando fazer um mestrado, por prazer pessoal e não por ambição profissional).

Dito isso, vamos lá.

Indisfarçável. Você está incomodado com meus recentes posts sobre dois jornalistas campo-grandenses. Nada mais fiz nestes posts que esclarecer quem era uma destas pessoas – que arrotava ética, mas não a praticava – e apontar a obtusidade de outra, que, simplesmente, é obtuso. Se você pesquisar meu blog verá que, nunca eu havia feito isso. Nunca havia me dirigido a alguém nos termos que me dirigi a estes dois. Fiz isso agora, pois, também pela primeira vez, fui atacado.

O primeiro publicou um artigo onde, mesmo sem ter citado meu nome, dirigiu-se claramente a mim (Cristiano, esta história não começou ontem...). O segundo... bem, o segundo... é um obtuso. Me agrediu via twitter e recebeu uma resposta. Sim, “A tal frase poderia ter sido escrita/proferida por qualquer imbecil, com ou sem diploma”. Ocorre que foi proferida por um imbecil com diploma que costuma diferenciar diplomados e não diplomados dizendo que os primeiros são mais qualificados que os demais. Entendeu?

Sobre meus artigos, comentários, citações etc. Ora, para quem não aprecia meus artigos você está prestando muita atenção neles hein? Isso é bom. Não podemos ser preconceituosos. Temos de ler e compreender os argumentos de quem discordamos. Se não for assim, como replicar com argumentos?

Você diz uma verdade: “No final das contas, da mesma forma como você inumera (sic) dezenas de pensadores que não defendem a exigência do diploma é possível (sic) inumerar tantos outros que possuem argumentos igualmente brilhantes, defendendo-a (exigência).”. Muito correto. Porque você não faz isso? Escreva um artigo e colabore para o debate ao invés de tentar me desqualificar sem argumentos e sem dizer quem realmente é e a que veio.

Um abraço.

Cristiano disse...

Calma, caro Barone! Não o desqualifico... Mas antes... Obrigado pela correção (sic) do "inumera”, sei que o correto é enumerar (lapso mesmo. Creio que confundi com ‘inúmeros’)... Realmente, passou batido (se puder corrigir a frase, eu agradeço!).
Já sobre me sentir incomodado, pelo contrário, não tenho como objetivo desqualificá-lo! Chamou a minha atenção a forma ‘raivosa’ como se dirigiu ao colega Kuntzel. Sim, somos colegas e ainda acredito que ele não tenha o ofendido diretamente! Talvez, a carapuça tenha servido? Sei lá! Não gosto dos seus artigos porque pra mim você emite pouco de sua opinião e gasta muito tempo comentando a opinião de especialistas (gosto não se discute, se lamenta, não é mesmo?), algo bem mais fácil. Quanto aos meus argumentos, creio serem tão consistentes quanto os seus se pararmos para pensar um instante, não é mesmo? Talvez, me incomode a forma como se expressa sobre este tema, tornando-se cansativo e repetitivo, quando sei que tem outros assuntos mais interessantes para escrever sobre. Não estou numa cruzada para contestá-lo, apenas me senti a vontade para indagar já que a proposta deste tipo de espaço (ferramenta) é esta, concorda?
Em relação a sua sugestão: escrever um artigo, pergunto-lhe por quê? Com qual finalidade? Já tem muita gente gastando tempo com isso! Sou a favor, sim, do diploma, mas não preciso defender isso a todo instante, nem ofender quem não é a favor, até mesmo porque acredito que o problema não sejam as faculdades ruins e que existem aos montes por aí e, sim, nos perfis dos que procuram elas. Mas, isso é outro debate longo e desgastante! Observo isso em todas as áreas, não só na nossa. Por último, para provar que não tenho medo de debater ou dialogar contigo (e nem que o nome seja falso), meu e-mail é criscuper@globo.com. Honestamente, não tenho motivo pra ‘brigar’, ‘polemizar’ por esta ferramenta, publicamente. Somos colegas, não oponentes. Pode mandar um e-mail que me apresentarei tranquilamente e direi quem sou. Agora, ficou a dúvida: “você está incomodado com meus recentes posts sobre dois jornalistas campo-grandenses”... Dois, por quê? Comentei o artigo do Kuntzel e questionei a frase cujo autor não identificou. Aliás, acredito que você o entregou na sua resposta agora. Se for o Rodrigo, gosto do rapaz e não vou crucificá-lo pelo erro bobo (pode ser culpa da pressa, sei lá!), pois acredito que ele saiba a diferença entre ‘cela’ e ‘sela’.
Aguardo o seu contato, abraço!

Barone disse...

Olá Cristiano,
você está equivocado. O tom da minha resposta não foi “raivoso”. Apenas retruquei no mesmo tom a quem me atacou. Você considera que ele não me “atacou diretamente” e que talvez a “carapuça tenha servido”. Ora Cristiano... Se você leu – como diz que leu – meus artigos (gostando ou não) fica muito claro a quem ele tentou atingir... por favor... A pior coisa em um debate são ataques velados. Sejamos francos, é sempre melhor.

Vou lhe explicar o motivo da birra de Carlos Kuntzel comigo. Ele soube que eu estava montando uma proposta para a Câmara Municipal de Campo Grande relacionada a mídias digitais. Achou que eu estava tentando “roubar” o emprego dele. Ora bolas... Eu recusei o emprego dele no final do ano passado para ir para outro lugar. Não há sentido nisso. Expliquei isso a ele por telefone, que minha proposta nada tinha a ver com a assessoria de imprensa institucional que ele presta ao legislativo municipal, mas ele preferiu acreditar que eu tentava passar a perna nele, confundiu o esqueleto de um blog que ainda estava sendo criado (para servir de modelo á proposta) com algo que já estava no ar e em funcionamento.

Depois deste fato, ocorrido há duas semanas, ele passou a falar mal de mim para os demais colegas da Câmara. Sorte minha que tenho grandes amigos por lá (graças a Deus), que imediatamente me alertaram. Logo depois (vendo que a maledicência não estava fazendo efeito) ele escreveu o tal artigo... obviamente dirigido a mim (basta ler as entrelinhas... é flagrante). Fui obrigado a responder. A diferença é que minha resposta se baseia em fatos.

Para você ter uma idéia, logo após minha “resposta”, a jornalista que ele demitiu sumariamente da Câmara foi reconduzida ao cargo pelo presidente da Casa. Foi vingança pessoal, visto que a jovem é minha amiga. O presidente da Câmara simplesmente desautorizou o Kuntzel e reconduziu-a a função. Dado o absurdo do ocorrido...

Sobre artigos

Como disse anteriormente, não posso comentar sua análise sobre meus artigos. Discordo de você, mas respeito seu comentário. Ninguém é obrigado a se identificar com o que outra pessoa diz ou escreve.

Discordo, no entanto, de seu comentário sobre a validade de escrever sobre o tema. É extremamente importante fazer isso. Só desenvolvendo sua argumentação, com base no que outros pensam, concordando ou discordando deles é que podemos avançar em um debate que transforme o ensino do Jornalismo em algo melhor do que ele é hoje (sim, pois o debate agora não é a exigência do diploma, mas a melhoria dos cursos de Jornalismo). Ficar calado, falar por suposição ou por “achismo” não acrescenta nada. Este debate não é meu Cristiano, ele está nas altas rodas de discussão da profissão e todos nós deveríamos estar envolvidos nele.

Discordo também de seu comentário sobre o perfil dos que procuram os cursos de Jornalismo. Você diz pensar que “o problema não sejam as faculdades ruins e que existem aos montes por aí e, sim, nos perfis dos que procuram elas.”. Não é o que mostra o MEC. Tanto é que, neste momento, está sendo debatida uma mudança profunda nas diretrizes curriculares do curso.

Sobre o usuário da cela... tenho para mim que até hoje não se tocou do equívoco. Não tenho prazer algum em crucificar uma pessoa como ele. Ocorre que as pessoas morrem pela boca. Considerei hilário uma pessoa que tem tanto orgulho do diploma e que diz com tanto gosto que ele (o diploma) o qualificou para exercer o Jornalismo, cometa um erro tão grosseiro em uma frase na qual ressalta sua opinião sobre o tema... Fui cruel... talvez... ele mereceu? Sim...

Um abraço Cristiano.

Maria-sem-vergonha disse...

Victor, no meio do caos, vejo o cais e navego no mar ...no meio da lama, a flor de lótus e medito...no meio de tantos pixels, sinto falta da sua poesia.
Passei por aqui e vc conseguiu arrancar mais do que risos...isso é bom...saudades

Marcelo Rezende disse...

Não entendo esse seu ódio todo por quem se presta a sentar num banco de academia! Numa época onde a falta de educação impera nesse país quem consegue se formar é um herói. É óbvio que nem todo mundo que se forma tem a capacidade de exercer a profissão, mas sai gente boa da academia também. Barone acho que você devia se dedicar mais ao bom exercício da profissão ao invés de ficar atirando o tempo todo em quem escolheu cursar jornalismo. Tem tanta gente que merece esse chumbo que você gasta aqui. Que tal usar essa energia toda denunciando as falcatruas políticas aqui do nosso estado. Creio que políticos corruptos merecem muito mais esse seu afinco usado contra os diplomados.

Barone disse...

Marcelo, não tenho ódio algum por quem cursou Jornalismo, até por que eu mesmo cursei. Não se trata disso. Tenho grandes amigos que cursaram Jornalismo. Admiro muita gente que cursou Jornalismo.

Sobre me dedicar ao "bom exercício da profissão", faço isso desde 1988, de segunda a sexta, das 8h às 18h.

O problema é que algumas pessoas confundem um posicionamento mais firme com agressão. Eu venho debatendo assuntos relativos ao Jornalismo há mais de dois anos. Sempre travando o bom combate. Já debati este tema com professores de Jornalismo, com sindicalistas e estudantes, sempre em alto nível.

Ocorre que, recentemente, fui atacado por duas pessoas. Apenas respondi no mesmo tom.