Semana On

sábado, 28 de março de 2009

Creme dental ou liberdade?

Estes dias assisti a um debate na tevê sobre o futuro de Cuba pós-Fidel. Um dos participantes argumentou que a mudança no sistema era certa, pois os cubanos, apesar de terem acesso à educação e saúde de qualidade, não agüentavam mais não poderem escolher um creme dental, um sabonete de seu agrado.

Outro participante, ex-embaixador do Brasil na ilha, disse que o que não falta em Cuba é creme dental, que a ânsia do cubano não é por bens de consumo, como se imagina no ocidente, mas de outra natureza, trata-se de uma necessidade criada pelo alto nível intelectual deste povo, uma vontade de ter acesso ao mundo.

Lembrei desta passagem ao ler, na edição de Veja desta semana, o artigo de Lya Luft, “A mentirosa liberdade”, na qual a escritora faz uma crítica à sociedade de consumo. Diz ela: “Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma.”

1 comentário:

Adriana disse...

Interessante. Sempre projetamos nos outros o que somos. O que esse ex-embaixador do Brasil disse faz muito sentido. Vou ler o texto de Lya Luft, Bj