Semana On

sábado, 7 de março de 2009

Alice rima com maluquice

“Quero seu tudo, quero o que está em você, podre, verde e gosmento, quero essa massa assim tão bem trabalhada pela sua eterna ignorância e vontade indiscriminada de sempre ter aquilo que não te pertence. Quero que essa sua prece engarrafada, enlatada, presa não só na garganta inflame. Crie gangrenas, poças de sangue velho e enferrujado, doente. Quero que assim que comece a sentir a dor presa no peito, esse céu desabe com mais esporas do que beijos e te seque ainda mais o choro, as lágrimas - sei bem - não o ajudarão a lidar com nada disso. Entendes?”

Leia mais no blog da Alice.

3 comentários:

Borboleta disse...

Olá, passei para conhecer seu espaço, abraços.
Borboleta


GEOGRAFIA DA FOME

"Xiquexique, mucunã
Raiz de imbu e colé
Feijão brabo, catolé
Macambira, imbiratã
Do pau-pedra e caimã
A parreira e o murão
Maniçoba e gordião
Comendo isso todo dia
Incha e causa hidropsia
Foge, povo do setão"


"Marchemos a encarar
Trinta mil epidemias
Frialdade, hidropsia,
Que ninguém pode escapar.
Os que vão para o brejo vão
Morrem de epidemia
Sofrem fome todo dia
Os que ficam no sertão"

Josué de Castro

Barone disse...

Obrigado pela visita. Volte mais.

Alice Salles disse...

AH MEU DEUS QUE HONRA!!!!!
Estive tão ocupada que não consigo visitar os blogs e venho aqui pra me deparar com tamanha SURPRESA!!!

Muito obrigada, Victor! Estou de fato muito feliz com esse trecho no seu Escrevinhamentos.