Semana On

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Poema

Anjos com olhos de noite
Estendem as mãos
Em suave súplica
Guiam-me como pastores
Por caminhos antigos
Veredas escuras

Anjos negros, pastores de almas
Vagam na noite eterna
Rebentando o silêncio

Anjos de olhos escuros
Apontam ciladas
Em sorrisos ocultos
Guiam-me em meio ao vento
Por caminhos de pedra
Veredas de espinhos

Anjos negros habitam em mim
Sob meu olhar
Arranhando a retina

5 comentários:

Alice Salles disse...

eles também moram em mim, estou me transformando em um!

Benny Franklin disse...

Bom de mais, Barone!
Boa!

Adriana disse...

E eles indicam o caminho, e quase sempre erram. Belo poema, Barone.

Iriene Borges disse...

Gosto de anjos e olhos escuros, q vêem longe e claro. Lindo poema

Barone disse...

Obrigado. Ando com estes anjos negros na cabeça. Acho que preciso exorcizar uns demônios.