Semana On

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Um álbum às quartas

Olá pessoal. A partir desta quarta-feira iniciarei uma nova brincadeira aqui no Escrevinhamentos, comentando e disponibilizando para download os meus álbuns prediletos. Começo com o disco de debut dos Talking Heads, “Talking Heads: 77”. Aproveitem.

TALKING HEADS: 77

Baixe o disco AQUI

1. Uh-Oh, Love Comes to Town
2. New Feeling
3. Tentative Decisions
4. Happy Day
5. Who Is It?
6. No Compassion
7. The Book I Read
8. Don’t Worry About the Government
9. First Week/Last Week…Carefree
10. Psycho Killer
11. Pulled Up
12. Love → Building on Fire
13. I Wish You Wouldn’t Say That
14. Psycho Killer (Versão Acústica)
15. I Feel It in My Heart
16. Sugar On My Tongue

TALKING HEADS: 77 (1977) é o primeiro álbum da banda nova-iorquina Talking Heads. Atingiu a #97 posição na Bilboard e teve o single "Psycho Killer" alçado ao #92 lugar. Em 2003, a revista Rolling Stone nomeou o álbum como o 290ª maior de todos os tempos, como parte da Lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos. Em seu livro "The Alternative Music Almanac" (1995), Alan Cross cravou o álbum na quinta posição em sua lista dos “10 Classic Alternative Albums”.

Produzido pela banda, em parceria com Lance Quinn e Tony Bongiovi, TALKING HEADS: 77 foi lançado nos Estados Unidos e na Inglaterra pela Sire Records e no restante do continente europeu pela Philips Records. Em 2005 foi remasterizado e relançado pelo Warner Music Group com cinco faixas bonificadas no CD ("Love → Building on Fire," "I Wish You Wouldn't Say That," "Psycho Killer (Versão Acústica)," "I Feel It in My Heart," e "Sugar on My Tongue.")

O que torna TALKING HEADS: 77 um clássico é a sonoridade consistente, suingada e vibrante, sustentada por David Byrne (guitarra e vocal), Jerry Harrison (guitarra, teclados e vocal), Chris Frantz (bateria) e Tina Weymouth (baixo). O álbum traz faixas que se tornariam clássicos da banda, como “Psycho Killer” e “Happy Day”, além de outras composições com a marca registrada dos Talking Heads. É daqueles discos que, do início ao fim, impossibilitam a pasmaceira.

A Banda

A trajetória do Talking Heads começou em Nova Iorque (EUA), no dia 8 de setembro de 1974, entre os movimentos punk e new wave. No início, o grupo – batizado de "The Artistics" mas jocosamente chamado de "The Autistics" - era formado apenas por Byrne e Frantz, então colegas na “Rhode Island School of Design”. Pouco depois, a namorada de Chris, Tina, juntou-se a eles e então David mudou o nome da banda para Talking Heads.

A primeira grande apresentação ocorreu no dia 8 de junho de 1975, quando fizeram a abertura do show dos Ramones no lendário “CBGB's Club”, em Nova Iorque. Em 1976 acrescentaram mais um membro, Harrison, ex-membro dos "The Modern Lovers" outra grande referência do rock’n’roll novaiorquino. Rapidamente o grupo se articulou e conseguiu fechar um contrato como a “Sire Records” (associada alemã da Warner Bros).

“TALKING HEADS: 77” surgiu neste caldeirão cultural, misturando rock e punk a outras sonoridades. Em 1978 chegou o segundo trabalho do grupo, “More Songs about Buildings and Food”, numa colaboração com o produtor ingles Brian Eno (conhecido pelo seu trabalho com os Roxy Music, David Bowie e Robert Fripp). Eno se tornou uma espécie de “quinto elemento virtual” do grupo, sucitando experiências musicais que continuaram com o trabalho de 1979, “Fear Of Music”, cujo foco estava no flerte com o clima dark do pós-punk rock.

A partir de 1980 o grupo passa a ter uma maior influência da world music. O trabalho “Once in a Lifetime” marca esse processo. Após lançar quatro LPs em 4 anos o Talking Heads fica 3 anos produzindo apenas um e nesse ínterim lançam o trabalho ao vivo “The Name of This Band Is Talking Heads”.

Neste período, David Byrne lança dois trabalhos solo: "My Life in the Bush with Ghosts", com Brian Eno; e a trilha sonora do espetáculo de balé "The Catherine Wheel". Chris Frantz e Tina Weymouth, influenciados pelo soul, dance e funk também formam um projeto alternativo, o Tom Tom Club, e lançam o primeiro álbum, que leva o nome da banda.

Nessa época o grupo perde o produtor Brian Eno, que passa a se dedicar à banda irlandesa U2. Em 1983 lançam o CD Speaking in Tongues, um trabalho mais comercial que gerou o seu primeiro grande sucesso no Top 10 americano, "Burning Down the House". A turnê desse trabalho, intitulada "Stop Making Sense" e considerada uma das melhores da história do rock, foi a última da banda. O documentário da tour foi filmado pelo então novato Jonathan Demme que anos depois ganharia o Oscar de melhor diretor por O Silêncio dos Inocentes. Em Stop Making Sense além de Burning Down The House temos uma poderosa versão para PsychoKiller. Em 1985 lançam “Little Creatures”, em 1986 “True Stories” e em 1988 “Naked”.

No dia 2 de dezembro de 1991 David Byrne anunciou o fim do grupo durante uma entrevista ao Los Angeles Times.

David Byrne

Byrne nasceu em Dumbarton, Escócia, no dia 14 de maio de 1952, e além do trabalho com o grupo, compôs trilhas para artistas como Twyla Tharp e Robert Wilson, nomes da dança e do drama respectivamente, além do filme “O Último Imperador” (de 1987, realizado por Bernardo Bertolucci) pelo qual ganhou um Oscar. Também dirigiu o filme “True Stories” (de 1986) e produziu diversos álbuns de música caribenha e brasileira (incluindo trabalho com Tom Zé e Margareth Menezes), notadamente “Rei Momo” (de 1989) e um vídeo documentário sobre o candomblé chamado “The House of Life” (também de 1989).

5 comentários:

Adriana Godoy disse...

Boa ideia, Barone. Bj

O Blog do Capeta disse...

Grande banda, Barone! Vale a pena procurar toda discografia deles via torrent! Os caras foram uma porrada!

BAR DO BARDO disse...

Axu q naum dxarei d brincah!!!

Cria disse...

Escreves com muita propriedade !!

Barone disse...

É, a banda é boa mesmo. Uma de minhas prediletas, como bem disse.