Semana On

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Racistas podem comandar o governo em Israel

Macabro o horizonte que se revela nas bandas do Oriente Médio. Após as eleições desta semana, a indefinição pelo poder poderá colocar nas mãos da extrema direita um poder perigoso. O partido centrista Kadima, liderado pela chanceler Tzipi Livni, obteve a maior bancada no Parlamento, com 28 deputados, seguido pelo conservador Likud, de Benjamin Netaniahu, com 27 cadeiras.

O equilíbrio poderá deixar nas mãos dos racistas xenófobos do partido ultranacionalista Yisrael Beiteinu a definição do comando do Governo. Com 15 deputados, a legenda liderada por Avigdor Lieberman já se movimenta para isso. O bloco de partidos de direita e extrema-direita (seculares e religiosos), com 65/66 cadeiras, é bem mais amplo do que as agremiações de centro e esquerda (54/55 cadeiras). O Likud pode apostar neste “blocão direitista”, o que seria péssimo para qualquer esperança de paz na região, além de contrário à tendência de Washington.

Diante deste quadro, começa-se a pensar no “menos pior”, E ele seria uma coalizão entre Kadima, Likud e o Partido Trabalhista, com um esquema rotativo de poder entre Livni e Netanyahu, o que vem ocorrendo desde os anos 80 entre Likud e Partido Trabalhista.

3 comentários:

fernando disse...

barone,
a tensão está no pico
para além da higienização e aniquilação, alicerces bélicos ideológicos que a extrema direita israelense defende e implementa...
têm-se o plano de domínio das colinas de golã e dos aquíferos da região...
o horizonte é sombrio.

Barone disse...

Sim, e o sol se esconde lá por detrás do cinza.

felipe disse...

Detalhe que a senhora, que é do moderado, foi a premiêr que dizia que os palestinos infligiam tudo o que acontece agora a si mesmos... e, ressalto, a candidata moderada...