Semana On

domingo, 16 de novembro de 2008

Lula e Obama: a visão lá de fora

A jornalista e tradutora Paula Góes levanta uma questão interessante em seu espaço no site Voices Whithout Vote (que varre a internet em busca da opinião de blogeiros de fora dos USA sobre a política americana e suas eleições 2008). Até que ponto se pode comparar Lula e Obama? Em seu artigo Brazil: Is Obama the American version of president Lula?, Paula joga o debate na arena. Interessante perceber os comentários que seguem ao texto. É flagrante uma crítica imbuída de preconceito social contra Lula. Dei meus 50 cents por lá. Vale conferir.

3 comentários:

Alice Salles disse...

Novamente repito o que disse a voce, ser preconceituoso traz uma conotacao ruim ao Brasil e ao brasileiro. Criticas sao sempre bem vindas, e se feitas com cordialidade baseadas em fatos - nao opinioes racistas pois estamos bem longe da epoca da colonizacao, por favor, ne gente! - serao sempre ouvidas e bem colocadas. Me da um no na garganta ver gente ainda presa a esse preconceito, da mesma forma que me da a mesma sensacao ao ver o quanto o fator "cor da pele" de Obama fez muita gente pelos EUA a fora colocar suas manguinhas de fora pra dizer com boca cheia "Ele e MEIO negro, MEIO branco, por isso e bom!"! Isso nao tinha nem que ser um fator diferencial, ele e um HUMANO! Acabou! Precisamos urgentemente comecar a olhar para pessoas pelo o que sao, nao pelo o que os nossos tataravos (muito antes disso ate!) costumavam ver...

Maria-sem-vergonha disse...

Enquanto essa minoria cospe labaredas preconceituosas, Lula é o presidente melhor avaliado da história do Brasil...gosto de lembrar do saudoso Mario Quintana:

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Mario Quintana

Barone disse...

O manual “Introdução à Lógica” (Azeredo, Vânia Dutra de; Unijuí, 1997) aponta entre as falhas argumentativas a argumentum ad hominem. Trata-se de uma arma tradicional na retórica barata. O argumentador rebate os argumentos contrários atacando o argumentador oponente e não o argumento proferido. Portanto, não cabe qualquer tipo de crítica imbuída de preconceito social contra quem quer que seja. Este tipo de crítica apenas desmerece seu autor

No entanto, tão pouco, apoio popular absolve qualquer dirigente ou o coloca acima do bem e do mal. A história está recheada de casos onde a população apoiou facínoras, assassinos, incompetentes. Infelizmente a tal sabedoria popular, às vezes, se mostra uma falácia.

Sobre Lula, minha opinião é que não é melhor nem pior dos que os demais. Não mudou o jeito de fazer política no País, não simpatiza com os mecanismos democráticos (vide sua relação com a imprensa, com os demais Poderes e com a corrupção no Governo). Por outro lado, está priorizando os setores mais carentes da população, ainda que com ações paternalistas.