quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Fora de ordem
A Câmara Federal terá que pagar uma dívida de um milhão de dólares ao Hospital do Coração (SP) referente aos 36 dias em que o deputado Ricardo Izar (PTB-SP) esteve internado na UTI do hospital (onde morreu no dia 2 de maio). O custo da internação ficou em cerca de 28 mil dólares por dia, o equivalente a 45 mil reais. Um cidadão que ganha um salário mínimo por mês precisaria trabalhar nove anos para pagar apenas um dia de internação na UTI do prestigiado hospital. Tem alguma coisa fora de lugar ou é impressão minha?
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Barone
sábado, 23 de agosto de 2008
Outros Sentidos será lançado no Rio de Janeiro, dia 26 de setembro
Poesia, fotografia e artes plásticas, três linguagens que costumam caminhar separadas estão reunidas no livro “Outros Sentidos”, cujo coquetel de lançamento acontece no dia 26 de setembro, entre 18 e 21h, no Espaço Bora Bora (Av. Abelardo Bueno 2.510, Barra da Tijuca, em frente as arenas do Pan).
A obra traz poemas inéditos do jornalista Victor Barone, fotografias da fotógrafa Elis Regina Nogueira e nanquins e arte digital da publicitária Nanci Silva – que também assina a ousada identidade gráfica do livro. Apontado como revelação entre as produções independentes do ano, “Outros Sentidos” recebeu elogios consistentes do poeta Manoel de Barros, considerado o maior poeta brasileiro vivo.
Durante o evento será realizada exposição sob o tema “Os Sentidos”, reunindo trinta artistas plásticos cariocas – dez deles pintando ao vivo temas relacionados à obra. Além disso, atores da Companhia Teatral Artisando recitarão poemas selecionados pelo autor. Também compõe a programação show da banda Pegadas Jazz.
Outros Sentidos - Victor é carioca, radicado em Mato Grosso do Sul desde 2000. Seus poemas circulavam pela internet e em ambientes literários e pela primeira vez tomam forma impressa. Elis é fotógrafa sul-mato-grossense consagrada, reconhecida em todo o país e dona de uma sensibilidade ímpar no trato com a imagem. Nanci, por sua vez, é uma apaixonada pelas artes e atua com interfaces de nanquim com traços eletrônicos, criando imagens híbridas e novas concepções estéticas. O resultado é um livro diferente, onde poemas, fotos, traços ilustrativos e projeto gráfico compõem com sinergia uma obra deliciosamente ousada.
A obra traz poemas inéditos do jornalista Victor Barone, fotografias da fotógrafa Elis Regina Nogueira e nanquins e arte digital da publicitária Nanci Silva – que também assina a ousada identidade gráfica do livro. Apontado como revelação entre as produções independentes do ano, “Outros Sentidos” recebeu elogios consistentes do poeta Manoel de Barros, considerado o maior poeta brasileiro vivo.
Durante o evento será realizada exposição sob o tema “Os Sentidos”, reunindo trinta artistas plásticos cariocas – dez deles pintando ao vivo temas relacionados à obra. Além disso, atores da Companhia Teatral Artisando recitarão poemas selecionados pelo autor. Também compõe a programação show da banda Pegadas Jazz.
Outros Sentidos - Victor é carioca, radicado em Mato Grosso do Sul desde 2000. Seus poemas circulavam pela internet e em ambientes literários e pela primeira vez tomam forma impressa. Elis é fotógrafa sul-mato-grossense consagrada, reconhecida em todo o país e dona de uma sensibilidade ímpar no trato com a imagem. Nanci, por sua vez, é uma apaixonada pelas artes e atua com interfaces de nanquim com traços eletrônicos, criando imagens híbridas e novas concepções estéticas. O resultado é um livro diferente, onde poemas, fotos, traços ilustrativos e projeto gráfico compõem com sinergia uma obra deliciosamente ousada.
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Barone
terça-feira, 19 de agosto de 2008
domingo, 17 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
O dragão por detrás do sorriso
As Olimpíadas de Pequim são um show de aparências e mostram a verdadeira face de uma nação que por detrás dos avanços econômicos esconde repressão e desigualdade. A mesma China que sorri para o mundo através das belas imagens do esporte mantém fábricas onde se trabalha 100 horas semanais por salários ínfimos, patrocina o crescimento econômico em troca de um “socialismo de mercado” com características fascistas onde as liberdades individuais são apenas uma idéia vaga e impõe a países vizinhos como o Tibet sua vontade através da baioneta.
Desde a abertura dos Jogos, quando imagens gravadas dias antes foram apresentadas ao mundo todo como cenas ao vivo, a máscara de uma China moderna, perfeita e feliz tem sido oferecida a nós como quem derrama um véu sobre os olhos mais obtusos. Na China, a construção de uma imagem de perfeição vale mais que a realidade.
Talvez o ápice desta pantomima seja a menina de nove anos que encantou o público na cerimônia de abertura das Olimpíadas cantando o "Hino à Pátria" para 90 mil pessoas no estádio Ninho de Pássaro. Lin Miaoke estava, na verdade, fazendo "playback", substituindo a dona da voz, Yang Peiyi, dois anos mais nova, que não tinha a aparência desejada pelos organizadores para representar a "nova” China durante a abertura dos Jogos. Para o diretor musical do evento, Chen Qigang, Yang Peiyi não seria "bonita o suficiente" para participar do espetáculo. "Fizemos a escolha certa para a nação", declarou Chen a uma agência de notícias internacional.
A equipe da Rede Globo em Pequim trouxe a baila outro exemplo da “maquiagem” chinesa ao registrar um acidente envolvendo um acrobata que integrava uma equipe que divertia o público no intervalo do jogo de basquete entre as seleções da Austrália e Croácia, no domingo, dia 10. O rapaz fazia saltos com um trampolim de ginástica quando perdeu o equilíbrio no ar e caiu de uma altura de três metros, batendo violentamente com a cabeça. Um foto-jornalista do Suriname flagrou as cenas. O rapaz se arrastou para fora da área do evento e esperou cinco minutos até se atendido por médicos. A equipe da Rede Globo procurou informações sobre o estado de saúde do acrobata e obteve apenas a resposta de que ele estaria internado. O jornalista Pedro Bial resumiu com uma frase o caso: “Querem nos fazer crer que nas Olimpíadas de Pequim acidentes não acontecem”.
Nem mesmo o público escapou da manipulação chinesa. A organização dos Jogos tem contratado figurantes para lotar os estádios durante as disputas, como denunciou no dia 11 o Jornal Hoje, da Rede Globo. Por detrás dos animados torcedores chineses, dos sorrisos abertos, das figuras caricatas com perucas coloridas e bandeirolas há, na verdade, uma claque paga para aplaudir.
Esta é a verdadeira face de uma China que convenientemente maquiou suas mazelas – como a bárbara Revolução Cultural dos anos 60 – em troca de uma fachada de modernidade, prosperidade e felicidade. A que preço?
Victor Barone
Desde a abertura dos Jogos, quando imagens gravadas dias antes foram apresentadas ao mundo todo como cenas ao vivo, a máscara de uma China moderna, perfeita e feliz tem sido oferecida a nós como quem derrama um véu sobre os olhos mais obtusos. Na China, a construção de uma imagem de perfeição vale mais que a realidade.
Talvez o ápice desta pantomima seja a menina de nove anos que encantou o público na cerimônia de abertura das Olimpíadas cantando o "Hino à Pátria" para 90 mil pessoas no estádio Ninho de Pássaro. Lin Miaoke estava, na verdade, fazendo "playback", substituindo a dona da voz, Yang Peiyi, dois anos mais nova, que não tinha a aparência desejada pelos organizadores para representar a "nova” China durante a abertura dos Jogos. Para o diretor musical do evento, Chen Qigang, Yang Peiyi não seria "bonita o suficiente" para participar do espetáculo. "Fizemos a escolha certa para a nação", declarou Chen a uma agência de notícias internacional.
A equipe da Rede Globo em Pequim trouxe a baila outro exemplo da “maquiagem” chinesa ao registrar um acidente envolvendo um acrobata que integrava uma equipe que divertia o público no intervalo do jogo de basquete entre as seleções da Austrália e Croácia, no domingo, dia 10. O rapaz fazia saltos com um trampolim de ginástica quando perdeu o equilíbrio no ar e caiu de uma altura de três metros, batendo violentamente com a cabeça. Um foto-jornalista do Suriname flagrou as cenas. O rapaz se arrastou para fora da área do evento e esperou cinco minutos até se atendido por médicos. A equipe da Rede Globo procurou informações sobre o estado de saúde do acrobata e obteve apenas a resposta de que ele estaria internado. O jornalista Pedro Bial resumiu com uma frase o caso: “Querem nos fazer crer que nas Olimpíadas de Pequim acidentes não acontecem”.
Nem mesmo o público escapou da manipulação chinesa. A organização dos Jogos tem contratado figurantes para lotar os estádios durante as disputas, como denunciou no dia 11 o Jornal Hoje, da Rede Globo. Por detrás dos animados torcedores chineses, dos sorrisos abertos, das figuras caricatas com perucas coloridas e bandeirolas há, na verdade, uma claque paga para aplaudir.
Esta é a verdadeira face de uma China que convenientemente maquiou suas mazelas – como a bárbara Revolução Cultural dos anos 60 – em troca de uma fachada de modernidade, prosperidade e felicidade. A que preço?
Victor Barone
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Dois e dois: quatro
Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
e a tua pele, morena
como é azul o oceano
e a lagoa, serena
como um tempo de alegria
por trás do terror me acena
e a noite carrega o dia
no seu colo de açucena
sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade, pequena.
Ferreira Gullar
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
e a tua pele, morena
como é azul o oceano
e a lagoa, serena
como um tempo de alegria
por trás do terror me acena
e a noite carrega o dia
no seu colo de açucena
sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade, pequena.
Ferreira Gullar
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domingo, 3 de agosto de 2008
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