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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Palavras



Contorço as palavras
e delas extraio um pouco de mim.

Poema



Ao encontrar minh’alma
no reflexo do teu olhar
me depara a tempestade
por detrás da calmaria.
Me constrange a pequenez
por entre frestas de grandeza.

Ao enxergar-me
nas sombras do teu sorriso
me descubro menino
escondido na face carcomida.
Me encolho diante
do mundo.

sábado, 31 de agosto de 2013

Poema

Flor
Que eclode em teus
Lábios cada vez que exalas
Que nos teus olhos
Emudece todos os aromas
Que me envolve
E sufoca
Como um jardim oculto

Pétala
Que transpira em
Tua pele em suave toque
Que em tuas mãos
Embala todos meus sonhos
Que me envolve
E esmaga
Como um mar de seda

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Poema



Deixa deitar meu cansaço
No teu colo de espinhos
Enxaguar teus lábios
Com o orvalho da minha ira

Deixa o mel das palavras
Azedar na minha língua

Deixa abraçar teu olhar
Como um velho menino
Inundar tua pele
Com a aspereza da minha vida

Deixa escorrer teu sal em mim

domingo, 23 de dezembro de 2012

Poema

Como uma tarde indo embora
Me calo
Enrubesço
Me encho de azul

Como uma tarde indo embora
Me visto de nuvens
Amanheço pássaros
Transbordo em lilás

Procuro teus olhos

No céu que desmonta
Na tarde que vai

sábado, 14 de abril de 2012

O aroma dos teus
Cabelos negros
É como olhar
Estrelas em noite escura

Afogo meus lábios
Em teu negrume
Buscando a luz
De sóis ocultos

Enxugo meus olhos
Nestes anéis de seda
Ouvindo mundos
Que nascem e morrem em mim

terça-feira, 14 de junho de 2011

Poema

Vejo nos teus olhos
Coisas assim como sóis

Pássaros voando em tua íris
Eu mesmo
Perdido nestas retinas

Vejo nos teus olhos
A luz do dia que vai

Minha sombra em tuas pupilas
Escondida no teu olhar

Tenho a língua inerte no túmulo de minha boca
Esqueço palavras

sábado, 18 de dezembro de 2010

Poesia aos sábados

a seda azul do papel que envolve a maçã

topázio esse seu olho pedra úmida. lápis-lazúli. safira. água-marinha. impreciso humor de gemas. ímã que me suga via íris.
sonho oceanos. voo céus. viajo bocas. anos-luz em sua busca.
rastejo por um beijo que tivesse um blue. serpenteio anis delicadezas.
velvet. organza. voal. papel de seda. um toque tafetá. turquesa.
wide sargasso sea. deseo piscina. sede hortência.
à ana c : ceda.
sangre azul.

Valéria Tarelho, esta semanha, no Poema Dia

sábado, 11 de dezembro de 2010

Poesia aos sábados

Missa Negra

As tachas de metal pela jaqueta
de couro são estrelas para mim,
uma constelação sobre uma preta
tintura como o sangue de Caim.

Com ares de macabra, me inquieta,
vontade de me abrir para o ruim,
os rins em polvorosa pela seta
são alvos desejosos por... enfim...

Proponho uma sessão com todo o kit,
há sordidez para qualquer fetiche.
Eu topo suas taras de tantã,

despindo da calcinha celulite,
estrias e orifícios de azeviche,
feitiços para a glória de Satã.

Henrique Pimenta, esta semana, no Poema Dia

sábado, 4 de dezembro de 2010

Poesia aos sábados

AMO-TE ASSIM SEM CORPO
{a um namorado}

amo-te assim sem corpo.
sem dias que sacodem lembranças.
sem últimas coisas.
sem ouvires de língua.
sem palavras que respiram pelo
nariz de outras.
sem compromissos abdominais.
sem o coração no bolso.
sem ruídos obscenos que
indiciam nudez.
sem borboletas vulgares
sobre o poema.
sem o conhecimento de toda a gente.
sem o teu conhecimento
ou existência.
amo-te assim sem corpo
com todo o meu corpo,
lembranças,
últimas coisas,
ouvires de língua,
palavras ardentes como
febres frias,
compromissos fundidos noutros,
o coração dobrado,
as braçadas da vida
nua e lenta como a borboleta
neste poema.
amo-te assim sem vida.
sem morte.
sem corpo.

Sylvia Beirute, esta semana, no Poema Dia

sábado, 20 de novembro de 2010

Poesia aos sábados

Kamikazes

Entardece...
e o que me emudece
ao te ver bailar na areia,
é esse teu fingir sereia,
que norteia o sol
pelo céu abaixo,
nesse escracho
que fazes no horizonte,
e de fronte ao que eu ainda sou.

Anoitece...
e o que me enlouquece
ao te ouvir cantar pra mim,
é saber que não têm fim,
esse meu vaticínio
da solidão em eterno declínio,
e a nossa risada,
por cada onda contada,
e cada abraço vivido.

Amanhece...
e o que me entorpece
ao ver teu corpo ao meu alcance,
é o suor desse romance,
escorrendo licoroso,
junto ao tempo nervoso
que devora cada hora
e nos torna kamikazes
e loucamente capazes
de entardecer...

A J Lobone, esta semana, no Poema Dia.

sábado, 13 de novembro de 2010

Poesia aos sábados

Plague

Seus poemas:
centopéias subindo em minhas pernas
quando os leio.

Seus poemas me ateiam
e a palavra-taturana dói
tamborilando os pés de azeite quente
em meus seios.

Seus poemas:
caranguejos caminhando pelas minhas costas,
soletrando vértebras
entre suas patas,
pinicando medo sob suas pinças,

seus poemas mordem
minhas omoplatas...

Seus poemas-praga:
devastação que não se aplaca
nem com o gelo
dos meus dedos de queimada.

Flávia Peres, eta semana, no Poema Dia.

sábado, 6 de novembro de 2010

Poesia aos sábados

Vestes que levitas

Desligo o som
Faço a hetero-combustão
A ponta da faca sangra
E oiço o medicamento que é a palavra.
A roupa cai
Desejava levitar para lá dos músculos.
No alvorecer da confissão
Acorrento-me à cor da ferida
Com a poção viscosa anti-delírio.
Há tinta a mais na tela
E lençóis a menos na cama dela.

Gavine Rubro, esta semana, no Poema Dia.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

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