"E nenhuma reforma política é capaz de substituir a fiscalização de uma opinião pública que se mostre cada vez mais consciente, além de enojada com os desmandos que vê."
“Fim da história, não. Fim do besteirol, talvez. Fim da ingenuidade que imaginava a salvação do Brasil pelo Lula, pelo PT e pela esquerda, certamente. Quem tem de nos salvar de nossos problemas somos nós.” Do o antropólogo e professor Roberto DaMatta, respondendo, em entrevista à Luciano Trigo, a seguinte pergunta: "Considera que é possível um renascimento das ideologias de esquerda e direita? Ou, ao contrário, estamos mesmo vivendo o que se chamou de 'fim da História'?"
"Assim como a suástica, estrelas vermelhas levam ao desastre, quando se decide obedecer, cegamente, a um projeto de poder." Fernando Gabeira, hoje, em artigo na Folha.
"Quem exerce o jornalismo, seja num grande jornal, seja num pequeno blog de 20 leitores, tem que sempre duvidar de quaisquer verdades e, mesmo quando convencido, permanecer atento a argumentos contrários. Por outro lado, se tem orelhas de gato, pêlo de gato e nariz de gato, o bom jornalismo exige que não se usem eufemismos e se chame pelo nome: é gato. Ou é ditador. Ou é corrupto. Ou é herói. Desde que haja provas, que se chame."
“Quando o jornal (ou o jornalista) é corrupto ele abandona a comunidade e só pensa em seu umbigo. Quando ele é voluntarista e acredita que seu papel é salvar o mundo corre o risco de viver de migalhas, acreditando em moinhos de vento. O mundo é cruel. Não há situação confortável para quem decide se sustentar entre o clero e o Estado.” Dante Filho
“Se você escreve, aparece um pouco, uma hora esbarra em Caetano Veloso, mesmo sem querer. Ou ele esbarra em você, já que gosta de falar sobre qualquer assunto, e o faz com especial graça quando comenta coisas sobre as quais não entende nada, como aquela personagem de uma música de Adoniran Barbosa.”
Reinaldo Azevedo, espetando Caetano Veloso, mas parecendo dar início a uma autobiografia (basta trocar Caetano por Tio Rei na citação acima).
“... o baixo clero hoje é majoritário e não liga para a opinião pública”. O cientista político David Flescher, analisando o nível de comprometimento moral do Congresso.
“Ministério público é o caralho! Não tenho medo de ninguém. Da imprensa, de deputados. Pode escrever o caralho aí! Até ontem era tudo lícito. O que mudou agora? É um bando de babaca!” Ciro Gomes, bancando o machão e mostrando que não tem vergonha de mamar nas tetas da população.
"O primeiro problema para o jornalismo de precisão no Brasil será superar um sistema muito rígido que é feito para resistir à inovação. A maior barreira que vejo, de minha perspectiva norte-americana, é a lei que exige que os jornalistas sejam formados em escolas de jornalismo. Essa lei dá às escolas um mercado garantido e as priva do incentivo de fazer melhor as coisas. Sem a lei, as escolas teriam que visivelmente adicionar valor às habilidades existentes de seus estudantes para que pudessem sobreviver. Uma escola profissional deve ser a fonte da inovação e do desenvolvimento para a profissão a que serve. Mas, com um mercado cativo, não há necessidade de que ela faça nada além de assinar certificados de conclusão."
"É preciso mudanças. Muita gente acha que o melhor é deixar como está pra ver como é que fica. Mas basta observar algum tempo qualquer pessoa sentada pra perceber que a mudança é fundamental ao ser humano, nem que seja apenas pra descansar a outra parte da bunda (nádega, antigamente)." Millôr Fernandes
“Ela é uma pendurada na influência do ex-marido. Uma pessoa que não muda o sobrenome para explorar a influência do ex-marido é o fim do mundo”. O finado Clodovil, sobre Marta Suplicy.
“Viajar talvez seja isso: colocar em contato a estranheza do mundo com a estranheza de mim mesmo.” Leonardo Cruz, médico brasileiro radicado na França, em seu excelente artigo “Viagens e memória: o novo mundo”, cuja leitura recomendo veementemente para os que se apaixonam por lugares e jeitos diferentes de viver.
“Graças a Deus, fui excomungada por ter feito a coisa certa”. Fátima Maia, diretora do centro médico que realizou o aborto em uma menina de 9 anos, grávida de gêmeos, violentada pelo padrasto. Fátima, os demais profissionais de saúde que participaram da intervenção e a mãe da menina foram excomungados pelo bispo de Olinda, dom José Cardoso Sobrinho.