Semana On

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Tempo fechado
Com a definição do início do julgamento dos envolvidos no escândalo do "Mensalão", o país fica na expectativa da punição dos acusados.
Confira na SEMANA ONLINE.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Nesta edição da SEMANA ONLINE
- Leishmaniuose tem cura. Tudo sobre a doença e como tratá-la.
- Uma entrevista com o diretor geral  do campus de Campo Grande do IFMS, Joelson Maschio, que enumerou os desafios e perspectivas do instituto.
- Além de tecnologia, design, moda, cultura, política, comportamento, economia, mundo LGBT e muito mais.

Animais: consumidos e descartados

Estes dias a jornalista Denise Del Farra usou o Facebook para desabafar. Estava indignada com os inúmeros casos de abandono de animais de estimação a que estava se deparando em sua atividade de voluntária da ONG Abrigo dos Bichos. O abandono a que Denise se referiu, extrapola os limites da covardia de quem se desfaz de um animal como se desfaz de um móvel velho. Ela falava de um abandono mais cruel – se é que isso é possível: àquele que ocorre com o animal ainda em posse de um dono irresponsável.

Hoje, milhares de animais – especialmente cães e gatos - encontram-se abandonados à própria sorte, padecendo de fome e doenças, apodrecendo em vida devido ao descaso de seus "proprietários". Casos como o do pit bull amarrado por dias a uma árvore, de modo que lhe era impossível até mesmo se deitar foi um dos citados pela jornalista.

A resposta que a "dona" deste animal deu aos ativistas da defesa dos animais que lhe abordaram foi emblemática: "o cão é meu e vocês não tem nada a ver com isso". Este tipo de raciocínio - o de que os animais são bens a serem adquiridos, consumidos e descartados ao bel prazer do ser humano - está por detrás de inúmeras barbaridades cometidas contra seres indefesos. Não há equívoco maior. Tratar um animal como um objeto é um erro, uma das grandes demonstrações de irracionalidade cometidas pelo ser humano. Serve de matéria para a psicologia - mostrando até que ponto pode ir o recalque de quem desconta nestas criaturas suas frustrações e pequenezas. Serve de estudo para a filosofia - apontando a sordidez de quem precisa se impor à força sobre outra criatura para compensar sua pobreza de espírito.

O comércio desenfreado de animais tem sua parcela de culpa neste processo que transforma animais em vítimas e seres humanos em monstros. Ora, cães e gatos não são presentes fofinhos a serem endereçados a crianças ou a adultos. Eles são criaturas que acompanharão uma pessoa por anos e que devem receber cuidados mínimos que garantam seu bem estar. A posse responsável deve ser a tônica para quem quer manter estes animais como companheiros de vida.

Aos que insistem nos maus-tratos, que prevaleça a força de lei. Embora a maioria das pessoas - e das autoridades policiais - não saiba, a denúncia destes casos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais), segundo a qual "É considerado crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, doméstico ou domesticados, nativos ou exóticos".

Se falta humanidade a algumas pessoas, que elas sejam expostas aos rigores da Lei, que sua monstruosidade seja exposta. Para isso, no entanto, não basta a indignação da Denise, a minha ou a sua. É preciso ação. É necessário que cada um cobre dos poderes constituídos que a lei seja aplicada, que a irracionalidade seja punida.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Na edição 28 da revista SEMANA ONLINE, uma reportagem aprofundada sobre a economia verde.
Confira.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Está no ar mais uma edição da revista SEMANA ONLINE.
No destaque, uma reportagem aprofundada sobre a influência das novelas sobre o brasileiro e uma entrevista com o biólogo José Sabino sobre o Código Florestal.
Confira - www.semanaonline.com.br

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Quanto vale um vereador?

Quanto custa um vereador?
Entrevista com o presidente do Sebrae-MS
Mais um artigo da série Especial Cuba
Confira - www.semanaonline.com.br

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Últimas Leituras e Resenhas


2012
- Os filhos dos dias - Eduardo Galeano
- Deuses Americanos - Neil Gaiman
- A morte da luz - George R.R. Martin
- A auto-estrada - Stephen King
- Nova Antologia do Conto Russo - Organizado por Bruno Barreto Gomide
- Che Guevara: uma biografia - Jon Lee Anderson
- Ao cair da noite - Stephen King
- Jack Kerouac: king of the beats - Barry Miles
- Guia politicamente incorreto da história do Brasil - Leandro Narloch
- Band of Brothers - Stephen E. Ambrose
- Dia D - Antony Beevor
- Animal Tropical - Pedro Juan Gutiérrez
- O Rei de Havana - Pedro Juan Gutiérrez
- Trilogia suja de Havana - Pedro Juan Gutiérrez
- Lancaster & York: The War of the Roses - Alison Weir
- A ascenção do Governador - Robert Kirkman e Jay Bonansinga
- Love - Stephen King
- De Cuba, com Carinho - Yoani Sánchez
- Chatô: o Rei do Brasil - Fernando Morais
- No coração do mar - Nathaniel Philbrick
- O caminho  para o céu - Zecharia Sitchin
- Moby Dick - Herman Melville
- Devoradores de Mortos - Michael  Crichton
- Coisas Frágeis - Neil Gaiman
- O Lobo do Mar - Jack London
- Guerra dos Tronos 4: O Festim dos Corvos - George R.R. Martin
- Almas Mortas - Nikolai Gógol
- O 12º Planeta - Zecharia Sitchin
- O Duplo - Fiódor Dostoievski
- Battle Cry of Freedom: The Civil War Era - James M. McPershon

2011
- Guerra dos Tronos 3: A Tormenta de Espadas - George R.R. Martin
- Guerra dos Tronos 2: A Fúria dos Reis - George R.R. Martin
- Guerra dos Tronos 1: As Crônicas de Gelo e Fogo - George R.R. Martin
- Matadouro 5 - Kurt Vonnegut
- The Last Full Measure - Jeff Shaara
- The Killer Angels - Michael Shaara
- Gods and Generals - Jeff Shaara
- Cidades da Planície - Cormac McCarthy
- A Travessia  - Cormac McCarthy
- Todos os belos cavalos -  Cormac McCarthy
- O emblema vermelho da coragem - Stephen Crane
- O Capote e outras histórias - Nikolai Gógol
- Napoleão: uma biografia política - Steave Englund
- O Messias de Duna - Frank Herbert
- Under the Dome - Stephen King

2010
- Duna - Frank Herbert
- Crime e Castigo - Fiódor Dostoievski
- O concorrente - Stephen King
- Meridiano de sangue - Cormac McCarthy
- Onde os velhos não têm vez - Cormac McCarthy
- Deuses, espaçonaves e terra: Provas de Dänichen - Erich Von Dänichen
- Uma vida - Guy de Maupassant
- Dänichen em julgamento - Erich Von Dänichen
- De volta às estrelas - Erich Von Däniken
- Eram os deuses astronautas? - Erich Von Däniken
- A Estrada – Cormac McCarthy
- Pobre Nação – Robert Fisk
- História da Palestina moderna – Ilan Pappe
- A menina que roubava livros – Markus Zusak
- O Tradutor – Daoud Hari
- Numa fria – Charles Bukowski
- Crônica de um amor louco – Charles Bukowski

sábado, 19 de maio de 2012

Está no ar a 24ª edição da revista SEMANA ONLINE.
Confira a primeira revista 100% digital do país.
www.semanaonline.com.br

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Nesta edição da SEMANA ONLINE
www.semanaonline.com.br
- O prazer e as dificuldades de envelhecer
- Entrevista com o ufologo Ademar Gevaerd
- Os desafios da Comissão da Verdade

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Meu amigo Nilo Corrêa me perguntou o que eu pensava sobre o envolvimento da revista Veja com o crime organizado.

Acho que vou começar citando o mestre Alberto Dines, para quem “fontes corruptas são inevitavelmente corruptoras”. Ou seja, cabe ao jornalista fugir das teias corruptoras de uma fonte que seja uma aranha gorda, como é o caso do Carlinhos Cachoeira.

Não existe Jornalismo sem fonte. A fonte não precisa ser “honesta”, mas a informação que ela repassa precisa ser checada para que a mensagem final seja a verdade. Não acho que as reportagens publicadas pela Veja com base nas informações obtidas por meio do Cachoeira sejam falsas. Aliás, nenhum detrator da revista disse isso até agora.

Novamente reitero que em minha modesta opinião, não interessa se a fonte é honesta ou não. O que interessa e se a informação procede.

O que se deve questionar é se a relação entre fonte e jornalista (entre Cachoeira e a Veja) inverteu o controle da informação. O controle deve ser do jornalista e não da fonte: ou seja, as informações eram procedentes? O diretor de redação da revista, Eurípedes Alcântara, disse em artigo que sim. Afirmou: “Ter um corrupto como informante não nos corrompe”. Concordo com esta premissa.

A Veja pecou – com má intenção política creio – na tentativa de elevar o Demóstenes Torres a um nível de excelência ética. Isso ficou óbvio e mostra uma estratégia política desastrada – a mesma que a Carta Capital adotou ao publicar uma capa comparando Roberto Civita a Rupert Murdoch. Há um abismo entre este fato e o questionamento das denúncias feitas pela revista. Como já disse, ninguém em sã consciência fez isso.

Finalizo citando Dines novamente. Diz ele que “a submissão (da imprensa) a partidos, governos e religiões é uma forma disfarçada de embolsar propinas e aceitar suborno”. Concordo e isso vale para todos.