Semana On

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Um álbum às quartas



THE RISE AND FALL OF ZIGGY STARDUST AND THE SPIDERS FROM MARS
DAVID BOWIE
Baixe o álbum AQUI.
1. "Five Years" – 4:43
2. "Soul Love" – 3:33
3. "Moonage Daydream" – 4:35
4. "Starman" – 4:16
5. "It Ain't Easy" – 2:56
6. "Lady Stardust" – 3:20
7. "Star" – 2:47
8. "Hang on to Yourself" – 2:37
9. "Ziggy Stardust" – 3:05
10. "Suffragette City" – 3:19
11. "Rock 'n' Roll Suicide" – 2:57

Um dos discos mais influentes da história do rock, “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars” foi lançado por David Bowie em 1972 sob a influência do glam rock inglês e de outras manifestações artísticas da época, como os filmes “Laranja Mecânica” e “2001 - Uma Odisséia no Espaço”.

Nadando nesta vertente, Bowie criou um álbum conceitual e futurista sobre um rockstar extraterrestre (Ziggy Stardust) e sua saga no planeta Terra, uma espécie de ópera rock repleta de glamour e drama. Além da excelente música, Bowie apostou na força estética do glam, aliando ótimas melodias com fantasia, ficção e teatro, exibindo nos shows e nas peças publicitárias do álbum figurinos extravagantes e exuberantes, incorporando, de fato, o personagem.

“The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars” começa com a faixa "Five years", anunciando o fim do mundo e criando uma atmosfera sombria. Em seguida vem "Soul Love", uma música que procura transmitir a sensação de inexistência do amor verdadeiro, "Moonage Daydream", despudorada e provocante e o clássico "Starman" - que ganhou uma versão em português com a banda Nenhum de Nós, com a música "Astronauta de Mármore".

A quinta faixa é “Ain't Easy", que fala sobre questões existenciais e a busca pela auto-satisfação, seguida por "Lady Stardust" e "Stars" onde, assim como em "Soul Love", pode-se perceber a influência da banda inglesa T-Rex sobre Bowie.

O álbum também inclui uma faixa pré-punk chamada “Hang Onto Yourself” e então surge a canção título, '"Ziggy Stardust"', uma exaltação ao ego do personagem criado por Bowie. Canção título do álbum, foi gravada posteriormente pelo Bauhaus.

A partir daí o álbum apresenta a "queda" de Ziggy, como sugere o título. A faixa “Suffragette City” fala da fama decaída e, por fim, “Rock’N’Roll Suicide” narra o fim trágico da persona Ziggy, narrando seu suicídio e encerrando um dos mais clássicos álbuns de rock’n’roll da história.

Há quem diga que o nome Ziggy tenha vindo de Iggy Pop (amigo de Bowie) ou de Twiggy (modelo, também amiga de Bowie) e de que Bob Marley escolheu o nome do seu filho (Ziggy Marley) por causa desse disco. Não é a toa que músicos como Billy Corgan (Smashing Pumpkins) e o eletrônico Moby (DJ novaiorquino premiado pela Billboard) reverenciem Bowie por sua obra.

domingo, 23 de maio de 2010

sábado, 22 de maio de 2010

Poesia aos sábados

MONSTROS QUE HABITAM ESPAÇOS VAZIOS

Cenas impossíveis de um amor perfeito.
Cabeça é tão dinossauro quanto mosquito.
Fui ferrada nos meus quartos com um ferro que perdura,
Que rói tudo que prezo e transborda o vazio que habito.

Onde está a paleta de cores sublime?
Tatuagem feita por dentro com a carne de tinta.
Não sou nada. Nada tenho.
Esse nada tão inteiro. Pleno. Solene...
Há quem não sinta?

Escalo a torre por birra.
Sina velha sem fronteira.
Vou olhando nos seus olhos pra não tropeçar na vida.

Maíra Espíndola

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sem juízo

Quando perder o juízo
Morderei teu lábio inferior
Como quem beija uma pétala
Te direi poemas secretos
Todo o verbo já dito

E uma flor
Quando o juízo se for

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Conversa surreal com uma atendente da TIM

Conversa surreal com uma atendente do tele-atendimento TIM.

Eu (educado): Bom dia. Gostaria de fazer uma reclamação sobre a minha conta telefônica que dobrou inexplicavelmente de um mês para o outro.

Atendente (mecânica): Bom dia senhor. Qual o nome do titular da conta?

Eu (educado): Mara Lisiana de Moraes dos Santos, minha mulher.

Atendente (mecânica): Senhor, nós só podemos falar com o titular da conta, pois temos que confirmar alguns dados.

Eu (pressentindo o porvir): Certo, mas eu tenho todos os dados dela aqui comigo.

Atendente (mecânica): Senhor, nós só podemos falar com a titular da conta.

Eu (Entristecido com a TIM): Mas eu tenho todos os dados aqui... CPF, data de nascimento, endereço, nome dos pais etc... Ela não tem tempo de resolver esta questão.

Atendente (mecânica): Senhor, nós não podemos atender, a não ser que o senhor seja o titular da conta.

Eu (já levando na sacanagem): Quer dizer que se eu desligar o telefone agora, ligar novamente e disser que eu sou a Mara Lisiane de Moraes dos Santos a senhora vai me atender?

Atendente (mecânica): Sim senhor.

Eu (incrédulo): Então quer dizer que se eu tivesse dito para a senhora que meu nome é Mara Lisiane de Moraes dos Santos a senhora teria me atendido?

Atendente (mecânica): Sim senhor.

Eu (...): clic...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Belezas gráficas

Tenho me encantado com o trabalho de alguns designers gráficos. Aqui mesmo, em Mato Grosso do Sul, dois jovens talentos têm chamado a minha atenção. Um deles é Maíra Espíndola, que além de designer é rockeira, lançadora de tendências e super girl multimídia. Parte do trabalho da Maíra pode ser visto no espaço virtual dela, no Flickr. Outra dica bacana é Denis Feliz, que mantém em seu blog uma boa amostra de seu trabalho (a imagem ao lado é uma delas). Hoje, via Manuela Barem, conheci o trabalho da argentina Julieta Arroquy, cuja simplicidade do traço é repleta de um lirismo único. Vale conferir o blog da moça.

sábado, 15 de maio de 2010

Poesia aos sábados

Patriarca quebradiço

Me despeço consumiço
sorrateiro e rato
do patriarca quebradiço
com quem andei pimenta na primeira pedra de montanha
trilhei o derrapo da voçoroca
e dormi com ganso quando montei cabana

A ponta da sua pá que dobra
Fez barreira pra desalagar a chuva
Quebra noz de madeira
Ladeira paulistana de rolimã
Férias da manhã com mel
Palmeira de terra oca, maná
Tacho culto a sopapo, zinabre

Cachorro na bancada faz sermão de creolina
Foto bonita quadro e cuco
Ética de prataria
Gato machucado comendo tinta preta da oficina

Que me deu carro fusca
e bicicleta grande
Me ensinou responder fruta
de garfo e faca no calar de barra
Calor de tarde na calçada
da cidade velha
agradando a vizinhança velha
no portão de volante do velho

meu avô

Heyk Pimenta, esta semana, no Poema Dia.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Poema

Com o mesmo furor com que
Aprisionei teu perfume em minha pele
Deixarei a brisa leve arrancá-lo de mim

Como folha de outono que o vento leva
Espuma no mar que em primavera
Anoitece o teu dia

Com o mesmo espanto
Vou calar tua presença
Criança tapando ouvidos
Ao som da madrugada

E então, repleto de alegria
Encontrarei os olhos do cão que me observa

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Um álbum às quartas


NEVER MIND THE BOLLOCKS, HERE'S THE SEX PISTOLS
SEX PISTOLS
Baixe o álbum AQUI
1. Holidays In The Sun
2. Bodies
3. No Feelings
4. Liar
5. God Save The Queen
6. Problems
7. Seventeen
8. Anarchy In The U.K
9. Submission
10. Pretty Vacant
11. New York
12. E.M.I.

“Never Mind The Bollocks, Here's The Sex Pistols” é o primeiro e único álbum de estúdio da banda inglesa Sex Pistols. Letras cruas e niilistas, aliadas a violentas performances ao vivo foram a base para que a banda revolucionasse o Rock’n’Roll na década de 70 e se firma-se como uma das principais influências do punk rock nas décadas seguintes.

Por trás de suas táticas de choque e do negativismo de sua postura anárquica, os Sex Pistols sustentavam uma consistente crítica social, cuidadosamente elaborada com o intuito de gerar altíssimo impacto sobre a sociedade inglesa. O álbum articulava com perfeição a frustração, a raiva e a insatisfação da classe trabalhadora inglesa para com o establishment.

“Never Mind The Bollocks” causou grande controvérsia na Inglaterra, processos, protestos. Parte do ultraje causado pela banda foi ocasionado pelas letras de "God Save the Queen" e "Anarchy In The U.K.", ataques diretos contra a monarquia inglesa, a sociedade civil, as instituições e a ordem social vigente. "God Save The Queen", especialmente, foi vista como uma afronta à rainha Elizabeth II.

Originalmente lançado em 1977, o disco não perdeu sua fúria ou originalidade com o passar do tempo. As músicas escritas por Johnny Rotten, Steve Jones, Glen Matlock, Paul Cook e Sid Vicious mantém-se visceralmente atuais. O vocal ácido, desarticulado, propositalmente dissonante e original de Johnny Rotten continua causando tanto espanto quanto suas letras destruidoras e sua postura freak.

O produtor Chris Thomas, que trabalhou o álbum, optou por um approach diferente do que seria escolhido pelas demais bandas de punk rock a partir do disco de debut dos Pistols, descartando na gravação a rudeza de um estilo ”ao vivo” e optando por uma sonoridade clara através de múltiplos overdubs de guitarra. Disse ele: “Anarquia é algo como doze guitarras. Eu preferi orquestrá-las, gravá-las em separado e depois juntar tudo na gravação. Foi um pouco trabalhoso. Os vocais foram trabalhados da mesma forma".

Reconhecimento

Logo após seu lançamento, “Never Mind The Bollocks, Here's The Sex Pistols” atingiu o primeiro lugar na “Official UK Albums Chart”, mas nos Estados Unidos chegou apenas a 106ª posição da “Billboard albums chart”. Apesar das fracas vendas iniciais fora da Europa, o álbum acabou ganhando força, chegando a 500 mil cópias em 1987 e 1 milhão quatro anos depois.

Em 1985, “Never Mind..” foi apontado pela NME como o 13º melhor álbum de todos os tempos e, em, 1993, pelo mesmo grupo, como o 3º álbum mais importante da história. Em 1987, a revista Rolling Stone apontou-o como o 2º melhor álbum dos últimos 20 anos, atrás somente de “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”, dos Beattles. A mesma revista colocou o disco dos Pistols na 41ª colocação na sua lista dos “500 Greatest Albums of All Time”, em 2003.

Em uma entrevista em 2002, Charles M. Young, jornalista da Rolling Stone, disse o seguinte: “Never Mind The Bollocks mudou tudo. Nunca havia sido feito algo igual e nunca mais foi feito. O mais próximo ao disco dos Pistols foi, provavelmente, o material do Nirvana, uma banda muito influenciada pelos Sex Pistols”.

Em seu livro “The Alternative Music Almanac”, Alan Cross colocou o álbum na 6º colocação na sua lista dos “10 Classic Alternative Albums”. Em 1997, "Never Mind The Bollocks” foi apontado como o 24º melhor álbum do milênio em uma votação promovida no Reino Unido pelo HMV Group, Channel 4. Em 1998, os leitores da Q magazine o apontaram como o 30º melhor álbum de todos os tempos e, em 2000, a mesma revista apontou-o como o 10º colocado em sua lista dos “100 Greatest British Albums Ever”.

A VH1 nomeou-o como o 17º melhor álbum de todos os tempos em 2001. O disco também ocupou a 1ª colocação na lista "Fifty Greatest Punk Albums Ever", em votação dos leitores da Kerrang! magazine. Em 2006, foi escolhido pela revista Time um dos 100 melhores álbuns de todos os tempos e, no mesmo ano, a NME apontou-o como o 4º álbum inglês mais importante de todos os tempos.