A rebelião na unidade de Campinas (SP) da Fundação Casa acabou ontem por volta das 18h50 de ontem, depois de quatro horas de negociações. Três professoras, que ficaram reféns sob a mira de canivetes e barras de ferro foram soltas. A rebelião começou após uma tentativa fracassada de fuga. Os adolescentes então colocaram fogos nos colchões e fizeram sete funcionários reféns. Após pouco tempo, os quatro primeiros funcionários foram libertados. Após negociações, os outros três professores foram liberados. Foto do site Terra.quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Fotojornalismo
A rebelião na unidade de Campinas (SP) da Fundação Casa acabou ontem por volta das 18h50 de ontem, depois de quatro horas de negociações. Três professoras, que ficaram reféns sob a mira de canivetes e barras de ferro foram soltas. A rebelião começou após uma tentativa fracassada de fuga. Os adolescentes então colocaram fogos nos colchões e fizeram sete funcionários reféns. Após pouco tempo, os quatro primeiros funcionários foram libertados. Após negociações, os outros três professores foram liberados. Foto do site Terra.terça-feira, 27 de outubro de 2009
A Imagem da Mulher na Mídia - Como você vê esta relação?
Acontece nesta quarta-feira (28),
Segundo Valéria Mont' Serrat, assessora técnica da Coordenadoria da Mulher, a principal iniciativa da conferência é combater o reforço de estereótipos femininos. "Queremos entender como a mulher se vê na mídia, como ela quer e como não quer ser retratada. E o diálogo entre as instituições de defesa dos direitos da mulher e os veículos de comunicação vem agregar o debate, permitindo que todos sejam ouvidos e que se chegue a um consenso sobre o tema".
A idéia de mulheres bonitas, com forte apelo sexual, ainda é veiculada em propagandas e vendida ao exterior como principal atrativo do Brasil. Submissão de mulheres, choque de valores e a construção de uma identificação feminina sólida e que seja condizente com a realidade tornam-se necessidades urgentes de toda a sociedade.
A abertura da conferência será com o tema "A imagem da mulher na mídia - A visão de quem faz a notícia", com dois paineis (rádio e TV; impresso e internet). A seguir, serão debatidos temas autosugestionados, como "Qual o sexo da notícia?"; "Propaganda de cerveja sem mulher?", sobre o apelo sexual da publicidade; "Rir é mesmo o melhor remédio?", abordando os estereótipos nos programas femininos; e "Um tapinha não doi?", que engloba música, vulgarização da sexualidade feminina e banalização da violência contra a mulher.
A Conferência Livre "A Imagem da Mulher na Mídia" é voltada aos organismos de defesa dos direitos das mulheres e profissionais de comunicação. O evento acontece no dia
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Refugiadios do Sri Lanka, resgatados pela guarda costeira australiana, aguardam autorização para is para a Indonésia. Foto de Vivek Prakash, da Reuters. Nos seis primeiros meses deste ano, 185 mil pessoas apresentaram pedidos de asilo em 38 países industrializados europeus, Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália, Nova Zelândia e na República da Coréia. Este número representa um incremento de 10% com relação ao mesmo período do ano passado, segundo o informe publicado pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).75% dos pedidos de asilo foram encaminhados a países europeus, embora os Estados Unidos continuem sendo o maior receptor em nível individual, com aproximadamente 13% de todos os pedidos apresentados. A França é o segundo destino, com 10% de todos os pedidos (19.400), seguido do Canadá (18.700), Reino Unido (17.700) e Alemanha, em quinto lugar (12 mil).
Pelo quarto ano consecutivo, é do Iraque que vem a maioria dos refugiados, com 13.200 pedidos. Afegãos (12.200) e somalis (11 mil) são respectivamente o segundo e o terceiro maiores grupos, à medida que suas condições de segurança pioram. Em seguida, vêm a China, Sérvia (incluindo Kosovo), a Federação Russa, Nigéria, México, Zimbábue, Paquistão e Sri Lanka.
A movimentação de pessoas não tende a diminuir: segundo o Acnur, no segundo semestre de 2009 poderá se observar um maior incremento no número de pedidos de refúgio nos países industrializados.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Adeus Robinson e outras peças curtas - Júlio Cortazar
“Adeus Robinson” foi originalmente escrito por Júlio Cortazar para o rádio (ouça aqui). A peça traz de volta à ilha de Juan Fernández o britânico Robinson Crusoé e seu companheiro “selvagem”, sexta-feira. Palco para que Cortazar construa uma análise sobre a solidão humana – “não há lugar para os náufragos da história, para os senhores da poeira e da fumaça, para os herdeiros do nada” - a peça foi definida por Fausto Wolff como uma “pequena obra-prima”.O texto compõe o livro “Adeus Robinson e outras peças curtas”, publicado postumamente em 1995, que traz também as peças “Peça em Três Cenas” e “A Temporada das Pipas”, ambas escritas entre 1948 e 1950, e “Nada para Pehuajó”, desenvolvida pelo autor nos anos 70.
O primeiro texto traz o teatro do absurdo como referência, “idéias colocadas no palco onde, certamente, pensava o autor, poderiam ser melhor julgadas em seu experimentalismo no qual é bastante visível a influência do teatro de Jean Cocteau”, sintetiza Wolff. De fato, há em “Peça em Três Cenas” momentos de extrema poesia entrecortados a um conjunto lisérgico. O conjunto, propriamente dito, se perde em meio aos momentos entrecortados de lirismo.
“Ninguém deve abrir as luas. Dentro delas ou está o horror ou está o nada, mas às vezes lá dentro existem cachorros ou seres disformes que atacam porque não esperavam ser descobertos”.
“A noite vai durar até as cinco e cinqüenta e cinco, e depois começa esse trapo sujo que também chamam amanhecer”.
“A luz é livre para andar por onde quiser”
“...pobres dos que acreditam ainda ser os de antes...”
Em “A Temporada das Pipas”, Cortazar continua trafegando pelo teatro do absurdo em um cenário campestre habitado por personagens improváveis e momentos de poesia explícita.
“O senhor ordena: ‘a partir de amanhã os girassóis deverão ser azuis. Todo girassol amarelo será decapitado’”.
“Aquilo que se diz cria asas. E então...”
“Não gosto deste caminho. Não sei se andamos por ele ou se é ele que anda por nós”
“A normalidade é uma coisa muito sobrenatural”
A terceira peça do livro, “Nada para Pejuahó” tem lances kafkanianos e também trafega pelo mesmo clima que as duas primeiras, tendo, ainda, na comédia um pé bem fincado ao analisar “a louca obstinação da classe-média lutando por valores que lhe foram impostos e dos quais não pode e nem quer se livrar, na medida em que confunde o real com o verdadeiro, a ponto de perder de vista o fim que lhe dá significado”, para continuar citando Wolff.
“Mas o senhor tem certeza de que sabe o que é isso? Todos falam muito do dever... Sempre usam essa palavra quando causam mal a alguém, ou quando causam ma a si mesmos...”
Considerado um dos autores mais inovadores e originais de seu tempo, mestre do conto curto e da prosa poética, Cortazar nasceu em Bruxelas, Bélgica, em 26 de agosto de 1914. Sua família viveu na Suíça até o final da guerra, quando retornou à Argentina. Opositor do peronismo, abandonou o país em 1951. Mais conhecido no Brasil pelo seu romance “O Jogo da Amarelinha” (1963), faleceu de leucemia em 12 de fevereiro de 1984.
domingo, 25 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
Poesia aos sábados
E o tigre de mil bocas rolou, estilhaçando o solo.
E a cotovia cantou em algum lugar do Norte.
E a fumaça subiu enquanto assavam búfalos
E os galos fugiram do amanhecer, mudos de espanto
E Pedro negou dez, Judas beijou quarenta,
E todos os jornais negaram infinitas vezes.
E o ouro escorreu pelas mãos ávidas dos poderosos
Enquanto o tigre de mil bocas, faminto
Levantou seu dorso esquálido
E com uma só patada,
destruiu, engoliu, arrasou
E comeu
Ricos e pobres, brancos e negros, judeus e palestinos
americanos e árabes, europeus e latinos,
oriente e ocidente
oceanos e nuvens
O tigre de mil bocas digeriu o mundo
Depois dormiu cem anos esperando o Messias.
Maria Helena Bandeira, esta semana, no Poema Dia.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Uma chance de ajudar os animais abandonados
O Abrigo dos Bichos vai comercializar camisetas (R$ 20) e adesivos (R$ 5) para arrecadar fundos com o objetivo de quitar despesas de animais abandonados e vítimas de maus tratos que os voluntários da ONG resgatam e encaminham para adoção.
Mais informações com Andréa (Dir. Adm. do Abrigo dos Bichos) nos telefones 8406-2288 e 9237-2596.
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A violência urbana no Rio de Janeiro ultrapassou os limites. Em meio a comunidades esquecidas pelo poder público, sem forças para fazer frente ao domínio de traficantes e milícias armadas, o homem de bem sucumbe a permissividade e crianças crescem acostumadas ao inaceitável. Foto publicada hoje no Terra.quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Para Lula, imprensa boa é imprensa domesticada
A entrevista exclusiva concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao jornalista Kennedy Alencar, publicada hoje no jornal Folha de S.Paulo, é apavorante e entristecedora. Apavorante no que diz respeito à forma como a qual o presidente encara o papel da imprensa e entristecedora ao mostrar que Lula se sente muito à vontade em meio ao circo da política tradicional brasileira. Na entrevista, Lula endossa a síntese feita recentemente pelo jornalista Otávio Cabral no artigo “O dono do PT”, sobre a crise de identidade do partido e o domínio de Lula sobre ele. Segundo Cabral, as prioridades de Lula “pela ordem: Luiz Inácio da Silva, Lula e Lula”.Os conceitos políticos do presidente assustam, embora não sejam novos. Eles permeiam a prática das velhas raposas que vivem cercando o galinheiro, mamando as tetas do estado, perpetuando sua influência na coisa pública. Os conceitos políticos do presidente assustam por ter Lula um passado que, teoricamente, não o credenciaria a estabelecer uma relação de normalidade com a anormalidade que rege a política brasileira. Lula não deve ser demonizado, ele não é pior do que os cercam, é igual.
Em janeiro de 2003 tive a oportunidade de entrevistar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pouco depois da sua posse. O PT tomava, finalmente, o comando da nação e alimentava em muitos brasileiros a esperança de um futuro melhor. Tendo isso em mente, perguntei ao presidente se ele temia a possibilidade de seu governo decepcionar os milhões de eleitores que sempre haviam apostado nele e no PT como a possibilidade de uma guinada radical no jeito de se fazer política neste País. Lula, como era de se esperar, respondeu que não e disse uma frase marcante: “Acredito que só tem sentido uma pessoa como eu chegar à Presidência da República se for para fazer diferente do que foi feito até agora”.
Uma pena que o presidente tenha ficado apenas em palavras vazias. Depois de sete anos no Governo, Lula falhou miseravelmente em sepultar as práticas corrosivas da política nacional no que ela ainda tem de pior: o clientelismo, o paternalismo e o personalismo.
Ao dizer a Kennedy Alencar que a manutenção de José Sarney na presidência do Senado foi uma “questão de segurança institucional”, que sua queda seria “o único espaço de poder que a oposição tinha” e que, se ela ocorresse, a oposição faria “um inferno neste país”, Lula diz claramente que o que importa não é combater a corrupção, mas criar mecanismos que mantenham seu grupo político no poder, custe o que custar.
“Qualquer um que ganhar as eleições, pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista, não conseguirá montar o governo fora da realidade política. Entre o que se quer e o que se pode fazer tem uma diferença do tamanho do oceano Atlântico. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão”, afirmou o presidente. Mais claro impossível.
Para o jornalista Clóvis Rossi, a posição do presidente apenas reforça a imagem de "metamorfose ambulante", que o acompanha desde a vitória eleitoral de 2002. “O triste é que Lula passou da metamorfose à rendição a uma realidade política horrorosa”, reflete e vai além “Que Lula tivesse obsessão com a governabilidade até dá para entender. Que desista de ao menos tentar reformar a ‘realidade política’ é um irremediável desastre”.
A imprensa
Em 2006, no artigo “Lula e a imprensa”, Mario Sergio Conti disse que Lula entende perfeitamente o papel dos jornalistas, mas que não possui o entendimento de que “não foi capaz de cumprir o prometido: começar a mudar o Brasil”. Creio que não. Penso que um olhar sobre a relação de Lula com a imprensa nos faz considerar esta análise e concluir que o presidente não compactua com a idéia de uma imprensa livre.
Foram muitos os momentos em que Lula espezinhou a importância da imprensa nestes sete anos, dando mostras de que tem uma visão “bolivariana” de seu papel: servir como porta voz do governo. Já nas primeiras críticas ao seu governo, o presidente fez questão de expressar seu desejo de criar “algum mecanismo de controle externo da mídia”, mostrando sua simpatia pelo autoritarismo que já começava a ser implantado na Venezuela de Hugo Chaves.
Em discurso proferido ano passado, em Nova York – onde recebeu o Prêmio Inter Press Service (IPS) International 2008, concedido a personalidades engajadas na luta pelos direitos humanos e pela justiça social – o presidente defendeu a liberdade de imprensa. “A liberdade de imprensa é uma garantia contra os desmandos do poder e eu sou o resultado da democracia e da liberdade de imprensa. Nunca teria chegado à Presidência da República do meu país e não seria o que sou se não fosse a democracia", afirmou na oportunidade. Foi para americano ouvir.
A declaração de Lula à Kennedy Alencar, segundo a qual o papel da imprensa não é o de fiscalizar, mas apenas o de informar, é preocupante. “Para ser fiscal, tem o Tribunal de Contas da União, a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas”, afirmou. Um Presidente da República que sequer imagine que a imprensa não deva fiscalizar as ações do governo não pode ter compromisso com a verdade.
Ao completar seu raciocínio, Lula tentou corrigir a derrapada: “A imprensa tem de ser o grande órgão informador da opinião pública. Essa informação pode ser de elogios, de denúncias sobre o governo, de outros assuntos. A única coisa que peço a Deus é que a imprensa informe da maneira mais isenta possível, e as posições políticas sejam colocadas nos editoriais”.
Ocorre que não é a primeira vez que o presidente sai da pista ao se referir a atuação da imprensa. Ano passado, durante a inauguração da segunda casa de força da usina hidrelétrica da Tucuruí, no Pará, Lula criticou a atuação da imprensa que, em sua opinião, destaca as coisas ruins em detrimento das boas. “Ou será que a nossa cabeça está condicionada a pensar que o bom é obrigação fazer e só o mal tem que mostrar”, questionou.
Fica claro que, na concepção do presidente, liberdade de imprensa é boa quando esta está alinhada aos interesses do governo.
