segunda-feira, 22 de junho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
Diploma: algumas leituras sobre o tema
“Creio que pouco ou quase nada vai mudar com o fim da obrigatoriedade do diploma. As empresas vão continuar contratando em sua maioria gente oriunda das faculdades de jornalismo, como o fazem as agências em relação aos formandos de publicidade. Como o colega deve saber, não existe obrigatoriedade de diploma para o exercício da atividade publicitária. Ou seja, os recém-formados não precisam queimar seus diplomas. Podem e devem, inclusive, usá-lo para tentar buscar um mestrado na área de comunicação. E ao fazê-lo poderiam pesquisar formas de ampliar a mídia livre, por exemplo.
Agora, algumas faculdades vão fechar. E só as melhores vão se manter. Qual o problema disso? Nenhum. Hoje há uma quantidade imensa de cursos de jornalismo que não formam pessoas nem com preparo técnico nem cultural para o exercício profissional. E até por isso, poucas pessoas formadas por eles tornam-se de fato jornalistas. Muitas acabam dirigindo-se para outras áreas de atividades e ficam com o diploma na gaveta. E com vergonha, inclusive, de dizer que curso fizeram por conta do imenso sentimento de frustração.”
Renato Rovái no artigo O tempo do fim da obrigatoriedade
“Muitos protestam por ter gasto dinheiro numa faculdade cujo diploma se tornou desnecessário, ou por ter perdido anos de sua vida no estudo. Estão errados: exercer o jornalismo exige conhecimento, não um canudo de papel com o nome escrito em letras góticas. Se a faculdade de jornalismo der este conhecimento, terá cumprido sua missão, terá dado retorno ao investimento de tempo e de dinheiro. Quem exerce dignamente a profissão de jornalista, com ou sem diploma, jornalista é.
Não é preciso reservar mercado para quem tiver condições de competir no mercado. O Fernando Gabeira jamais precisou de diploma; o Ricardo Kotscho também não. Para quem quiser ser um bom jornalista bastam os conhecimentos adquiridos dentro ou fora da faculdade. Quanto ao diploma, podem até esquecer-se de ir buscá-lo.”
Carlos Brickmann no artigo Muito barulho por nada
“Embora a exigência seja uma excentricidade brasileira, já que outros países não a tem, ela ajudou a elevar os padrões da profissão no país. No entanto, nos tempos atuais, a manutenção do diploma deixou de ser prioritária para o atendimento das necessidades do cidadão relativas à informação”
Eugênio Bucci, jornalista e professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), em reportagem de Ana Luiza Moulatlet
“A decisão do Supremo Tribunal Federal veio coroar um trabalho que começou na década de 80...”
“As novas mídias, como celular, e-mail e Twitter, entre outros, tornarão a informação cada vez mais livre. Isso causará uma transformação na linguagem. O mundo está cada vez mais visual”
Caio Túlio Costa, em reportagem de Cinthia Almeida
“Trata-se de uma vitória do jornalismo e da democracia brasileira, reafirmando as teses da liberdade de expressão e do livre pensamento, garantidas pela Constituição Federal.”
“O fim da exigência do diploma acaba com uma barreira corporativista tacanha, levantada por um sindicalismo medíocre, e não significa em absoluto o fim das escolas de jornalismo. De fato, o fim da exigência não impedirá que muitos jovens continuem cursando jornalismo para ingressar na profissão. Atualmente existem excelentes faculdades de Publicidade e Marketing, embora o diploma não seja obrigatório para o exercício da profissão. Muitos profissionais que se destacam neste meio são recrutados nas universidades. Por outro lado, gente com talento especial e até sem educação formal alguma poderá exercer o jornalismo sem os constrangimentos dos defensores de um canudo que no fundo só servia para a manutenção de seus próprios feudos no meio sindical. Ou alguém imagina, em sã consciência, um sindicato dos escritores lutando pela exigência de diploma específico para a profissão de escritor; um sindicato dos atores tentando impor a frequência em escolas de arte dramática para que seus pares subam nos palcos?”
Luiz Antonio Magalhães, no artigo Uma vitória da lógica e da democracia
“Aí diz um: "Mas estudei por nada? O que faço com o meu diploma agora?" Bem, se foi "por nada", está demonstrada a inutilidade do curso, e o STF não poderia ter mantido uma excrescência constitucional apenas para não evidenciar a obsolescência das faculdades. Ademais, canudo ensina alguém a escrever? A apurar? O sujeito o coloca ao lado do teclado, estabelecendo com ele, sei lá, uma relação mística ou fetichista? Mais: o fim da exigência do diploma tornou menos competentes os competentes diplomados? Quem, afinal de contas, perdeu o quê?
Vamos parar com essa bobagem corporativista. Não é por acaso que os grandes defensores do diploma estejam concentrados hoje da Fenaj e na ABI. Há, nas duas entidades, uma gigantesca inflação de "jornalistas de carteirinha" que nunca pisaram numa redação. O que isso significa? Pertencem ao cartório do jornalismo, mas jornalistas, de fato, não são. Embora digam defender a "catchiguria".”
Reinaldo Azevedo, no artigo Talento e dicas de redação
“A decisão do STF, que por 8 votos a 1 optou ontem pelo fim da exigência do diploma, é histórica e abre caminho para que, enfim, o ensino de jornalismo melhore e seus profissionais passem a constituir uma categoria _o que jamais existiu, com ou sem obrigatoriedade de canudo.”
“Afinal de contas, agora a formação prevalece sobre a imbecil reserva de mercado. E, para ser jornalista, você terá de se preparar de verdade. Não bastará cumprir (sabe-se lá em que nível) uma quarentena obrigatória de oito semestres para, ao final dela, chegar ao pote de ouro.”
Alec Duarte, jornalista e professor do curso de Comunicação Social do Unifai (Centro Universitário Assunção), de São Paulo-SP, no artigo O fim do diploma e o começo de outro jornalismo.
“Jornalismo, perdoem os companheiros de profissão que discordam, é uma forma de exercício da liberdade de expressão. É um direito de todo cidadão, não pode ser restrito. E, em tempos de novas mídias que põem nas mãos de qualquer um os meios de publicar e distribuir informação e opinião, a lei era impossível de funcionar.”
O jornalista Pdro Doria, em nota curta em seu blog.
“Tenho plena convicção de que a atividade jornalística não deve ser monopólio de quem é diplomado, podendo ser realizada por quem não passou por uma cadeira de faculdade. Conheci, andando pelo interior desse Brasil, muita gente que nunca viu um diploma, mas que é mais jornalista com um microfone de uma rádio comunitária na mão ou fazendo um pequeno jornal mural do que alguns que passaram quatro anos nos bancos de universidades. Refletir sobre sua própria prática, dentro de uma ética específica, sabendo o que significa o papel de intermediar a informação na sociedade, ter a consciência dos direitos e deveres atrelados à liberdade de expressão são desafios que não são aprendidos necessariamente na academia.”
O jornalista Leonardo Sakamoto, no artigo Jornalistas, diplomas e a coletividade de Gilmar Mendes
“A queda da obrigatoriedade não proíbe o funcionamento das faculdades e nem torna ilegais os diplomas já expedidos e a expedir. O diploma não "foi derrubado" nem "está extinto", como dizem alguns comentários.
Estudar jornalismo pode ser bastante útil para se tornar um jornalista, se o curso for bom. Algumas empresas continuarão contratando apenas formados, e é razoável. A desobrigação só tornará inúteis os quatro anos de estudo de jornalismo em dois casos:
1) Quando sua faculdade é muito ruim e nada que você aprenda nela vai acrescentar absolutamente coisa alguma ao que você já traz de casa ou pode aprender na prática. Nesse caso, é uma boa oportunidade pra mudar pra uma melhor ou mudar de curso. Ou largar de vez e procurar um trampo (emprego é raridade hoje em dia) em jornalismo.
2) Quando você quer comprar um canudo em prestações, e não refinar sua formação. Nesse caso, lamento, mas nem se o diploma continuasse obrigatório você conseguiria um lugar ao sol no mercado. Largue a faculdade e aproveite o tempo extra para estudar para algum concurso público. Estabilidade garantida, fim de semana, feriados, férias, licenças, aposentadoria, etc. Para você, será muito melhor do que o cenário complexo de incertezas que o jornalismo enfrenta hoje, e poupará seus pais de decepções futuras.
De qualquer forma, acho que vai ser uma bela oportunidade para as faculdades mostrarem na prática para que servem. Um bom começo seria melhorar MUITO o que ensinam, refinar MUITO o pensamento que se produz sobre jornalismo lá dentro.”
O jornalista Marcelo Soares, no artigo Caiu a obrigatoriedade do diploma. E agora?
“O aperfeiçoamento do jornalismo praticado no Brasil não depende de tutelas legais e autoritárias, mas, ao contrário, da contribuição dos talentos e das vocações de todos os que, a despeito de sua formação escolar específica, sejam capazes de trazer à sociedade informações, análises e opiniões mais aprofundadas, mais claras e mais abrangentes.”
Editorial do jornal Folha de S. Paulo na última sexta-feira, 19.
“O Supremo Tribunal Federal varreu da legislação brasileira mais uma herança da ditadura militar: a obrigatoriedade do diploma de jornalista para quem exerce a profissão. Ao defender o fim dessa excrescência, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, disse que ela atentava contra a liberdade de expressão garantida pela Constituição Federal a todos os cidadãos. "Os jornalistas são aquelas pessoas que se dedicam profissionalmente ao exercício pleno da liberdade de expressão. O jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensados e tratados de forma separada", afirmou o ministro. Além de ferir o direito constitucional, já que impedia pessoas formadas apenas em outra área de manifestar seu conhecimento e pensamento por meio da atividade jornalística, a exigência teve o seu ridículo exposto por uma comparação brilhante de Gilmar Mendes: "Um excelente chef de cozinha certamente poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima o estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área".
A obrigatoriedade do diploma foi impingida em 1969, auge do regime de exceção instalado cinco anos antes, não para melhorar o jornalismo brasileiro, mas para controlar o acesso às redações de repórteres, editores e fotógrafos que eram considerados ameaçadores aos generais. Com a redemocratização do país, a norma passou a servir de instrumento de pressão política de sindicatos sobre jornais, revistas e emissoras independentes. O fim da obrigatoriedade alinha o Brasil com as nações onde o jornalismo abriga, sem embaraços de nenhuma espécie, todos aqueles que encontraram no ambiente dos meios de comunicação a melhor maneira de dividir o que aprenderam nos campos da economia, da ciência, do direito, das artes, da moda e do esporte. Dessa forma, ganham em qualidade redações, leitores e espectadores. Poderão ganhar também as faculdades de jornalismo, que terão de rever currículos, a fim de formar alunos mais bem preparados para uma competição que se afigura mais dura.”
Editorial da revista Veja desta semana
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Convite aos amigos
Boas análises sobre o Jornalismo
“Mas nem tudo são espinhos, meus amigos. Mantenham os diplomas pendurados nas paredes. Não os joguem no lixo. Eles podem ser elementos motivacionais. Eles podem, finalmente, tirá-los da cômoda situação que os levavam imaginar que bastava ter um canudo nas mãos para ter o mundo a seus pés. É bom começar a ralar, ler mais, exercer com maior esforço o senso crítico, combater com maior veemência os bandidos das redações (até porque estes ganharam espaço agradando o patronato com mimos mil).”
“Quem sabe agora possamos dar um pouco mais de racionalidade ao debate e pensar em cursos suplementares de jornalismo com dois anos de duração (no máximo) para aqueles que querem exercer a profissão. É simples: o sujeito que se formou em direito, engenharia, economia, odontologia etc., faz uma espécie de especialização para se tornar jornalista.”
Muito boa, também, a análise do jornalista (e professor de Jornalismo) Alec Duarte sobre o futuro dos cursos de Jornalismo e da profissão.
"Comecemos pela repercussão: que triste constatar centenas de comentários de jornalistas diplomados tratando a questão meramente como “joguei quatro anos no lixo” ou “e os R$ 60 mil que paguei pelo curso, como ficam?. Sintomáticas, são frases que exemplificam porque o jornalismo está tão ruim. Quer dizer que desde sempre a questão foi tratada apenas como um trâmite, uma obrigação a se cumprir, como se a formação pessoal não contasse nada."
Frases
Dante Filho
quinta-feira, 18 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Caiu a exigência do diploma: viva o Jornalismo
Caiu. O Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de derrubar definitivamente a exigência do diploma para o exercício do Jornalismo no Brasil. Finalmente nos afastamos de países como Arábia Saudita, Colômbia, Congo, Costa do Marfim, Croácia, Equador, Honduras, Indonésia, Síria, Tunísia, Turquia e Ucrânia – que exigem o diploma – e nos aproximamos de Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, China, Costa Rica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Peru, Polônia, Reino Unido, Suécia, Suíça e vários outros países onde – mesmo sem exigir diploma para o exercício da profissão - se faz um Jornalismo de tão boa (ou melhor) qualidade que o nosso.
Agora, os nossos cursos superiores de Jornalismo terão que ser o que eles são nestes países: um diferencial na formação de profissionais e não uma fábrica de diplomas, como ocorre hoje (com honrosas exceções). Estas instituições de ensino terão de se adequar a uma nova realidade e transformar os quatros anos que um jovem passa nas salas de aula em um processo que realmente colabore para a formação de um profissional de imprensa capacitado, coisa que nem de longe ocorre atualmente.
Isso já havia sido apontado por muita gente da área, embora a Fenaj e a academia tenham optado por boicotar o debate sobre o tema desde o início usando para isso falsas premissas e a vergonhosa estratégia da desqualificação de seus antagonistas e da superficialidade dos argumentos.
Veja o que disse o jornalista Luiz Garcia em julho passado no artigo “Tiro na pata”.
“Uma conseqüência inevitável do fim do diploma de jornalista obrigatório seria uma enxugada vigorosa na quantidade de faculdades privadas de jornalismo. A exigência do diploma específico fez surgir no Brasil uma quantidade de cursos fáceis para quem pode pagar, que jogam anualmente no mercado uma quantidade de profissionais com mínimas possibilidades de emprego. Claro, há instituições de alto nível, como a nossa [Pontifícia] Universidade Católica. Mas não faltam arapucas, que só prosperam graças à exigência do diploma em comunicação”.
Apesar da gritaria dos sindicalistas, de parte da academia e da massa de desinformados com canudo debaixo do braço (que compõe grande parte da força de trabalho do Jornalismo no país) a queda da exigência do diploma não vai tornar o nosso Jornalismo antiético, não vai “precarizar” a profissão nem inundar as redações com gente incapaz de exercer este nobre ofício.
O grande impacto, portanto, se dará sobre a formação profissional, que precisará se adequar a uma nova realidade que possibilite dotar as próximas gerações de jornalistas de capacidade intelectual para assumir a difícil missão de bem informar, de visão empreendedora para criar postos de trabalho além da grande mídia e das malfadadas assessorias de imprensa – que tudo fazem, menos Jornalismo propriamente dito -, de curiosidade para explorar as novas fronteiras da informação – advindas da internet – de forma profissional, criativa e rentável.
Professor de Jornalismo da Universidade de Carolina do Norte em Chapell Hill e autor dos livros Precision Journalism e The Vanishing Newspaper, Philip Meyer resume a ópera.
“O primeiro problema para o jornalismo de precisão no Brasil será superar um sistema muito rígido que é feito para resistir à inovação. A maior barreira que vejo, de minha perspectiva norte-americana, é a lei que exige que os jornalistas sejam formados em escolas de jornalismo. Essa lei dá às escolas um mercado garantido e as priva do incentivo de fazer melhor as coisas. Sem a lei, as escolas teriam que visivelmente adicionar valor às habilidades existentes de seus estudantes para que pudessem sobreviver. Uma escola profissional deve ser a fonte da inovação e do desenvolvimento para a profissão a que serve. Mas, com um mercado cativo, não há necessidade de que ela faça nada além de assinar certificados de conclusão”.
Pois é...
Leia mais sobre o tema:
- Na semana em que pedi a colação de grau o STF pode derrubar o diploma
- Diploma: lucidez em meio ao obscurantismo
- A desqualificação como argumento
- Com ou sem diploma?
- Priscila, Greenpeace e o canudo
- Os defensores do diploma e seus debates imaginários
- Debate sobre o diploma de jornalismo... que debate?
Ahmadinejad sucumbe ao pavor da internet
Incapaz de conter as manifestações em massa da oposição, o governo iraniano ampliou nesta quarta-feira o cerco à veiculação dos protestos contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. A Guarda Revolucionária emitiu um alerta a blogueiros e usuários de outras ferramentas de mídia online exigindo que todo conteúdo que "crie tensão" seja eliminado de suas páginas na Internet. O ambiente virtual tem sido o refúgio das centenas de milhares de opositores diante da expulsão dos jornalistas estrangeiros e do silêncio da mídia estatal sobre a crise política no país.Muitos iranianos estão usando o Twitter para disseminar informações sobre os protestos, apesar dos esforços das autoridades iranianas em bloquear notícias e dados sobre o assunto. Tags como "#iranelection", "#Tehran", "#Iranians" e #Change_for_Iran estão entre os mais comentados do Twitter. Segundo medição do site twist.flaptor.com, na manhã de ontem a tag "iranelection" estava presente em 1,29% dos textos publicados no Twitter - no pico, esse índice já foi de 2,03%. Já "Teheran" chegou a 0,95% dos posts e "Iranians", a 0,8%. Por meio destes tags é possível acompanhar momento a momento o confronto no Irã.
O governo iraniano também entrou na guerra cibernética e, além de coagir os cidadãos a não exporem suas opiniões, tem tentado confundir o diálogo entre manifestantes e o resto do mundo agindo diretamente sobre as ferramentas de interação. Diante disso, houve quem elaborasse estratégias para driblar esta cacofonia digital patrocinada pelos hackers de Ahmadinejad.
Como eu disse recentemente, o pavor que os poderosos e os totalitários nutrem pela informação livre e sem rabo preso é terrível. A informação deve ser livre, gostemos dela ou não, e livres devemos ser para constituir veículos de comunicação, desagrade A ou B. O “postal” acima é parte de uma interessante campanha da International Society for Human Rights que ilustra muito bem o que deve estar sentindo Ahmadinejad neste momento.


