"Há sempre um porém, à margem das melhores intenções."
José Paulo Cavalcanti Filho
sábado, 13 de junho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Por la carretera
Paula Bueno e Mary Saldanha estão desenvolvendo um belíssimo projeto que reúne fotografia e pé na estrada. Trata-se do Por la carretera, resultado das andanças que as duas fazem pela América do Sul.São mais de 300 quadrinhos tamanho 12x14cm de momentos captados na Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile e Peru.
"Este projeto teve início em um susto: como era possível que a Bolívia, país vizinho ao nosso Estado, Mato Grosso do Sul, tivesse tamanha exuberância sem que a gente tivesse a menor idéia disso? Vinícius foi o grande motivador das viagens, quem propôs uma vez e embarcou duas, três vezes de bota e mochila, com a Paula, que foi junto e levou de testemunha sua máquina fotográfica. O terceiro espanto veio de Mary, ao olhar as fotos e reforçar esse sentimento de que a gente conhece muito pouco esses países - e que vale a pena ver mais. Logo, logo vai fazer suas viagens neste rumo. O que apresentamos aqui são pequenos quadros com imagens diversas dos sete países citados, que retratam as paisagens, o cotidiano, os detalhes do que descobrimos nestas viagens. São mais de 300 fotos selecionadas com o intuito não só de comercializar um produto decorativo, mas de evocar o mesmo espanto que tivemos e a vontade de estar mais atento às nossas raízes sul-americanas."Para conhecer o trabalho e mais informações, visite o blog da Paula.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Blog da Petrobras: o Jornalismo precisa se reinventar
O blog da Petrobras continua sendo foco de um interessante debate. Um dos pontos mais quentes é a forma como a atitude da empresa (de publicar perguntas feitas por jornalistas à sua assessoria de imprensa e suas respectivas respostas, mesmo antes de as reportagens serem publicada) está se transformando em uma marretada nos pilares da já combalida práxis jornalística.
Independente de que haja ou não irregularidades na empresa, ou que ela tenha respondido as perguntas a contento ou não, a reação da imprensa merece uma análise mais específica.
Ao se antecipar aos veículos de comunicação, divulgando as perguntas feitas pelos jornalistas e as respectivas respostas a elas, a Petrobras demole uma instituição que move grande parte do Jornalismo: o furo de reportagem. Sem o sigilo por parte da empresa, fica impossível averiguar assuntos sem alertar a concorrência. Terror nas redações...
A reação dos jornalões foi imediata. O Globo, Folha de S.Paulo e Estadão – apoiados pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) – sustentaram que a estratégia da Petrobras atenta contra a liberdade de imprensa, fere o que chamam de direito autoral sobre as perguntas dos jornalistas e rompe um suposto compromisso de confidencialidade entre a fonte e o veículo de imprensa.
O matemático e filósofo Claudio Weber Abramo, diretor executivo da Transparência Brasil, desmontou algumas destas premissas ao dizer que este compromisso de confidencialidade “nunca existiu” e que “o que existe é o princípio de resguardo da fonte por parte de jornalistas.”. “Não existe dever subjetivo da fonte de resguardar o jornalista.”, completa. A partir deste raciocínio simples, caem por terra as demais suposições dos jornalões e da ANJ.
Gente séria - como os jornalistas Marcelo Soares e Sergio Leo, além do próprio Abramo - apontou para os perigos que a prática da Petrobras trará ao Jornalismo, em especial no que se refere à apuração do contraditório. O que farão os jornalistas que apuram um tema espinhoso e que precisam ouvir os alvos de acusações periclitantes se estes alvos resolverem divulgar as suas perguntas e as respectivas respostas antes de as matérias serem publicadas? O consenso é que jornalistas e jornais serão desencorajados a escarafunchar assuntos polêmicos.
Sergio Leo resumiu o temor em seu blog: “Um dos produtos fundamentais para a imprensa é a informação exclusiva, o furo de reportagem. Em geral, exige investimento, de tempo, experiência, dinheiro, expectativas. O furo atrai leitores, e dá prêmios jornalísticos. Muitas vezes esse furo é resultado de jornalismo investigativo, e, do outro lado, há um acusado, alguém sob suspeita. E, ao lado, um monte de concorrentes atrás da mesma informação que você. Evidentemente, muitos furos partem de interesses escusos, gente com interesses contrariados; por isso você tem sempre de checar a informação que recebe. De preferência, com o acusado.”.
Na reflexão “O blog da Petrobras e o desespero da mídia”, no entanto, Idelber Avelar arranhou a ferida, expondo a crítica à grande imprensa, que está por trás da estratégia da Petrobras: “É óbvio que não há nada ilegal no que fez a Petrobras. Ela simplesmente revelou quais eram as perguntas feitas e apresentou as suas respostas. Isso, no Brasil de hoje, é motivo de compreensível júbilo para a maioria e desespero agônico para os últimos defensores que montam guarda às portas da moribunda fábrica de linguiças.”.
Dizer que este novo cenário colabora para inibir os jornalistas e jornalões a desenvolverem e bancarem material de qualidade é dizer que eles se importam mais com o furo do que com a própria informação (reflexão propositalmente ingênua de minha parte) e se for assim (mantendo a ingenuidade), trata-se de mais um sinal de que o Jornalismo precisa se reinventar.
As jornalistas e pesquisadoras Cremilda Medina e Marcia Blasques apontaram a necessidade de explorar estas novas fronteiras: “A publicação das entrevistas pelo petroblog antes da finalização da reportagem não diminui, dificulta ou altera o trabalho e a responsabilidade do jornalista. É só lembrar que a identidade do repórter – seja ele do meio impresso, eletrônico ou digital – vai muito além da mera divulgação dos fatos: o fazer jornalístico passa pela questão da autoria da reportagem, ou seja, pela capacidade de criar narrativas que articulam os significados da realidade vocalizados por fontes diversas. O papel intransferível do jornalismo se consagra quando os profissionais são capazes de apurar informações, muitas vezes ocultadas, colher interpretações e só então compor a reportagem digna da autoria.”.
O fato é que, diante da possibilidade que a internet oferece de comunicação imediata entre a “fonte” e o “público”, o próprio processo de criação no Jornalismo está se transformando. A postura adotada pela Petrobras atinge diretamente o modus operandi do Jornalismo e isso é problema nosso (dos jornalistas), não da Petrobras. Da mesma forma, a relação entre jornalistas e assessores de imprensa deveria ser melhor esclarecida. A mistura entre os dois ofícios faz com que se espere de ambos posturas éticas idênticas similares, o que é impossível.
De nada adianta apelar para argumentos estapafúrdios - como o conceito de que a fonte deve sigilo ao entrevistador - ou acusar a empresa de ameaçar a liberdade de imprensa. Se esta mudança de postura vai gerar situações constrangedoras e inesperadas, cabe ao Jornalismo encontrar novas fórmulas de atuação.
Independente de que haja ou não irregularidades na empresa, ou que ela tenha respondido as perguntas a contento ou não, a reação da imprensa merece uma análise mais específica.
Ao se antecipar aos veículos de comunicação, divulgando as perguntas feitas pelos jornalistas e as respectivas respostas a elas, a Petrobras demole uma instituição que move grande parte do Jornalismo: o furo de reportagem. Sem o sigilo por parte da empresa, fica impossível averiguar assuntos sem alertar a concorrência. Terror nas redações...
A reação dos jornalões foi imediata. O Globo, Folha de S.Paulo e Estadão – apoiados pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) – sustentaram que a estratégia da Petrobras atenta contra a liberdade de imprensa, fere o que chamam de direito autoral sobre as perguntas dos jornalistas e rompe um suposto compromisso de confidencialidade entre a fonte e o veículo de imprensa.
O matemático e filósofo Claudio Weber Abramo, diretor executivo da Transparência Brasil, desmontou algumas destas premissas ao dizer que este compromisso de confidencialidade “nunca existiu” e que “o que existe é o princípio de resguardo da fonte por parte de jornalistas.”. “Não existe dever subjetivo da fonte de resguardar o jornalista.”, completa. A partir deste raciocínio simples, caem por terra as demais suposições dos jornalões e da ANJ.
Gente séria - como os jornalistas Marcelo Soares e Sergio Leo, além do próprio Abramo - apontou para os perigos que a prática da Petrobras trará ao Jornalismo, em especial no que se refere à apuração do contraditório. O que farão os jornalistas que apuram um tema espinhoso e que precisam ouvir os alvos de acusações periclitantes se estes alvos resolverem divulgar as suas perguntas e as respectivas respostas antes de as matérias serem publicadas? O consenso é que jornalistas e jornais serão desencorajados a escarafunchar assuntos polêmicos.
Sergio Leo resumiu o temor em seu blog: “Um dos produtos fundamentais para a imprensa é a informação exclusiva, o furo de reportagem. Em geral, exige investimento, de tempo, experiência, dinheiro, expectativas. O furo atrai leitores, e dá prêmios jornalísticos. Muitas vezes esse furo é resultado de jornalismo investigativo, e, do outro lado, há um acusado, alguém sob suspeita. E, ao lado, um monte de concorrentes atrás da mesma informação que você. Evidentemente, muitos furos partem de interesses escusos, gente com interesses contrariados; por isso você tem sempre de checar a informação que recebe. De preferência, com o acusado.”.
Na reflexão “O blog da Petrobras e o desespero da mídia”, no entanto, Idelber Avelar arranhou a ferida, expondo a crítica à grande imprensa, que está por trás da estratégia da Petrobras: “É óbvio que não há nada ilegal no que fez a Petrobras. Ela simplesmente revelou quais eram as perguntas feitas e apresentou as suas respostas. Isso, no Brasil de hoje, é motivo de compreensível júbilo para a maioria e desespero agônico para os últimos defensores que montam guarda às portas da moribunda fábrica de linguiças.”.
Dizer que este novo cenário colabora para inibir os jornalistas e jornalões a desenvolverem e bancarem material de qualidade é dizer que eles se importam mais com o furo do que com a própria informação (reflexão propositalmente ingênua de minha parte) e se for assim (mantendo a ingenuidade), trata-se de mais um sinal de que o Jornalismo precisa se reinventar.
As jornalistas e pesquisadoras Cremilda Medina e Marcia Blasques apontaram a necessidade de explorar estas novas fronteiras: “A publicação das entrevistas pelo petroblog antes da finalização da reportagem não diminui, dificulta ou altera o trabalho e a responsabilidade do jornalista. É só lembrar que a identidade do repórter – seja ele do meio impresso, eletrônico ou digital – vai muito além da mera divulgação dos fatos: o fazer jornalístico passa pela questão da autoria da reportagem, ou seja, pela capacidade de criar narrativas que articulam os significados da realidade vocalizados por fontes diversas. O papel intransferível do jornalismo se consagra quando os profissionais são capazes de apurar informações, muitas vezes ocultadas, colher interpretações e só então compor a reportagem digna da autoria.”.
O fato é que, diante da possibilidade que a internet oferece de comunicação imediata entre a “fonte” e o “público”, o próprio processo de criação no Jornalismo está se transformando. A postura adotada pela Petrobras atinge diretamente o modus operandi do Jornalismo e isso é problema nosso (dos jornalistas), não da Petrobras. Da mesma forma, a relação entre jornalistas e assessores de imprensa deveria ser melhor esclarecida. A mistura entre os dois ofícios faz com que se espere de ambos posturas éticas idênticas similares, o que é impossível.
De nada adianta apelar para argumentos estapafúrdios - como o conceito de que a fonte deve sigilo ao entrevistador - ou acusar a empresa de ameaçar a liberdade de imprensa. Se esta mudança de postura vai gerar situações constrangedoras e inesperadas, cabe ao Jornalismo encontrar novas fórmulas de atuação.
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OBS: A Petrobras decidiu nesta tarde que não vai mais publicar em seu blog as perguntas feitas por jornalistas, e as respostas dadas pela empresa, um dia antes de as reportagens serem publicadas. O material passará a ser publicado no blog à meia-noite, para evitar que publicações que concorrem entre si tomem conhecimento antecipado das reportagens que serão publicadas por outros veículos.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Tem alguma mentira no blog da Petrobras?
O assunto do momento é o blog da Petrobras. A estratégia da empresa, de revelar as perguntas feitas por jornalistas - e as respectivas respostas - antes das reportagens serem publicadas despertou a ira de alguns e o aplauso de muitos. Em resposta ao jornal O Globo, dia 5, a assessoria de imprensa da Petrobras disse que sua intenção é de “tornar públicas as respostas enviadas pela Companhia, de forma completa e sem edição dos dados, sobre todos os questionamentos feitos pela imprensa.”.
Mais claro impossível. A empresa não confia na edição das respostas dada aos jornalistas e posteriormente publicadas e se resguarda publicando a íntegra das perguntas e das respostas em seu blog assim que elas (as perguntas) são enviadas aos jornalistas.
Os jornalões alopraram.
O Estadão quis saber se a medida era ilegal, O Globo esperneou, a Folha bateu o pé e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) fez beicinho. Acontece que, argumento que é bom, necas.
Entre as sandices elencadas para tentar transformar a estratégia da Petrobras em um atentado contra a liberdade de imprensa algumas se destacam pela criatividade. Uma delas é o conceito de pergunta jornalística em off, “a fonte que deve sigilo ao entrevistador”, como resumiu Idelber Avelar lá no Biscoito.
“É a cara-de-pau e a cretinice dos oligopólios de mídia elevadas à última potência. As instituições enxovalhadas pela sua manipulação lhes devem, além do mais, sigilo sobre quais foram as perguntas feitas. Já não basta acusá-las de ‘censoras’ quando elas se insurgem contra a mentirada. Elas devem, agora, aceitar falar só pelas paráfrases criminosamente mentirosas dos jornalões. Ou pelo menos silenciar até que estas tenham aparecido.”, espeta Avelar.
Outra parvalhice - emitida pelo Globo – é a idéia de que, ao divulgar as perguntas e respostas antes da publicação das reportagens, o blog “viola o sigilo dos órgãos de imprensa”.
“É a comprovação de que está se encerrando a era das informações seletivas para compor reportagens. Não restará outra alternativa senão fazer reportagens tecnicamente bem feitas, baseadas em fatos não questionáveis. Em suma, praticar jornalismo. E isso é terrível!”, aguilhoa Luis Nassif.
O editorial publicado hoje por O Globo foi especialmente obtuso. Com o título “Ataque à imprensa”, o diário carioca afirma que a Petrobras tenta “acuar O GLOBO, a ‘Folha de S. Paulo’ e ‘O Estado de S. Paulo’, jornais que, por dever de ofício, acompanham com a atenção devida as evidências de desmandos na administração da companhia” usando a terrível estratégia de “publicar em um blog da empresa as perguntas encaminhadas por repórteres dos jornais e respectivas respostas”. Para piorar a emenda, afirma que “as perguntas, encaminhadas por escrito, são de propriedade do jornalista e do veículo a que ele representa”.
E não para por aí. O editorial diz ainda que, por meio do blog, a Petrobras “desrespeita profissionais e atenta contra a liberdade de imprensa, ao violar o direito da sociedade de ser informada, sem limitações”.
Ora bolas... A Petrobras atenta contra a liberdade de imprensa ao divulgar as perguntas a ela endereçadas e as respectivas respostas?
Pedro Doria coloca um freio na fanfarronice dizendo que “antes de tudo: não, não existe sigilo de pergunta. A Petrobras, ou qualquer empresa, tem o direito de tornar públicas todas as perguntas que recebe de repórteres. Não é nem ilegal, nem antiético”. Azenha, por sua vez, enumera os motivos que levaram os jornalões a um clima de histeria coletiva.
Mas é Túlio Vianna que resume a ópera: “Se o jornalista quer confidencialidade em suas conversas, melhor procurar um psicoterapeuta. Exigir confidencialidade das suas fontes é, não só paradoxal, mas um claro manifesto de sua incompetência”.
Eu, no meio desta tempestade, quero saber apenas o seguinte: tem alguma mentira nas respostas que a Petrobras publica em seu blog?
Mais claro impossível. A empresa não confia na edição das respostas dada aos jornalistas e posteriormente publicadas e se resguarda publicando a íntegra das perguntas e das respostas em seu blog assim que elas (as perguntas) são enviadas aos jornalistas.
Os jornalões alopraram.
O Estadão quis saber se a medida era ilegal, O Globo esperneou, a Folha bateu o pé e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) fez beicinho. Acontece que, argumento que é bom, necas.
Entre as sandices elencadas para tentar transformar a estratégia da Petrobras em um atentado contra a liberdade de imprensa algumas se destacam pela criatividade. Uma delas é o conceito de pergunta jornalística em off, “a fonte que deve sigilo ao entrevistador”, como resumiu Idelber Avelar lá no Biscoito.
“É a cara-de-pau e a cretinice dos oligopólios de mídia elevadas à última potência. As instituições enxovalhadas pela sua manipulação lhes devem, além do mais, sigilo sobre quais foram as perguntas feitas. Já não basta acusá-las de ‘censoras’ quando elas se insurgem contra a mentirada. Elas devem, agora, aceitar falar só pelas paráfrases criminosamente mentirosas dos jornalões. Ou pelo menos silenciar até que estas tenham aparecido.”, espeta Avelar.
Outra parvalhice - emitida pelo Globo – é a idéia de que, ao divulgar as perguntas e respostas antes da publicação das reportagens, o blog “viola o sigilo dos órgãos de imprensa”.
“É a comprovação de que está se encerrando a era das informações seletivas para compor reportagens. Não restará outra alternativa senão fazer reportagens tecnicamente bem feitas, baseadas em fatos não questionáveis. Em suma, praticar jornalismo. E isso é terrível!”, aguilhoa Luis Nassif.
O editorial publicado hoje por O Globo foi especialmente obtuso. Com o título “Ataque à imprensa”, o diário carioca afirma que a Petrobras tenta “acuar O GLOBO, a ‘Folha de S. Paulo’ e ‘O Estado de S. Paulo’, jornais que, por dever de ofício, acompanham com a atenção devida as evidências de desmandos na administração da companhia” usando a terrível estratégia de “publicar em um blog da empresa as perguntas encaminhadas por repórteres dos jornais e respectivas respostas”. Para piorar a emenda, afirma que “as perguntas, encaminhadas por escrito, são de propriedade do jornalista e do veículo a que ele representa”.
E não para por aí. O editorial diz ainda que, por meio do blog, a Petrobras “desrespeita profissionais e atenta contra a liberdade de imprensa, ao violar o direito da sociedade de ser informada, sem limitações”.
Ora bolas... A Petrobras atenta contra a liberdade de imprensa ao divulgar as perguntas a ela endereçadas e as respectivas respostas?
Pedro Doria coloca um freio na fanfarronice dizendo que “antes de tudo: não, não existe sigilo de pergunta. A Petrobras, ou qualquer empresa, tem o direito de tornar públicas todas as perguntas que recebe de repórteres. Não é nem ilegal, nem antiético”. Azenha, por sua vez, enumera os motivos que levaram os jornalões a um clima de histeria coletiva.
Mas é Túlio Vianna que resume a ópera: “Se o jornalista quer confidencialidade em suas conversas, melhor procurar um psicoterapeuta. Exigir confidencialidade das suas fontes é, não só paradoxal, mas um claro manifesto de sua incompetência”.
Eu, no meio desta tempestade, quero saber apenas o seguinte: tem alguma mentira nas respostas que a Petrobras publica em seu blog?
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