Semana On

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Hackers

O Escrevinhamentos foi alvo nesta quinta-feira da ação de hackers. Muitos elementos do blog foram danificados. Vou demorar um pouco para acertar os ponteiros. Peço desculpas aos meus dois ou três leitores.

Jornalista diplomado?

Terminei. Ontem obtive meu certificado de conclusão de curso. Sou, como dizem, jornalista diplomado. Grande bosta (com o perdão da palavra). Depois de 21 anos atuando na profissão sem o canudo, não me sinto um milímetro mais jornalista do que já era. Para saber o que penso sobre a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão no Brasil basta procurar sobre o tema no blog. Escrevi recentemente sobre o meu caso no dia 30 de abril: Na semana em que pedi a colação de grau o STF pode derrubar o diploma".

Poema Dia no Noblat, novamente

Mais uma vez o Poema Dia foi destacado no Blog do Noblat. Quem não conhece o projeto e aprecia poesia, não deve deixar de visitar o blog, que reúne poetas de todo o Brasil (de Portugal e Angola).

Fotojornalismo

Em reunião, ontem, com o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, representantes do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) ficaram em uma saia justa quando o prefeito foi avisado de que o site mantido pela assessoria de imprensa que atende a entidade havia divulgado em seu site promocional, Copa 2014, uma notícia "chutada" assegurando que Cuiabá já havia sido escolhida pela Fifa com sub-sede do mundial. O prefeito pediu explicações no ato e o pessoal do sindicato deu um "alô" para seus assessores que, rapidamente, editaram a matéria. Foto de Denilson Secreta.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Depois de "pito", Mandarim edita release sobre a Copa

Alertado por sua assessoria de imprensa sobre o “furo” da Mandarim Comunicação, o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, cobrou do pessoal do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) – com quem estava reunido até a pouco – uma posição concreta sobre a informação de que Cuiabá já teria sido escolhida pela Fifa como sub-sede da Copa. Ouviu dos representantes do sindicato um pedido de desculpas e contradições. Um telefonema para São Paulo fez com que a matéria fosse editada. Para quem não viu, logo acima.

Como uma assessoria de imprensa pode detonar um cliente?

A assessoria de imprensa pode ser uma importante ferramenta de comunicação. Se bem utilizada, contribui para a construção da imagem do cliente e facilitar a abertura e a manutenção de canais de comunicação. Mal utilizada, no entanto, pode colocar em sérios apuros clientes incautos.

Foi que ocorreu hoje em Campo Grande, durante reunião entre o prefeito Nelson Trad Filho e empresários do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), que estão fazendo uma peregrinação pelas cidades que disputam o direito de sub-sediar a Copa do Mundo de 2014. O sindicato tem promovido reuniões nestas cidades com o objetivo de “debater a infraestrutura necessária para as cidades brasileiras sediarem jogos da Copa de 2014”, conforme explica em seu site.

Ocorre que a Sinaenco é cliente da Mandarim Comunicação, empresa sediada em São Paulo, responsável pelo site Copa 2014, um portal com informações variadas sobre o mundial a ser disputado no Brasil, evento que terá inúmeros projetos de interesse do Sinaenco.

Ontem, o portal trazia a “notícia” de que, em reunião com arquitetos (provavelmente os representantes da Sinaenco), o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, revelara que a Fifa já teria definido as capitais brasileiras que sediarão os jogos da Copa de 2014. “No Centro-Oeste, a capital escolhida é Cuiabá”, assegura o autor da matéria, Rodrigo Prada, que, não por acaso, integra a equipe da Mandarim Comunicação.

Fico imaginando a cara dos representantes do Sinaenco ao serem interpelados pelo prefeito Nelson Trad Filho - com quem estão reunidos neste momento - sobre a notícia espalhada pela sua assessoria de comunicação. Afinal, se para eles Cuiabá já foi escolhida, o que diabos vieram fazer aqui?

Wiesel e Veja no OI

Meu artigo “Elie Wiesel: o discurso da hipocrisia venceu”, publicado aqui no dia 12, foi reproduzido hoje no Observatório da Imprensa. Quem não leu aqui pode fazê-lo por lá. Clique aqui.

Estava demorando, agora sou anti-semita

Ontem, um colega jornalista que considero inteligente e bem informado me parabenizou por minha “cruzada anti-semita”. Ele disse estar acompanhando com atenção meus artigos relativos à questão palestina e a política israelense. Fui pego de surpresa, pois não defendo nenhuma cruzada, muito menos uma cruzada anti-semita.

O anti-semitismo, assim como qualquer outro preconceito de credo, raça e opção sexual deve, em minha modesta opinião, ser combatido sem trégua. Meu colega certamente quis se referir as minhas críticas ao sionismo, política que defende que Israel seja um Estado majoritariamente judeu, tendo na religião e na raça – e não no conceito de nação democrática – seus pilares.

A confusão entre semitismo e sionismo está no cerne dos debates evolvendo Israel. Alguns querem mesclar ambos os conceitos, de modo a que qualquer crítica ao sionismo seja imediatamente identificada como racismo. Trata-se de uma estratégia baseada em uma falácia. Sionismo não é o mesmo que semitismo. Pode-se ser judeu sem ser sionista e isso é confirmado pelas diversas críticas feitas por judeus a este pensamento político que defende a segregação racial e o expansionismo.

Já falei muito deste tema aqui. Para entender, cito os artigos abaixo.

- Liberman vem aí... em que ele se difere de Ahmadinejad?
- Quem vaia Ahmadinejad aplaudiria Lieberman?
- As similaridades entre Sionismo e Nazismo
- Vitimização judaica
- Asneiras de Ahmadinejad absolvem Israel?
- Afinal, que horrores disse o presidente do Irã?
- Os "mocinhos" abandonaram a Conferência
- Quem é Lieberman, Ministro das Relações Exteriores de Israel?
- A visão distorcida de Nonie Darwish sobre islamismo
- É lícito aos israelenses apoiarem o racismo e a intolerância?
- A transformação autoritária de Israel
- Chomsky: Terrorismo de Estado ameaça a segurança de Israel
- O holocausto como propaganda
- Historiador de origem judaica faz crítica ao movimento sionista
- O que ocorre em Gaza é genocídio?

Nossos excelentíssimos

“Atualizando-se o currículo dos ocupantes da Câmara, agora se sabe que: há deputado acusado de estupro, há deputado dono de castelo, há deputado que embolsa dinheiro da verba indenizatória, há (muitos) deputados que viajam pelo mundo com dinheiro público. Há também deputado que se lixa para a opinião pública. Esse, no entanto, se deu mal. Sérgio Moraes, do PTB gaúcho, descobriu na semana passada que seus sentimentos em relação ao que pensam os eleitores e os contribuintes que lhe pagam o salário e as mordomias são correspondidos. Relator do processo de cassação do deputado Edmar Moreira, aquele que escondeu do Fisco um castelão de 25 milhões de reais, Moraes havia sugerido que iria pedir o arquivamento do caso: "Estou me lixando para a opinião pública! Vocês batem, batem e nós nos reelegemos mesmo assim". O desprezo do deputado é compartilhado, em segredo, por numerosos parlamentares. Moraes pecou por sua verborrágica sinceridade. Seus colegas mais ladinos – e hipócritas – perceberam que a opinião pública ficou magoada e queria que o deputado se lixasse. Na quarta-feira, eles afastaram Moraes da relatoria do caso. Episódios assim não acontecem por acaso. Os deputados sabiam que Moraes era o homem certo no lugar certo. Sabiam que ele já foi processado por agressão, favorecimento à prostituição e outros crimes pesados. Eles também se lixam para o eleitor. A diferença é que não são sinceros.”

Diego Escosteguy, fazendo uma radiografia de nossos parlamentares, na Veja.

Fotojornalismo

Fóssil da criatura que está sendo aponada como o elo perdido dos primatas, exibido em museu de Nova York e fotografado por Mary Altaffer/AP