Semana On

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Diversidade sexual em Campo Grande

O Conselho Municipal de Juventude e o Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia/Setas (CENTRHO) realizam no próximo dia 15, em Campo Grande (MS), o 1º Seminário Juventude, Direitos Humanos e Diversidade Sexual. O objetivo é valorizar a livre orientação afetivo-sexual e de identidade de gênero, criar intercâmbio entre entidades e produzir referências de atuação para profissionais da área. Inscrições pelo e-mail caoc.cmj@pmcg.ms.gov.br e mais informações com Karol (67) 9291-6087. Pinçadpo do blog do meu amigo Marcos Euzébio.

Leia mais sober este tema:
- Orientação sexual em MS
- Entrevista: André Fischer fala da mídia e da comunidade gay- Eles eram mais livres
- Preconceito e cidadania
- Imprensa fecha os olhos e fortalece homofobia em MS
- Obscurantismo ganha espaço em Campo Grande
- Campo Grande pode dar exemplo contra homofobia
- Melhor ser ladrão que viado

Frases

“... o baixo clero hoje é majoritário e não liga para a opinião pública”.
O cientista político David Flescher, analisando o nível de comprometimento moral do Congresso.

Fotojornalismo

Augusto Brázio (Kameraphoto) venceu no ano passado o Grande Prêmio Fotojornalismo Visão/BES com esta foto de uma jovem de 19 anos, mãe pela terceira vez, em Lisboa (18.02.2007).

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Quem vaia Ahmadinejad aplaudiria Lieberman?

No dia 20 de abril publiquei uma pequena reflexão intitulada Afinal, que horrores disse o presidente do Irã?”, onde argüia meus dois ou três leitores sobre a celeuma provocada pelo discurso do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad durante a Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Outras Formas Relacionadas de Intolerância (Durban 2), realizada mês passado em Genebra, Suíça.

Na oportunidade, afirmei: “Pode-se discordar de suas afirmações, mas não há nelas nenhuma agressão odiosa a Israel ou ao judaísmo, como querem fazer crer o governo de Barack Obama e seus prepostos no Oriente Médio”.

Na segunda-feira, 6, o professor e blogueiro Idelber Avelar fez em seu blog um belo resumo desta ópera bufa. No artigo “A histeria da direita com a visita de Ahmadinejad”, ele aponta estes pesos e medidas diferenciadas que sustentaram o discurso de quem se mostrou “horrorizado” com o anúncio da visita de Ahmadinejad ao Brasil (cancelada pouco depois). Avelar mostra também que é preciso ter muito cuidado com o que se lê na imprensa ocidental quando o assunto é delicado para os donos do poder.

Quando você vir alguém dessa turminha dizendo que Ahmadinejad propõe a exterminação dos judeus, faça algo muito simples: peça o link. Pergunte qual é a fonte. Pergunte quem traduziu o texto do persa. Porque o líder iraniano jamais disse isso. O que ele disse foi: ‘o regime que ocupa Jerusalém (een rezhim-e ishghalgar-e qods) deve ser apagado da página do tempo (bayad az safheh-ye ruzgar mahv shavad).’ A tradução é de um dos maiores especialistas em Oriente Médio da contemporaneidade, Juan Cole, confirmada por dois outros tradutores do persa. Leia a entrevista de Ahmadinejad e confira você mesmo. Sobrando um tempinho, assista ao vídeo da palestra de Ahmadinejad em Columbia University, cujo presidente o recebeu com uma grosseria que até hoje envergonha a nós, acadêmicos americanos.

A guerrilha de palavras que se seguiu ao pronunciamento na Suíça se espalhou pela mídia, propagando a estratégia israelense de desconstruir o discurso e a imagem dos seus adversários políticos. Esta estratégia não é novidade e se baseia em uma mácula no inconsciente coletivo ocidental que faz com que toda e qualquer crítica às políticas israelenses seja classificada como anti-semitismo.

Esta mácula se espalhou de forma tão consistente que afeta até mesmo àqueles que defendem uma postura de questionamento – e até mesmo de reprovação – sobre a conduta de Israel para com os palestinos. O jornalista Gustavo Chacra – cujo blog é referência nas questões do Oriente Médio – publicou no dia 21 o post “Ataque racista de Ahmedinejad a Israel prejudica de Obama a palestinos”, no qual se pode perceber claramente o resultado da influência desta política de controle sobre o pensamento e sobre as opiniões.

Em seu post, Chacra reproduz a tradução do discurso de Ahmedinejad, em espanhol, feita pela Agência de Notícias Irna, oficial do governo do Irã, onde fica claro que o presidente iraniano em nenhum momento fez declarações racistas sobre Israel ou os judeus. O que há em seu discurso é uam crítica ferrenha ao sionismo. Ocorre que Chacra – assim como imensa parte da mídia ocidental – não consegue fugir da armadilha que equipara sionismo e semitismo. Este é o ponto fundamental da encruzilhada ideológica que domina o tema, arma os sionistas e desarma os que querem ver judeus e árabes vivendo em paz: a falsa idéia de que não existe judaísmo sem sionismo (veja o artigo “As similaridades entre Sionismo e Nazismo”, postado aqui, ontem).

A descostrução de Ahmadinejad é parte desta estratégia. O presidente do Irã não é flor que se cheire. Em seu país há constantes violações aos direitos humanos. Isso, no entanto, não pode ser usado como argumento para invalidar – ou falsear - qualquer opinião emitida por ele. Esta visão maniqueista é base para todo o tipo de arbitrariedade intelectual e política – como a saída dos delegados europeus de Durban 2 durante o discurso do chefe do executivo iraniano.

Resta saber como se comportariam os mesmos críticos que condenaram o discurso e a presença do presidente iraniano no Brasil no caso de uma visita do ministro de relações exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, que em seu currículo ostenta a segregação racial em Israel como bandeira, entre outras ignomínias.

Paz emperrada

"Três quartos de palestinos e israelenses são a favor de uma solução de dois Estados para resolver o conflito. Para ser específico, pesquisa da One Voice publicada no Haaretz, de Israel, indica que 74% dos palestinos e 78% dos israelenses aceitariam viver lado a lado em dois países. A pesquisa tem uma margem de erro de 4,1% para os palestinos (pesquisa feita em pessoa) e 4,5% para os israelenses (pesquisa por telefone).

Três quartos de palestinos e israelenses são a favor de uma solução de dois Estados para resolver o conflito. Para ser específico, pesquisa da One Voice publicada no Haaretz, de Israel, indica que 74% dos palestinos e 78% dos israelenses aceitariam viver lado a lado em dois países. A pesquisa tem uma margem de erro de 4,1% para os palestinos (pesquisa feita em pessoa) e 4,5% para os israelenses (pesquisa por telefone).
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Clique AQUI para ler o excelente artigo de Gustavo Chacra na íntegra.

Do jeitinho que eles gostam

A maioria dos parlamentares não vê problema algum em usar dinheiro público para passear com a família no exterior, pagar a conta de telefone celular dos filhos ou abrigar parentes e empregados domésticos nos gabinetes. Um grupo – felizmente menor – ainda se permite acrescentar ao rol de facilidades contratar fantasmas, embolsar parte do salário dos funcionários e até receber propina. Portanto, se há alguém que tem motivos de sobra para chorar são os eleitores.”

Trecho da reportagem “Chore por nós, senador”, de Otávio Cabral, na Veja.

Fotojornalismo

Chocante imagem do corpo carbonizado de um soldado iraquiano no Kuwait. Quem era este individuo? Seria casado? Seria um Pai? Foto da Magnum, uma das mais carismáticas agências de fotojornalismo da história, fundada em 1947 por Robert Capa, Henri Cartier-Bresson, George Rodger e David Seymor.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Israel atacou escolas da ONU. E agora Reinaldo Azevedo?

No dia 4 de fevereiro, Reinaldo Azevedo publicava a seguinte manchete em seu blog: “Não, Israel não atacou a escola da ONU. era uma farsa do Hamas. A ONU foi obrigada a admitir a verdade. Quase um mês depois! Cadê as manchetes?”. Ali, o articulista da Veja esbravejava seu contentamento sobre a notícia de que os ataques de Israel contra escolas na Faixa de Gaza durante a ofensiva de janeiro teria sido falsa.

No texto, a irresponsabilidade de Azevedo chega ao ponto da seguinte afirmação: “Todas, rigorosamente todas as ditas ‘atrocidades’ cometidas por Israel têm origem no, como direi?, Departamento de Propaganda do Hamas: do grande número de crianças e civis mortos ao uso de bombas de fragmentação e fósforo branco para atacar pessoas.”

Na oportunidade ele faz, ainda, a seguinte crítica ao jornalista Marcelo Coelho, da Folha de S.Paulo, que "ousou" condenar sua postura de apoio ao massacre: “O jornalismo dele, não sei para que serve. O meu existe, entre outras razões, para que os freqüentadores deste blog possam ler com mais acuidade o que é noticiado na imprensa.”.

Na verdade o jornalismo de Azevedo existe para inflar o próprio ego e dar voz aos que apóiam a forma como ele enxerga o mundo. Basta dizer que no blog do Azevedo só são aceitos comentários favoráveis aos seus pontos de vista. Precisa falar mais? Precisa.

Ocorre que ontem, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, divulgou um relatório da entidade afirmando que Israel mentiu sobre os ataques a escolas e outras instalações da organização durante a ofensiva. Ban disse que uma investigação da ONU provou que armas israelenses - algumas contendo fósforo branco - foram a "causa indiscutível" da destruição de várias escolas, de uma clínica médica e da sede da entidade mundial em Gaza. Um dos ataques teria matado mais de 40 pessoas.

O Comitê da ONU Contra a Tortura denunciou também a existência em Israel de um centro de detenção secreto e sua utilização pelos serviços secretos israelenses para realizar interrogatórios. A chamada “instalação 1391”, situada em “um local indeterminado de Israel e inacessível para o Comitê Internacional da Cruz Vermelha”, foi alvo de uma das acusações apresentadas pelos especialistas do comitê, reunidos em Genebra.

E agora Reinaldo, cadê as manchetes?

As similaridades entre Sionismo e Nazismo

Um câncer vem se alastrando e corroendo os alicerces do debate sobre as políticas israelenses no Oriente Médio, em especial sobre sua postura em relação aos palestinos. Este câncer tem como objetivo destruir a fundamentação de qualquer argumento que contenha em seu bojo uma crítica a esta postura, classificando estes argumentos, sejam eles quais forem, como anti-semitas. Nos estágios mais avançados desta doença, a mais simples menção crítica a Israel é classificada como um ataque direto ao judaísmo, como uma atitude calcada na reafirmação do nazismo, como uma apologia ao anti-semitismo.

Este mal se alastrou de tal forma que até mesmo gente mais antenada com a questão refreia a língua na tentativa de ser “politicamente correto” e se adequar ao que convencionou-se como postura adequada na tratativa de assuntos que espetem Israel em suas feridas mais purulentas.

Dois temas são particularmente evitados: críticas ao sionismo e comparações entre este pensamento e o nazismo. Durante a última ofensiva israelense sobre a Faixa de Gaza, alguns levantaram a lebre, apontando as similaridades entre sionistas e nazistas. Prontamente seus argumentos foram condenados publicamente, não por falta de base, mas com a intenção correlacioná-los ao rol das idéias anti-semitas.

Este receio é a mola mestra das políticas israelenses de domínio sobre os palestinos. É a partir dela que os sionistas tomam a dianteira neste conflito, condenando os palestinos a uma existência a margem da civilização e entregando-os de bandeja para o fundamentalismo islâmico. Esta estratégia do quanto pior melhor, na qual Israel alimenta o ódio e a divisão entre os palestinos para justificar a ocupação ilegal da Cisjordânia, de parte de Jerusalém e do cerco à Faixa de Gaza, é a estratégia sionista para alcançar o objetivo final: a manutenção de todo o território onde hoje se encontra Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza sob o domínio do povo judeu e somente dele. O sionismo não prevê dois povos naquela região e isso já foi claramente explicitado por diversos políticos israelenses, entre eles o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro das relações exteriores, Avigdor Lieberman.

No entanto, não se pode condenar judeus ou israelenses por isso. Nem todos são adeptos declarados do sionismo. Muitos querem apenas (e tem todo o direito) de viver em segurança em sua pátria. Portanto, é preciso diferenciar claramente judaísmo e sionismo.

Penso que o judaísmo, como qualquer outra religião, deve ser respeitado e seus seguidores devem ter garantido o direito de professar sua fé. O sionismo, por outro lado, não é uma religião, mas um pensamento que se utiliza de um pilar religioso para alcançar objetivos políticos. Ora, sendo uma linha política, o sionismo é passível de controvérsias no campo ideológico. Haverá quem o defenda e quem o combata. E isso, de forma alguma, sigifica defender ou combater o judaísmo. É preciso separar as questões. Judaísmo é uma religião e seus praticante devem ser protegidos de quaisquer ações repressoras, racistas ou difamadoras. Sionismo é linha política, e como tal é passível de contestação.

Não podemos, então, aceitar a auto-censura que o lobby sionista tenta impor ao mundo, em especial quando elege assuntos proibidos, temas tabus.

SIONISMO E NAZISMO

Portanto, tracemos um paralelo entre o sionismo e o nazismo. Isso é possível? Vejamos. Quanto a seus objetivos, o sionismo preconiza a preservação e prosperidade do povo judeu, afastando a possibilidade de seu extermínio ou assimilação. Os nazistas, por sua vez, lutavam pela preservação e prosperidade da raça ariana, afastando a possibilidade de miscigenação com outras raças.

Para o sionismo, o Estado não é um fim, mas um meio para alcançar os seus objetivos. "Após nos tornarmos uma força poderosa, como resultado da criação do estado, nós aboliremos a partilha e nos expandiremos para toda a Palestina. (...) O estado será apenas um estágio na realização do sionismo e sua tarefa é preparar a base para nossa expansão por toda a Palestina", Ben Gurion, citado por Noam Chomsky, The Fateful Triangle: The United States, Israel and the Palestinians, Pluto Press, London, 1999.

Estado e Democracia

Da mesma forma, para os nazistas o Estado não era um fim, mas um meio para alcançar os seus objetivos. "Em geral, não se deve esquecer que a finalidade suprema da razão de ser dos homens não reside na manutenção de um Estado ou de um governo; sua missão é conservar a raça. E se esta mesma se achar em perigo de ser oprimida ou até eliminada, a questão da legalidade passa a plano secundário", Adolf Hitler, Minha Luta, cap. III.

Outro paralelo pode ser traçado sobre o conceito de democracia. A mídia sionista tem apresentado o Estado de Israel como a única democracia do Oriente Médio. Seria verdade se for considerado como democracia um sistema que privilegia grupos de cidadãos em relação a outros, como, por exemplo, a antiga democracia ateniense restrita aos eupátridas, a democracia branca sul-africana da época do apartheid e a estadunidense antes dos anos 60. A "democracia" sionista exige de antemão que os cidadãos não judeus reconheçam o Estado de Israel como sendo um estado judeu, ou seja, que reconheçam a si mesmos como cidadãos de segunda categoria. Isso implica em aceitar a "lei do retorno" a qual concede a qualquer judeu do mundo (que é assim reconhecido segundo as normas do judaísmo ortodoxo), independentemente de onde tenha nascido, o direito à cidadania israelense.

Em outras palavras, todos os milhões de judeus do mundo (que somam muito mais que a população judia do próprio Estado de Israel) podem tornar-se eleitores em caso de necessidade. É assim intolerável para o Sionismo a existência de uma maioria não-judia no Estado de Israel, exceto se dominada e submetida como eram os negros pelos brancos cristãos e judeus durante a vigência do apartheid sul-africano. O projeto original de Theodor Herzl era o de um estado administrado como uma empresa com um comando centralizado e restrito a judeus. Herzl, em sua obra O Estado Judeu, explicitamente rejeitou o sistema democrático para o Estado de Israel.

Ao contrário dos sionistas, que estabeleceram uma democracia de casta, os nazistas foram assumidamente antidemocratas ou, no dizer de Adolf Hitler, defendiam a "genuína democracia germânica de livre eleição do Führer, que se obriga a assumir toda a responsabilidade por seus atos". O sistema nazista baseava-se no militar, em que o líder tem todo o poder de decisão e comando em relação a seus subordinados e assume os méritos dos alvos alcançados e todas as responsabilidades pelos fracassos. Para o Nazismo só deve governar quem for capaz de arriscar sua própria vida para garantir sua posição de comando. A democracia para o Nazismo é a "ditadura do número", em que os mais simpáticos e não os mais capazes comandam. Para os nazistas, a democracia é um sistema em que os mais espertos e não os mais capazes, corajosos e honestos são os favorecidos.

Portanto, da mesma forma que o Sionismo, o Nazismo vê o Estado como um meio e não como um fim - no que os dois se distinguem do Fascismo, em que a instituição do Estado é posto como o alvo e o único capaz de administrar os conflitos internos. No Nazismo o alvo do Estado é a preservação da raça ariana, considerada ameaçada de destruição pela miscigenação com as demais raças, classificadas como inferiores pelos nazistas; no Sionismo o alvo é a preservação do povo judeu, ameaçado de destruição pelos gentios (os não judeus), seja pelo extermínio físico, seja pela assimilação.

Militarismo e Expansionismo

Outra similaridade entre nazismo e sionismo está no militarismo de sua sociedade. Para manter sua dominação, os sionistas necessitam de um poderoso sistema de dominação militar sobre a maioria palestina muçulmana, cristã e laica, somada a armas de propaganda. O Estado de Israel é o único país do Oriente Médio a ter armamentos nucleares e recebe anualmente dos EUA, além de apoio e proteção militar, bilhões de dólares.

Da mesma forma, uma das bases do Nazismo foi a crença de que o direito nasce da força e que a própria força já prova a quem pertence o direito de dominar: quem se deixa escravizar merece ser escravizado, defendiam. Os nazistas construíram para isso uma enorme máquina de guerra e o próprio Estado estruturou-se como uma organização militar.

Nazistas e sionistas compartilham a mesma estratégia expansionista. O ideal dos sionistas é refazer os limites que, segundo o Judaísmo, a Torá estabelece para o povo judeu viver. Esses limites hoje implicariam em tomar territórios que vão do Egito ao Iraque. Guerras expansionistas já foram empreendidas com este fim. Os nazistas, por sua vez, eram essencialmente expansionistas e defendiam que a segurança do Estado é tanto maior quanto for seu território. Como no Nazismo não há lugar para escrúpulos no que se refere a acumular poder.

Racismo: Semitismo e Arianismo

O Sionismo, como o Nazismo, defende que os judeus são uma raça. Embora os sionistas costumem declarar que o Sionismo seja um movimento não-religioso, o Judaísmo aceitar pessoas de todas as raças e terem os hebreus e os judeus durante sua história se miscigenado com muitas raças, isso pode estar ligado às crenças cabalísticas (a mística desenvolvida no Judaísmo da diáspora) de que os judeus possuem uma alma adicional, ao contrário dos gentios que só possuiriam uma alma animal e a outras tradições racistas - que não são aceitas por todos os judeus.

Jabotinsky, um líder de extrema-direita, defendia a superioridade racial do semita em relação aos demais povos do Oriente Médio. A luta contra o "anti-semitismo" é também, para alguns sionistas, uma luta de preservação racial. Em 1975, a Resolução 3379 Assembléia Geral das Nações Unidas classificou o Sionismo como racismo, entre outros motivos pelo forte apoio sionista ao apartheid sul-africano. Esta resolução, porém, foi revogada em 1991, por pressão dos EUA onde os sionistas têm forte presença meio à maior população judia do mundo e junto a várias igrejas cristãs que acreditam no direito judeu à Palestina.

Os nazistas acreditavam na superioridade racial ariana em relação às demais raças. Defendiam que entre os povos germânicos a raça ariana foi mais preservada da miscigenação com as "raças inferiores" do que em outras populações arianas da Europa e do mundo. Afirmavam que a superioridade da raça ariana manifesta-se nas várias civilizações que teriam criado no mundo antigo e no progresso científico e intelectual que as civilizações arianas conseguiram no mundo moderno.

O fato de os povos germânicos terem permanecido num estado próprio das sociedades pré-históricas até entrarem em contato com povos como os romanos e os semitas árabes e seu pouco progresso científico se comparado a povos ameríndios como os incas, maias e astecas, é justificado apelando-se para argumentos como as condições geográficas onde esses povos teriam vivido. O Nazismo propõe-se exatamente a impedir que a miscigenação do ariano continue a se dar, e vê nos judeus agentes interessados em promover essa "degradação" da única raça que, segundo acreditam, poderia impedi-los de dominar o mundo.

Limpeza étnica

Uma das bases do Sionismo é a crença de que judeus e gentios não podem viver em paz. Isso justifica para eles a expulsão sumária de não judeus. Golda Meir assim se expressou sobre isso: "Nós devemos perguntar a nós mesmos: 'Que tipo de Israel nós desejamos?' Eu digo: um Israel judeu, sem interrogações ou dúvidas. Um Israel judeu, sem o medo diário [de saber] se a minoria constitui agora cinco por cento ou não", citado em Davar, 6 de junho de 1969.

A propaganda sionista dissimula esse desprezo e xenofobia disfarçando-o como "valorização da diversidade" e estimulando outras sociedades a dividirem-se e isolarem-se em etnias.

Para o Nazismo todas as demais raças ameaçam a raça ariana, em especial pela miscigenação. O Estado deve garantir a homogeneidade da população: "(...) A organização de uma comunidade de seres moral e fisicamente homogêneos, com o objetivo de melhorar as condições de conservação de sua raça e assim cumprir a missão com que esta foi assinalada pela Providência. Esta e não outra coisa significam a finalidade e a razão de ser de um Estado", Hitler, MInha Luta, Cap. IV.

E então...?

Frases

“Ministério público é o caralho! Não tenho medo de ninguém. Da imprensa, de deputados. Pode escrever o caralho aí! Até ontem era tudo lícito. O que mudou agora? É um bando de babaca!”
Ciro Gomes, bancando o machão e mostrando que não tem vergonha de mamar nas tetas da população.