quarta-feira, 6 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
Israel volta a negar compromisso com criação de Estado palestino
A visita do ministro de relações exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, a Europa, começou mal. Ontem, durante reunião com o ministro das relações exteriores da Itália, Franco Frattini, Lierberman - que é conhecido por suas declarações racistas e que lidera o partido de extrema direita Yisrael Beitenu (Israel é nossa casa) - se negou mais uma vez a endossar a idéia de um Estado Palestino, como tem defendido os Estados Unidos e a União Européia.Lierberman disse que o incremento das relações entre Israel e a União Européia não deve ser “relacionado aos demais problemas do Oriente Médio”. Este incremento, motivo da primeira visita oficial do ministro israelense ao velho mundo, daria a Israel mais acesso aos mercados europeus e ampliaria a cooperação em áreas como energia, meio ambiente, combate ao crime e ao terrorismo e educação. A afirmação de Lierberman foi uma resposta a Benita Ferrero-Waldner, comissaria de relações exteriores da União Européia, que na semana passada criticou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por sua negativa em endossar a criação de um Estado palestino. A resposta oficial de Israel foi de que este tipo de crítica poderia prejudicar avanços no processo de paz.
A posição adotada por Lieberman não é surpresa. Em seu primeiro pronunciamento como ministro, ele já havia deixado claro que, em sua opinião, concessões aos palestinos significavam apenas guerra. Tão pouco é surpresa o posicionamento do Governo de Israel, que jamais aceitou críticas sobre sua postura em relação à questão palestina ou mesmo às resoluções das Nações Unidas sobre o tema.
Na contramão das declarações de Lieberman e Netanyahu, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, afirmou que o primeiro ministro de seu país levará aos Estados Unidos um plano baseado na criação de dois Estados para resolver o conflito do Oriente Médio. Netanyahu, que deve viajar no final de maio a Washington, onde se reunirá com o presidente Barack Obama, não comentou a afirmação de Ehud Barak ao jornal Haaretz, segundo a qual o primeiro-ministro israelense "aceitou os Acordos de Oslo, que estipulavam a criação de um Estado palestino junto ao de Israel”.
O fato é que o governo israelense segue a mesma estratégia de décadas: informações truncadas, iscas lançadas para agradar os peace makers de plantão e, por outro lado, a manutenção das políticas de expansão dos assentamentos na Cisjordânia – em flagrante violação das resoluções 181 e 242 da ONU - e de negação de um Estado palestino autônomo.
A visita de Netanyahu aos estados Unidos será um momento interessante para confirmar este jogo hipócrita bancado por israelenses e estadunidenses. Ou será que Obama vai bater o pé?
Frases
“Períodos de crise são extraordinários para o sucesso de marcas menos conhecidas”
Abílio Diniz
Abílio Diniz
Fotojornalismo
A Gripe Suína assusta o mundo. Foto publicada ontem no site The Huffington Post. Autor não identificado.segunda-feira, 4 de maio de 2009
Sarney, Stalin e Saddan: três bigodes e egos inflados
Conheça o Maranhão: para nascer, Maternidade Marly Sarney; para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou, Roseana Sarney; para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney; para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney; para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney; para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor); para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas “maravilhosas” rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney. Não gostou disso e quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney.-
O texto acima circula na internet há algum tempo, uma sátira sobre o culto à personalidade que o coronel José Sarney patrocina por todo o Maranhão. Além de todos estes logradouros públicos ostentando o sobrenome de família - que caracteriza sua persona política - Sarney também possui seu próprio mausoléu, preparado para receber seu corpo um dia (provavelmente fardado com a indumentária acadêmica), tal qual um faraó moderno. O Mausoléu do Sarney surgiu em 1990, quando o então governador Epitácio Cafeteira doou à família do imortal o Convento das Mercês, um prédio do século XVII tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. O local passou então a se chamar Convento das Mercês Memorial José Sarney e pode, conforme já apregoou o próprio Sarney, se transformar em um "ponto de peregrinação".
Este culto à personalidade, além do farto bigode, é um interessante elo entre as figura de Sarney, do ditador soviético Joseph Stalin – o Deus do PC do B – cuja trajetória política foi marcada pela tirania e por espalhar por todo o “reino” sua imagem messiânica, e a do ex-ditador iraquiano Saddan Hussein, que obrigou a população a se defrontar diariamente com seu sorriso sinistro em cartazes espalhados por ruas e avenidas.
Os três estão separados pelo tempo, pela geografia e pelos credos políticos, mas se equiparam na estratégia autoritária de inflar o próprio ego na tentativa de impor aos outros suas vontades e seus objetivos. Se equiparam também, dentro da boa tradição personalista, na eliminação das vozes discordantes. Se Stalin e Saddan esmagaram seus opositores na base da bala e do desterro, Sarney os eliminou por meio das ferramentas que lhe foram oferecidas pela democracia de grotão que impera no Brasil. Uma democracia na qual o poder se perpetua – ou troca de senhor em um revezamento promíscuo – nas mãos de patriarcas, grupos políticos ou econômicos.
Assim como Stalin e Saddan se colocavam acima da razão, a oligarquia Sarney encara o Maranhão como propriedade particular e utiliza o poder para se autopromover ao arrepio da Lei, que proíbe a colocação de nomes de personalidades vivas em logradouros públicos.
domingo, 3 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
Fotojornalismo
A cidade de Detroit (USA) sob as lentes do fotógrafo Ian Willms. Confira aqui mais algumas fotos da série.sexta-feira, 1 de maio de 2009
Lei de Imprensa
O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou ontem a Lei de Imprensa. Agora, dispositivos dos Códigos Penal e Civil passarão a ser aplicados pelos magistrados para julgar processos contra empresas de comunicação e jornalistas, entre eles o direito de resposta. A questão da obrigatoriedade do diploma específico de Jornalismo para o exercício da profissão no Brasil ainda não fui julgada. Falarei mais sobre o tema na próxima semana.
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