quarta-feira, 15 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Com diploma ou sem ele?
Meu artigo "Com ou sem diploma?", publicado aqui no dia 31 de março, foi publicado hoje no Observatório da Imprensa sob o título "Diploma de Jornalismo: Vantagens e desvantagens de cada possibilidade". Quem não leu aqui pode checar por lá.
MS no relatório de produção parlamentar da Transparência Brasil
A Transparência Brasil (TB) divulgou - como parte de seu projeto Excelências - um relatório com informações a respeito do desempenho de todos os parlamentares pertencentes às principais Casas legislativas brasileiras: Senado Federal, Câmara dos Deputados, todas as Assembléias Legislativas e todas as Câmaras de Vereadores das capitais estaduais. São 55 Casas, com um total de 2.368 parlamentares em exercício, todos cobertos pelo projeto. As informações englobam a produção legislativa desses parlamentares – projetos de lei, projetos de resolução, requerimentos, indicações (sugestões), pedidos de informação, moções etc.
Segundo o relatório da Transparência Brasil, “das 55 Casas acompanhadas pelo projeto, apenas 36 publicam essa produção na Internet”. Dessas, continua o relatório, “nove dão informações precárias ou as apresenta de forma a dificultar a consulta (não há classificações nem buscas)”.
Apenas 27 destas 55 Casas publicam sua produção de modo a permitir uma consulta organizada. O relatório analisou a produção legislativa de 24 dessas 27 Casas (para três delas – de Campo Grande, Cuiabá e Curitiba – o processo que a Transparência Brasil usa para recolher as matérias ainda estava em desenvolvimento quando da confecção do relatório).
A Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul está listada entre as que disponibilizam na Internet a produção legislativa de seus integrantes. Amazonas, Goiás, Pará, Rio Grande do Norte e Roraima não o fazem, enquanto Acre, Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Sergipe e Tocantins publicam os dados de uma forma que dificulta a busca e coleta da informação.
Entre as Câmaras de Vereadores das capitais, só dez publicam organizadamente a sua produção legislativa e outras duas (Manaus e Palmas) o fazem de modo precário. Aracaju, Belém, Boa Vista, Goiânia, Macapá, Maceió, Natal, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Salvador, São Luís, Teresina e Vitória não publicam nenhuma informação.
Relevância Zero
O estudo feito pela TB mostra que das 182.240 matérias alocadas a parlamentares especificados constantes do banco de dados do projeto Excelências até os últimos dias de março de 2009, apenas 17,6% (32.220) poderiam ser classificadas como “Matérias de Impacto” (relativas a assuntos com inserção no dia a dia da população). Quarenta e quatro mil e setenta e duas matérias (24,2% delas) foram classificadas pela entidade como material “com pouco ou nenhum impacto”. Elas somam 36.629 homenagens, 4.384 batismos, 2.162 sessões solenes/especiais, 705 datas comemorativas, 92 simbologias, 54 cidades símbolo e 46 cidades irmãs.
Produção
No Senado, Mato Grosso do Sul ficou na melhor colocação no que se refere à produção de matérias com pouco ou nenhum impacto, conforme os estados de origem dos parlamentares. Foram apenas quatro matérias (três delas aprovadas) deste tipo, uma média de 1,3 por senador. O estado mais profícuo na produção de matérias irrelevantes foi o Amazonas, com 900 matérias do gênero (300 por senador).
No que se refere a matérias de impacto, MS produziu 56 (18,7 por senador), ficando em 16º lugar. Destas, apenas duas foram aprovadas (3,6%), deixando a bancada do Estado em 22º lugar no quesito eficiência.
Entre os senadores sul-mato-grossenses, Delcídio do Amaral (PT) aparece entre os oito que mais apresentaram matérias com impacto e que não propuseram nenhuma sem impacto. Foram 20, ambas aprovadas.
O senador Valter Pereira (PMDB), por sua vez, aparece em quinto lugar no número de matérias relacionadas à Regulação Política (eleições, partidos, federalismo). Foram cinco, nenhuma aprovada, no entanto.
Em relação à produção dos deputados federais no que se refere às matérias com impacto, a bancada sul-mato-grossense ficou em 21º lugar, com uma média de 5,5 matérias por deputado, na frente, somente, das bancadas do Acre (5,4), Alagoas (1,4), Bahia (5,4), Piauí (2,5), Sergipe (5,3) e Tocantins (4,5). Apesar da baixa produção, a bancada de Mato Grosso do Sul está entre as mais eficazes em termos de porcentagem de projetos aprovados em relação ao total (2,3%). Ficou atrás, apenas, das bancadas do Distrito Federal (4,2%) e Amapá (3,1%).
No que tange as matérias com baixo ou nenhum impacto, apenas dois estados produziram menos que MS: Alagoas (0,0 por deputado) e Sergipe (0,5). Ao lado de Roraima, Mato Grosso do Sul ficou com uma média de 0,6 matérias do gênero por deputado.
Corrupção
Um tema pouco debatido nas Assembléias Legislativas e Câmaras de capitais diz respeito à Corrupção. A maioria das proposições desse tipo é apresentada no Senado e na Câmara Federal. Este fato é preocupante, visto que dados da TB apontam que a incidência de corrupção é muito maior nos estados e municípios do que na União.
Juntas, a Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul e a Câmara Municipal de Campo Grande apresentaram apenas uma matéria deste tipo. Ao lado dos legislativos estadual e municipal (da capital) da Paraíba, MS está em último lugar em proposições que possibilitam a investigação de corrupção.
Segundo o relatório da Transparência Brasil, “das 55 Casas acompanhadas pelo projeto, apenas 36 publicam essa produção na Internet”. Dessas, continua o relatório, “nove dão informações precárias ou as apresenta de forma a dificultar a consulta (não há classificações nem buscas)”.
Apenas 27 destas 55 Casas publicam sua produção de modo a permitir uma consulta organizada. O relatório analisou a produção legislativa de 24 dessas 27 Casas (para três delas – de Campo Grande, Cuiabá e Curitiba – o processo que a Transparência Brasil usa para recolher as matérias ainda estava em desenvolvimento quando da confecção do relatório).
A Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul está listada entre as que disponibilizam na Internet a produção legislativa de seus integrantes. Amazonas, Goiás, Pará, Rio Grande do Norte e Roraima não o fazem, enquanto Acre, Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Sergipe e Tocantins publicam os dados de uma forma que dificulta a busca e coleta da informação.
Entre as Câmaras de Vereadores das capitais, só dez publicam organizadamente a sua produção legislativa e outras duas (Manaus e Palmas) o fazem de modo precário. Aracaju, Belém, Boa Vista, Goiânia, Macapá, Maceió, Natal, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Salvador, São Luís, Teresina e Vitória não publicam nenhuma informação.
Relevância Zero
O estudo feito pela TB mostra que das 182.240 matérias alocadas a parlamentares especificados constantes do banco de dados do projeto Excelências até os últimos dias de março de 2009, apenas 17,6% (32.220) poderiam ser classificadas como “Matérias de Impacto” (relativas a assuntos com inserção no dia a dia da população). Quarenta e quatro mil e setenta e duas matérias (24,2% delas) foram classificadas pela entidade como material “com pouco ou nenhum impacto”. Elas somam 36.629 homenagens, 4.384 batismos, 2.162 sessões solenes/especiais, 705 datas comemorativas, 92 simbologias, 54 cidades símbolo e 46 cidades irmãs.
Produção
No Senado, Mato Grosso do Sul ficou na melhor colocação no que se refere à produção de matérias com pouco ou nenhum impacto, conforme os estados de origem dos parlamentares. Foram apenas quatro matérias (três delas aprovadas) deste tipo, uma média de 1,3 por senador. O estado mais profícuo na produção de matérias irrelevantes foi o Amazonas, com 900 matérias do gênero (300 por senador).
No que se refere a matérias de impacto, MS produziu 56 (18,7 por senador), ficando em 16º lugar. Destas, apenas duas foram aprovadas (3,6%), deixando a bancada do Estado em 22º lugar no quesito eficiência.
Entre os senadores sul-mato-grossenses, Delcídio do Amaral (PT) aparece entre os oito que mais apresentaram matérias com impacto e que não propuseram nenhuma sem impacto. Foram 20, ambas aprovadas.
O senador Valter Pereira (PMDB), por sua vez, aparece em quinto lugar no número de matérias relacionadas à Regulação Política (eleições, partidos, federalismo). Foram cinco, nenhuma aprovada, no entanto.
Em relação à produção dos deputados federais no que se refere às matérias com impacto, a bancada sul-mato-grossense ficou em 21º lugar, com uma média de 5,5 matérias por deputado, na frente, somente, das bancadas do Acre (5,4), Alagoas (1,4), Bahia (5,4), Piauí (2,5), Sergipe (5,3) e Tocantins (4,5). Apesar da baixa produção, a bancada de Mato Grosso do Sul está entre as mais eficazes em termos de porcentagem de projetos aprovados em relação ao total (2,3%). Ficou atrás, apenas, das bancadas do Distrito Federal (4,2%) e Amapá (3,1%).
No que tange as matérias com baixo ou nenhum impacto, apenas dois estados produziram menos que MS: Alagoas (0,0 por deputado) e Sergipe (0,5). Ao lado de Roraima, Mato Grosso do Sul ficou com uma média de 0,6 matérias do gênero por deputado.
Corrupção
Um tema pouco debatido nas Assembléias Legislativas e Câmaras de capitais diz respeito à Corrupção. A maioria das proposições desse tipo é apresentada no Senado e na Câmara Federal. Este fato é preocupante, visto que dados da TB apontam que a incidência de corrupção é muito maior nos estados e municípios do que na União.
Juntas, a Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul e a Câmara Municipal de Campo Grande apresentaram apenas uma matéria deste tipo. Ao lado dos legislativos estadual e municipal (da capital) da Paraíba, MS está em último lugar em proposições que possibilitam a investigação de corrupção.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Rock sob a lua
Noite clara, lua alta e dois excelentes shows ontem, na Concha Acústica Helena Meirelles - Parque das Nações Indígenas. Primeiro, o Pink Floyd afinado da banda Pulse e, logo depois, o blues sarcástico dos Bêbados Habilidosos. Rock'n'roll sul-mato-grossense da melhor qualidade.
Futebol e filosofia
Para rir um pouco, dica da jornalista e blogueira Manuela Baren, Monty Phyton e seu "Futebol Filosófico".
Quem é Avigdor Lieberman, Ministro das Relações Exteriores de Israel?
Confira os links e fontes (em inglês e hebraico), indicados pela organização judaica americana JStreet para saber quem é Avigdor Lieberman:
- Lieberman não entende a experiência judaica. Ele afirmou que “as minorias são o maior problema no mundo.”
- Lieberman já provocou um incidente internacional, ao declarar que, o presidente do Egipto Hosni Mubarak podia "ir para o inferno" e obrigando o governo de Israel a pedir desculpas a um dos seus raros amigos na região. Ele também apelou a que Israel bombardeasse a barragem egípcia de Aswan.
- Lieberman tem repetidamente alegado que, “Todas as negociações baseadas na troca de terra por paz são um erro fatal.”
- A proposta de Lieberman sobre o “juramento de fidelidade” pode privar os cidadãos dos seus direitos civis. Precisa de uma comparação histórica? Pense nos reflexos negativos resultantes das perseguições de McCarthy, na década de 50, nos Estados Unidos.
- Lieberman liderou o esforço da Comissão Eleitoral Central israelense 0para que os partidos políticos Árabes israelenses fossem proibidos de concorrer às eleições de fevereiro; o Supremo Tribunal israelense decidiu revogar esta proibição. No Supremo Tribunal, Lieberman disse a um membro árabe do Knesset, “Nós vamos cuidar de você da mesma forma que o Hamas. Você é um terrorista.
- Lieberman, durante um debate no plenário do Knesset, disse a um dos seus membros, o árabe Wassel Taha, “é pena o Hamas não estar encarregue de cuidar de ti…. És o representante dos terroristas nesta Casa” e acrescentou, “O destino dos colaboradores no Knesset deve ser semelhante aos dos colaboradores dos nazistas… No final da II Guerra Mundial, não só os criminosos foram executados nos julgamentos de Nuremberg, mas também os seus colaboradores. Espero que seja também esse o destino dos colaboradores (no Knesset).”
- Lieberman apoia uma forma de limpeza étnica, defendendo a transferência dos cidadãos árabes-israelenses para fora de Israel. (A transferência da população é conhecida, de acordo com o direito internacional, como uma forma de "limpeza étnica"). Ele argumenta: "a idéia da terra pela paz é falsa... o princípio orientador tem de ser troca de populações e territórios... Nunca vamos concordar com uma definição de "dois Estados para dois povos".
Lieberman também afirmou que “Os árabes tem todos os seus direitos em Israel, mas não tem direito ao Eretz Yisrael. [Terra de Israel] "
- Lieberman referindo-se "àqueles israelenses e judeus que agem contra o Estado no exterior", afirmou que “podem ser comparados aos Kappos (judeus colaboracionistas) nos campos de concentração”. Também se refere os que pertencem aos israelenses pacifistas como “Hellenists" [Estrangeirados].
- Lieberman tem poucos amigos na comunidade judaica americana. O proeminente rabino americano Eric Yoffie escreveu que Lieberman promoveu “uma campanha (eleitoral) ultrajante, abominável, cheia de ódio, transbordante de incitamentos que, se não forem devidamente controlados, poderão levar Israel às portas do Inferno”. O chefe do Comitê Judaico Americano, David Harris, afirmou que as propostas de Lieberman são "no mínimo, profundamente irresponsáveis," e podem “gelar" a democracia em Israel.
A plataforma política de Lieberman poderá ameaçar a histórica relação EUA-Israel. Durante décadas, judeus americanos e outros amigos de Israel têm apoiado esta relação devido à partilha comum de valores democráticos e de interesses nacionais. O que acontecerá quando um destes pilares - valores democráticos comuns - é ameaçado ou destruído?
- Lieberman não entende a experiência judaica. Ele afirmou que “as minorias são o maior problema no mundo.”
- Lieberman já provocou um incidente internacional, ao declarar que, o presidente do Egipto Hosni Mubarak podia "ir para o inferno" e obrigando o governo de Israel a pedir desculpas a um dos seus raros amigos na região. Ele também apelou a que Israel bombardeasse a barragem egípcia de Aswan.
- Lieberman tem repetidamente alegado que, “Todas as negociações baseadas na troca de terra por paz são um erro fatal.”
- A proposta de Lieberman sobre o “juramento de fidelidade” pode privar os cidadãos dos seus direitos civis. Precisa de uma comparação histórica? Pense nos reflexos negativos resultantes das perseguições de McCarthy, na década de 50, nos Estados Unidos.
- Lieberman liderou o esforço da Comissão Eleitoral Central israelense 0para que os partidos políticos Árabes israelenses fossem proibidos de concorrer às eleições de fevereiro; o Supremo Tribunal israelense decidiu revogar esta proibição. No Supremo Tribunal, Lieberman disse a um membro árabe do Knesset, “Nós vamos cuidar de você da mesma forma que o Hamas. Você é um terrorista.
- Lieberman, durante um debate no plenário do Knesset, disse a um dos seus membros, o árabe Wassel Taha, “é pena o Hamas não estar encarregue de cuidar de ti…. És o representante dos terroristas nesta Casa” e acrescentou, “O destino dos colaboradores no Knesset deve ser semelhante aos dos colaboradores dos nazistas… No final da II Guerra Mundial, não só os criminosos foram executados nos julgamentos de Nuremberg, mas também os seus colaboradores. Espero que seja também esse o destino dos colaboradores (no Knesset).”
- Lieberman apoia uma forma de limpeza étnica, defendendo a transferência dos cidadãos árabes-israelenses para fora de Israel. (A transferência da população é conhecida, de acordo com o direito internacional, como uma forma de "limpeza étnica"). Ele argumenta: "a idéia da terra pela paz é falsa... o princípio orientador tem de ser troca de populações e territórios... Nunca vamos concordar com uma definição de "dois Estados para dois povos".
Lieberman também afirmou que “Os árabes tem todos os seus direitos em Israel, mas não tem direito ao Eretz Yisrael. [Terra de Israel] "
- Lieberman referindo-se "àqueles israelenses e judeus que agem contra o Estado no exterior", afirmou que “podem ser comparados aos Kappos (judeus colaboracionistas) nos campos de concentração”. Também se refere os que pertencem aos israelenses pacifistas como “Hellenists" [Estrangeirados].
- Lieberman tem poucos amigos na comunidade judaica americana. O proeminente rabino americano Eric Yoffie escreveu que Lieberman promoveu “uma campanha (eleitoral) ultrajante, abominável, cheia de ódio, transbordante de incitamentos que, se não forem devidamente controlados, poderão levar Israel às portas do Inferno”. O chefe do Comitê Judaico Americano, David Harris, afirmou que as propostas de Lieberman são "no mínimo, profundamente irresponsáveis," e podem “gelar" a democracia em Israel.
A plataforma política de Lieberman poderá ameaçar a histórica relação EUA-Israel. Durante décadas, judeus americanos e outros amigos de Israel têm apoiado esta relação devido à partilha comum de valores democráticos e de interesses nacionais. O que acontecerá quando um destes pilares - valores democráticos comuns - é ameaçado ou destruído?
Fotojornalismo
A fotógrafa Adriana Zehbrauskas integrou a equipe de fotojornalistas da Folha de S. Paulo, no começo dos anos 90, ao lado de feras como Jorge Araújo, Gaudério, Soubhia, Pisco del Gaiso, Rogério Assis, Marlene Bérgamo e Adi Leite. Agora, Adriana vive no México e anda fazendo reportagens para vários veículos, entre eles o The New York Times e é representada pela Polaris Images. A foto acima, de sua autoria, é parte da reportagem Zapatistas ( 2005-2006).domingo, 12 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
Palestino que perdeu três filhas na ofensiva israelense é indicado para Prêmio Nobel da Paz
O médico ginecologista palestino Ezzeldeen Abu al-Ashi, de 55 anos, foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz, segundo o jornal árabe asharq alawsat, num artigo, em inglês, intitulado “A jornada de Ezzeldeen Abu al-Ashi”.
O médico, que mora no campo de refugiados de Jabaliya, na Faixa de Gaza, protagonizou umas das cenas mais trágicas da recente ofensiva militar israelense, quando perdeu três filhas em um ataque no dia 17 de janeiro.
O caso foi emblemático, pois al-Ashi ligou para um jornalista israelense, seu amigo, Eldad Slomi, do Canal 10, para pedir auxílio logo após o ataque (sua residência foi atingida por disparos de artilharia), no momento em que este que estava no estúdio. Mesmo estando no ar, o jornalista atendeu a chamada, preocupado, e transmitiu a conversa ao vivo.
Do outro lado da linha, os gritos desesperados de Abu al-Aish, contando a Eldad que as filhas estavam mortas. Sem disfarçar a emoção, o jornalista tenta usar seus contatos e envia uma ambulância para socorrer o amigo palestino, trazendo as vítimas para serem atendidas em hospitais de Israel.
As cenas do drama são indescritíveis – veja o vídeo (que demora 4:18 minutos, em hebreu, com legendas em inglês – para ativar as legendas clique no triângulo que se encontra no canto inferior esquerdo da imagem).
Abu al-Aish formou-se em Israel e durante anos trabalhou em diversos hospitais do país.
A indicação para o prêmio foi feita pelo Departamento de Estado da Bélgica, que considerou al- Aish um "soldado da paz". O médico já tinha sido agraciado anteriormente com a cidadania honorária belga “em reconhecimento dos seus esforços ao serviço da humanidade”.
OBS: 1.455 palestinos, dos quais 431 crianças morreram durante a ofensiva israelense. Dos 5.380 feridos, 1.872 eram crianças.
O médico, que mora no campo de refugiados de Jabaliya, na Faixa de Gaza, protagonizou umas das cenas mais trágicas da recente ofensiva militar israelense, quando perdeu três filhas em um ataque no dia 17 de janeiro.
O caso foi emblemático, pois al-Ashi ligou para um jornalista israelense, seu amigo, Eldad Slomi, do Canal 10, para pedir auxílio logo após o ataque (sua residência foi atingida por disparos de artilharia), no momento em que este que estava no estúdio. Mesmo estando no ar, o jornalista atendeu a chamada, preocupado, e transmitiu a conversa ao vivo.
Do outro lado da linha, os gritos desesperados de Abu al-Aish, contando a Eldad que as filhas estavam mortas. Sem disfarçar a emoção, o jornalista tenta usar seus contatos e envia uma ambulância para socorrer o amigo palestino, trazendo as vítimas para serem atendidas em hospitais de Israel.
As cenas do drama são indescritíveis – veja o vídeo (que demora 4:18 minutos, em hebreu, com legendas em inglês – para ativar as legendas clique no triângulo que se encontra no canto inferior esquerdo da imagem).
Abu al-Aish formou-se em Israel e durante anos trabalhou em diversos hospitais do país.
A indicação para o prêmio foi feita pelo Departamento de Estado da Bélgica, que considerou al- Aish um "soldado da paz". O médico já tinha sido agraciado anteriormente com a cidadania honorária belga “em reconhecimento dos seus esforços ao serviço da humanidade”.
OBS: 1.455 palestinos, dos quais 431 crianças morreram durante a ofensiva israelense. Dos 5.380 feridos, 1.872 eram crianças.
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