Poeta de sensibilidade refinada e olhar atento ao mundo, Rafael Nolli ainda tem algums exemplares de seu primeiro livro, "Memórias à beira de um estopim". O livro sai por $10 reais, com as despesas de envio já incluídas. Basta entrar em contato com o autor através de seu blog. Recomendo.sexta-feira, 3 de abril de 2009
Memórias à beira de um estopim
Poeta de sensibilidade refinada e olhar atento ao mundo, Rafael Nolli ainda tem algums exemplares de seu primeiro livro, "Memórias à beira de um estopim". O livro sai por $10 reais, com as despesas de envio já incluídas. Basta entrar em contato com o autor através de seu blog. Recomendo.Preconceito jordaniano?
No artigo “Rainha Rania luta contra islamofobia enquanto seu país tem preconceito contra sulamericanos”, o jornalista Gustavo Chacra – cujo blog é um dos melhores em português sobre o Oriente Médio – denuncia indícios de preconceito contra sul-americanos no aeroporto de Amã (Jordânia). Nos comentários alguns leitores disseram não ter passado pelo mesmo constangimento que Cacra relarou. No entanto, vale o alerta.
Brazilian Journalism Research
Está online a segunda edição da Brazilian Journalism Research. Dica pinçada do Ponto Media.
Frases
"É preciso mudanças. Muita gente acha que o melhor é deixar como está pra ver como é que fica. Mas basta observar algum tempo qualquer pessoa sentada pra perceber que a mudança é fundamental ao ser humano, nem que seja apenas pra descansar a outra parte da bunda (nádega, antigamente)."
Millôr Fernandes
Millôr Fernandes
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Nós, os psicopatas
Interessante a entrevista do psicólogo canadense Robert Hare, 74, na Veja desta semana. Suas pesquisas levaram, em 1991, a identificação dos critérios que hoje diagnosticam os portadores desse transtorno de personalidade. Na entrevista, conduzida pela jornalista Laura Diniz, ele recorda os estudos realizados na década de 60, segundo as quais as condições sociais não têm mais influência sobre a formação de uma psicopatia do que os genes que cada um de nós carrega. “Hoje sabemos que, ainda que vivêssemos uma utopia social, haveria psicopatas”, afirma Hare.
Esta leitura se confrontou com as linhas de pensamento em voga desde a década de 20, em especial focadas no trabalho de John B. Watson, que dizia que ao nascer, nós somos como páginas em branco: o ambiente determina tudo. Daí surgiu o termo sociopata, sugerindo que a patologia do indivíduo era fruto do ambiente – ou seja, das suas condições sociais, econômicas, psicológicas e físicas. “Isso incluía o tratamento que ele recebeu dos pais, como foi educado, com que tipo de amigos cresceu, se foi bem alimentado ou se teve problemas de nutrição. Os adeptos dessa corrente defendiam a tese de que bastava injetar dinheiro em programas sociais, dar comida e trabalho às pessoas, para que os problemas psicológicos e criminais se resolvessem.”.
O ambiente familiar, segundo o pesquisador, tem influência sobre a formação destes indivíduos, mas não de forma determinante. “O ambiente tem um grande peso, mas não mais do que a genética. Na verdade, ambos atuam em conjunto. Os pais podem colaborar para o desenvolvimento da psicopatia tratando mal os filhos. Mas uma boa educação está longe de ser uma garantia de que o problema não aparecerá lá na frente, visto que os traços de personalidade podem ser atenuados, mas não apagados. O que um ambiente com influências positivas proporciona é um melhor gerenciamento dos riscos.”
Nesta roleta russa há, no entanto, formas de identificar comportamentos que indiquem a propensão de um indivíduo desenvolver a psicopatia desde a infância: “Não há nada que indique que uma criança forçosamente se transformará num psicopata, mas é possível notar que algo pode não estar funcionando bem. Se a criança apresenta comportamentos cruéis em relação a outras crianças e animais, é hábil em mentir olhando nos olhos do interlocutor, mostra ausência de remorso e de gratidão e falta de empatia de maneira geral, isso sinaliza um comportamento problemático no futuro.”
Segundo Hare, a estimativa é que cerca de 1% da população mundial preencheria os critérios para o diagnóstico de psicopatia. No Brasil, haveria, então, cerca de 1,8 milhões de psicopatas.
Esta leitura se confrontou com as linhas de pensamento em voga desde a década de 20, em especial focadas no trabalho de John B. Watson, que dizia que ao nascer, nós somos como páginas em branco: o ambiente determina tudo. Daí surgiu o termo sociopata, sugerindo que a patologia do indivíduo era fruto do ambiente – ou seja, das suas condições sociais, econômicas, psicológicas e físicas. “Isso incluía o tratamento que ele recebeu dos pais, como foi educado, com que tipo de amigos cresceu, se foi bem alimentado ou se teve problemas de nutrição. Os adeptos dessa corrente defendiam a tese de que bastava injetar dinheiro em programas sociais, dar comida e trabalho às pessoas, para que os problemas psicológicos e criminais se resolvessem.”.
O ambiente familiar, segundo o pesquisador, tem influência sobre a formação destes indivíduos, mas não de forma determinante. “O ambiente tem um grande peso, mas não mais do que a genética. Na verdade, ambos atuam em conjunto. Os pais podem colaborar para o desenvolvimento da psicopatia tratando mal os filhos. Mas uma boa educação está longe de ser uma garantia de que o problema não aparecerá lá na frente, visto que os traços de personalidade podem ser atenuados, mas não apagados. O que um ambiente com influências positivas proporciona é um melhor gerenciamento dos riscos.”
Nesta roleta russa há, no entanto, formas de identificar comportamentos que indiquem a propensão de um indivíduo desenvolver a psicopatia desde a infância: “Não há nada que indique que uma criança forçosamente se transformará num psicopata, mas é possível notar que algo pode não estar funcionando bem. Se a criança apresenta comportamentos cruéis em relação a outras crianças e animais, é hábil em mentir olhando nos olhos do interlocutor, mostra ausência de remorso e de gratidão e falta de empatia de maneira geral, isso sinaliza um comportamento problemático no futuro.”
Segundo Hare, a estimativa é que cerca de 1% da população mundial preencheria os critérios para o diagnóstico de psicopatia. No Brasil, haveria, então, cerca de 1,8 milhões de psicopatas.
Desgovernos
“Em Gaza, o governo nas mãos dos fundamentalistas islâmicos do Hamas. Na Cisjordânia, o desmoralizado governo do secular Fatah. E, agora, em Jerusalém, o espetáculo fisiológico da posse de Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro de Israel, em uma das mais obscenas distribuições de cargos já vistas no país. Nada para brindar. Israel toma um perigoso caminho mais para a direita e os palestinos estão desgovernados.”
Interessante artigo de Caio Blinder sobre a situação política em Israel e nos territórios palestinos ocupados.
Interessante artigo de Caio Blinder sobre a situação política em Israel e nos territórios palestinos ocupados.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
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