Iniciado há aproximadamente 12 anos, pela Columbia University Graduate School of Journalism, e abrangendo todos os formatos midiáticos, o tão esperado State of News Media 2009 foi disponibilizado. O relatório do Project for Excellence in Journalism faz um balanço do estado dos diversos media. Alguns dos estudos podem ser vistos aqui: 2008, 2007, 2006, 2005, 2004. Dica pinçada no Gjol.quinta-feira, 26 de março de 2009
State of News Media 2009
Iniciado há aproximadamente 12 anos, pela Columbia University Graduate School of Journalism, e abrangendo todos os formatos midiáticos, o tão esperado State of News Media 2009 foi disponibilizado. O relatório do Project for Excellence in Journalism faz um balanço do estado dos diversos media. Alguns dos estudos podem ser vistos aqui: 2008, 2007, 2006, 2005, 2004. Dica pinçada no Gjol.quarta-feira, 25 de março de 2009
Crianças palestinas cantam para sobreviventes do Holocausto

Publicado originalmente hoje no jornal israelense Haaretz (Tradução: Victor Barone)
Os jovens palestinos de um campo de refugiados da Cisjordânia empertigam-se diante da platéia formada por sobreviventes do Holocausto, parecendo desafiadores, como quaisquer adolescentes. Então, começam a cantar.
O coro afina canções de paz, trazendo sorrisos surpresos ao público. O evento tem outra surpresa, no entanto: a maioria dos sobreviventes do Holocausto presentes não sabem que os jovens a que assistem são palestinos da Cisjordânia, uma visão rara em Israel nestes dias. Os jovens, por sua vez, não têm idéia de que se apresentam para pessoas que passaram pelo genocídio nazista – ou mesmo do que se trata o Holocausto.
“Sinto simpatia por eles”, diz Ali Zeid, um tecladista de 18 anos, que diz estar chocado pelo que ouviu sobre o Holocausto. “Somente pessoas que passam por sofrimento entendem o sofrimento de outras pessoas”, diz Zeid, cujos avós eram refugiados palestinos forçados a abandonar a cidade de Haifa durante a guerra que 1948.
Os 13 músicos, com idade entre 11 e 18 anos, fazem parte do grupo Strings of Freedom, uma modesta orquestra formada por jovens do campo de refugiados de Jenin, no noroeste da Cisjordânia, cenário de sangrentos confrontos em 2002.
O evento foi organizado pelo Holocaust Survivors Center, como parte do Good Deeds Day, e ressaltou a distância entre palestinos e israelenses.
Muitos dos jovens palestinos nunca haviam visto um civil israelense – apenas soldados armados, em uniformes militares, guarnecendo os pontos de checagem, conduzindo grupos de busca a palestinos procurados ou durante operações do exército israelense.
"Eles não se parecem conosco", disse Ahed Salameh, 12, que vestia um cachecol preto com fios prateados.
Muitos dos idosos israelenses vestiam calças e camisetas, as mulheres, usando batom, vestiam roupas esporte.
"Pessoas velhas são diferentes de onde nós viemos", diz Salameh.
Ela se disse chocada ao ouvir sobre o genocídio nazista contra os judeus. Ignorância, ou mesmo negação sobre o Holocausto é comum na sociedade palestina.
Amnon Beeri, do Abraham Fund, que apóia a coexistência entre judeus e árabes, disse que a maioria dos residentes da região não sabe nada uns dos outros.
O maestro Wafa Younis, 50, tentou explicar aos jovens quem eram aqueles idosos, mas o caos no ônibus impediu que o escutassem.
O público disse pensar que as crianças árabes fossem procedentes de uma vila vizinha – não de um campo de refugiados onde 23 soldados israelenses foram mortos ao lado de 53 militantes e civis palestinos, durante os dias do confronto de abril de 2002.
Cerca de 30 idosos reuniram-se no salão no qual os meninos e meninas chegaram 30 minutos depois, atrasados por uma parada em um posto de checagem do exército de Israel fora da cidade, conforme eles mesmos explicaram.
Algumas das jovens vestiam véus muçulmanos – mas também óculos de sol e roupas escolares.
Quando o apresentador anunciou em hebreu que os jovens eram provenientes do campo de refugiados de Jenin, houve murmúrios e engasgos na platéia. "Jenin?", uma mulher perguntou de boca aberta devido a surpresa.
Younis, da vila árabe de Ara, em Israel, explicou em hebreu fluente que os jovens iriam cantar pela paz e de pronto o público explodiu em aplausos.
"Inshallah," disse Sarah Glickman, 68, usando o termo árabe para boa vontade.
O encontro teve início com uma canção árabe, "Nós cantamos pela paz”, seguida por duas peças de violinos e tambores árabes, bem como uma música improvisada em Hebraico por duas pessoas na platéia.
Glickman, cuja família mudou-se para o recém criado estado judeu em 1949, após fugir para a Sibéria para escapar dos nazistas, disse não ter ilusões de que o encontro pudesse fazer as crianças entenderem o Holocausto, mas disse que o fato poderia fazer uma pequena diferença.
"Eles pensam que somos estrangeiros porque viemos de longe", disse Glickman. "Eu concordo: é a terá deles também. Mas não havia outra opção para nós após o Holocausto.”
Mais tarde ela batia o pé no ritmo enquanto os adolescentes faziam soar um cativante tambor árabe. Após o evento, alguns dos israelenses idosos conversaram com os estudantes e registraram o momento em fotografias.
O encontro não foi totalmente isento de política. Younis dedicou uma canção a um soldado israelense prisioneiro de militantes palestinos na Faixa de Gaza – e também criticou a ocupação israelense na Cisjordânia.
Mas, disse que o principal objetivo a orquestra, formada há sete anos para ajudar crianças palestinas a se recuperarem dos traumas da guerra, é a de reunir as pessoas.
“Estou aqui para levantar espíritos", disse Younis. “Estes são pobres idosos".
Os jovens palestinos de um campo de refugiados da Cisjordânia empertigam-se diante da platéia formada por sobreviventes do Holocausto, parecendo desafiadores, como quaisquer adolescentes. Então, começam a cantar.
O coro afina canções de paz, trazendo sorrisos surpresos ao público. O evento tem outra surpresa, no entanto: a maioria dos sobreviventes do Holocausto presentes não sabem que os jovens a que assistem são palestinos da Cisjordânia, uma visão rara em Israel nestes dias. Os jovens, por sua vez, não têm idéia de que se apresentam para pessoas que passaram pelo genocídio nazista – ou mesmo do que se trata o Holocausto.
“Sinto simpatia por eles”, diz Ali Zeid, um tecladista de 18 anos, que diz estar chocado pelo que ouviu sobre o Holocausto. “Somente pessoas que passam por sofrimento entendem o sofrimento de outras pessoas”, diz Zeid, cujos avós eram refugiados palestinos forçados a abandonar a cidade de Haifa durante a guerra que 1948.
Os 13 músicos, com idade entre 11 e 18 anos, fazem parte do grupo Strings of Freedom, uma modesta orquestra formada por jovens do campo de refugiados de Jenin, no noroeste da Cisjordânia, cenário de sangrentos confrontos em 2002.
O evento foi organizado pelo Holocaust Survivors Center, como parte do Good Deeds Day, e ressaltou a distância entre palestinos e israelenses.
Muitos dos jovens palestinos nunca haviam visto um civil israelense – apenas soldados armados, em uniformes militares, guarnecendo os pontos de checagem, conduzindo grupos de busca a palestinos procurados ou durante operações do exército israelense.
"Eles não se parecem conosco", disse Ahed Salameh, 12, que vestia um cachecol preto com fios prateados.
Muitos dos idosos israelenses vestiam calças e camisetas, as mulheres, usando batom, vestiam roupas esporte.
"Pessoas velhas são diferentes de onde nós viemos", diz Salameh.
Ela se disse chocada ao ouvir sobre o genocídio nazista contra os judeus. Ignorância, ou mesmo negação sobre o Holocausto é comum na sociedade palestina.
Amnon Beeri, do Abraham Fund, que apóia a coexistência entre judeus e árabes, disse que a maioria dos residentes da região não sabe nada uns dos outros.
O maestro Wafa Younis, 50, tentou explicar aos jovens quem eram aqueles idosos, mas o caos no ônibus impediu que o escutassem.
O público disse pensar que as crianças árabes fossem procedentes de uma vila vizinha – não de um campo de refugiados onde 23 soldados israelenses foram mortos ao lado de 53 militantes e civis palestinos, durante os dias do confronto de abril de 2002.
Cerca de 30 idosos reuniram-se no salão no qual os meninos e meninas chegaram 30 minutos depois, atrasados por uma parada em um posto de checagem do exército de Israel fora da cidade, conforme eles mesmos explicaram.
Algumas das jovens vestiam véus muçulmanos – mas também óculos de sol e roupas escolares.
Quando o apresentador anunciou em hebreu que os jovens eram provenientes do campo de refugiados de Jenin, houve murmúrios e engasgos na platéia. "Jenin?", uma mulher perguntou de boca aberta devido a surpresa.
Younis, da vila árabe de Ara, em Israel, explicou em hebreu fluente que os jovens iriam cantar pela paz e de pronto o público explodiu em aplausos.
"Inshallah," disse Sarah Glickman, 68, usando o termo árabe para boa vontade.
O encontro teve início com uma canção árabe, "Nós cantamos pela paz”, seguida por duas peças de violinos e tambores árabes, bem como uma música improvisada em Hebraico por duas pessoas na platéia.
Glickman, cuja família mudou-se para o recém criado estado judeu em 1949, após fugir para a Sibéria para escapar dos nazistas, disse não ter ilusões de que o encontro pudesse fazer as crianças entenderem o Holocausto, mas disse que o fato poderia fazer uma pequena diferença.
"Eles pensam que somos estrangeiros porque viemos de longe", disse Glickman. "Eu concordo: é a terá deles também. Mas não havia outra opção para nós após o Holocausto.”
Mais tarde ela batia o pé no ritmo enquanto os adolescentes faziam soar um cativante tambor árabe. Após o evento, alguns dos israelenses idosos conversaram com os estudantes e registraram o momento em fotografias.
O encontro não foi totalmente isento de política. Younis dedicou uma canção a um soldado israelense prisioneiro de militantes palestinos na Faixa de Gaza – e também criticou a ocupação israelense na Cisjordânia.
Mas, disse que o principal objetivo a orquestra, formada há sete anos para ajudar crianças palestinas a se recuperarem dos traumas da guerra, é a de reunir as pessoas.
“Estou aqui para levantar espíritos", disse Younis. “Estes são pobres idosos".
Diretrizes do Jornalismo
A reformulação das diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo teve seu primeiro debate na última sexta sexta-feira (20), no Palácio Capanema, sede da representação do MEC no Rio de Janeiro. A seguir, algumas leituras dos debates.
- Duas surpresas na audiência do MEC / Sylvia Moretzsohn
- A primeira audiência e uma sugestão para as demais / Rogério Christofoletti
- Comissão faz primeira audiência / Rúbia Baptista
- Audiência destaca a importância da qualidade do ensino / Sindicato do Rio
- Defesa da qualidade é enfatizada em audiência / Fenaj
- Duas surpresas na audiência do MEC / Sylvia Moretzsohn
- A primeira audiência e uma sugestão para as demais / Rogério Christofoletti
- Comissão faz primeira audiência / Rúbia Baptista
- Audiência destaca a importância da qualidade do ensino / Sindicato do Rio
- Defesa da qualidade é enfatizada em audiência / Fenaj
Mais do excomungador
Eu já havia tratado do tema, no dia 16, com o artigo “A solidão do excomungador”. No dia 20, Leonardo Cruz reforçou a corrente com o belíssimo artigo “Como assim, senhor Bispo?”. Em pauta: o caso da menina pernambucana engravidada pelo padrasto, com ênfase na assombrosa entrevista que o Bispo Dom José Cardoso Sobrinho concedeu à Veja, na edição de 18 de março. Vale a leitura.
Agressões a árabes-israelenses aumentam exponencialmente
O aumento de ataques verbais e de agressões físicas à comunidade árabe-israelense no interior Israel tem se agravado, segundo o Mossawa Centre The Advocacy Center for Arab Citizens in Israel.
A entidade documentou 250 incidentes de agressão contra cidadãos israelenses de origem árabe desde o início do ano. Um aumento de quase 500% se comparados aos 168 incidentes do gênero registrados em todo o ano de 2008. "A agressão física e verbal tem aumentado principalmente em cidades com populações mistas de árabes e judeus", constata o relatório.
Israel tem 1,2 milhões de cidadãos israelenses de origem árabe, (20% da população), que descendem dos 160.000 árabes que não fugiram ou não foram expulsos durante a guerra de 1948, a que se seguiu à criação do Estado de Israel.
A entidade documentou 250 incidentes de agressão contra cidadãos israelenses de origem árabe desde o início do ano. Um aumento de quase 500% se comparados aos 168 incidentes do gênero registrados em todo o ano de 2008. "A agressão física e verbal tem aumentado principalmente em cidades com populações mistas de árabes e judeus", constata o relatório.
Israel tem 1,2 milhões de cidadãos israelenses de origem árabe, (20% da população), que descendem dos 160.000 árabes que não fugiram ou não foram expulsos durante a guerra de 1948, a que se seguiu à criação do Estado de Israel.
Quer um emprego? Crie um blog
Criar e manter um blog pode ajudar você a conseguir um emprego. É o que afirma um texto da Forbes, Blogging Your Way Into A Job. Vale a leitura. Dica pinçada no Gjol.
terça-feira, 24 de março de 2009
Ativista americano ferido por israelenses luta pela vida

O ativista estadunidente pelos direitos humanos Tristan Anderson, 38, permanece em condições críticas após três operações no cérebro, realizadas no hospital Tel Hashomer, em Israel. Ele foi atingido na cabeça por um projétil de gás de alta velocidade, disparado por forças de segurança israelenses, durante uma demonstração de árabes e judeus no dia 13, contra a construção do Muro de Israel na região da vila Ni'lin, na Cisjordânia.
Testemunhas disseram que o projétil – que tem um alcance de 400 metros – foi disparado diretamente contra Anderson de uma distância de 60 metros, enquanto ele conversava com outros três ativistas no centro da vila. Anderson sofreu múltiplas fraturas cranianas, ferimento severo no lóbulo frontal e no cérebro além de ter um globo ocular destruído. Seus pais apelaram ontem por uma investigação aprofundada sobre o caso.
Testemunhas disseram que o projétil – que tem um alcance de 400 metros – foi disparado diretamente contra Anderson de uma distância de 60 metros, enquanto ele conversava com outros três ativistas no centro da vila. Anderson sofreu múltiplas fraturas cranianas, ferimento severo no lóbulo frontal e no cérebro além de ter um globo ocular destruído. Seus pais apelaram ontem por uma investigação aprofundada sobre o caso.
STF marca para 1º de abril o julgamento sobre a Lei de Imprensa
O Supremo Tribunal Federal julga na próxima quarta-feira, dia 1º de abril, a revogação da Lei de Imprensa e, em conseqüência, a obrigatoriedade do diploma para o exercício do Jornalismo no Brasil. Em fevereiro de 2008, os ministros da Suprema Corte concederam liminar (decisão provisória) que suspendeu a aplicação de boa parte da lei.
Leia mais sobre o tema:
- Priscila, Greenpeace e o canudo
- Os defensores do diploma e seus debates imaginários
- Debate sobre o diploma de jornalismo... que debate?
- Jornalismo e assessoria de imprensa: ética e realidade
- Manifestações contra a exigência de diploma de jornalismo
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