Mais uma vez Diego Viana surpreende com um texto relevante, um soco (elegante, no entanto) na cara da gente. O artigo “Algo a dizer”, publicado dia 5 em seu blog, é uma análise contundente da blogosfera e das criaturas que a alimentam diariamente. Recomendo a leitura.
sexta-feira, 20 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
Aids, Bento XVI e Azevedo
Além de expert em política, economia, saúde, culinária, espeleologia e outras muitas áreas da ciência e do conhecimento humano e intergalático, Reinaldo Azevedo, agora, se mostra um profundo conhecedor da sexualidade. Imperdível o grau de irresponsabilidade e obscurantismo que ele alcançou com o post “E por falar em sexo...”.
Seu comentário veio na onda das recentes declarações do papa Bento XVI que, em visita à Camarões (África), disse que a distribuição gratuita de preservativos não colaborava na luta contra a AIDS: sugeriu a abstinência sexual como remédio mais eficaz. Não é preciso dizer que a declaração gerou reações em todo o mundo.
A pouca flexibilidade do Vaticano torna-se mais notória quando confrontada com o avanço da AIDS no mundo.
Quando o Papa João Paulo II afirmou – na Tanzânia, em 1990 - que o uso de preservativos era pecado em toda e qualquer circunstância e que só a abstinência e a fidelidade podiam evitar o alastramento da epidemia, havia dez milhões de pessoas infectadas com o vírus do HIV. Hoje, são perto de 40 milhões.
Dois terços desse total vivem na África. Em 2010, dos 50 milhões de órfãos que a ONU calcula que venham a existir naquela zona do globo, 18 milhões serão órfãos da síndrome de imunodeficiência adquirida. Em 1990, 2% das crianças africanas tinham perdido um ou os dois pais para a AIDS. Hoje, esse valor é de 28%. Ainda assim, Bento XVI repete exatamente o discurso de seu antecessor.
Na África, o continente mais afetado pela doença, ainda há muitas pessoas que acreditam que a AIDS é um castigo divino. Portanto, esperam da parte do Papa uma resposta para a doença. Vale lembrar que um quinto dos africanos é católico e que esta é a região do mundo onde a Igreja de Roma mais tem crescido.
Seria muito pedir responsabilidade?
Seu comentário veio na onda das recentes declarações do papa Bento XVI que, em visita à Camarões (África), disse que a distribuição gratuita de preservativos não colaborava na luta contra a AIDS: sugeriu a abstinência sexual como remédio mais eficaz. Não é preciso dizer que a declaração gerou reações em todo o mundo.
A pouca flexibilidade do Vaticano torna-se mais notória quando confrontada com o avanço da AIDS no mundo.
Quando o Papa João Paulo II afirmou – na Tanzânia, em 1990 - que o uso de preservativos era pecado em toda e qualquer circunstância e que só a abstinência e a fidelidade podiam evitar o alastramento da epidemia, havia dez milhões de pessoas infectadas com o vírus do HIV. Hoje, são perto de 40 milhões.
Dois terços desse total vivem na África. Em 2010, dos 50 milhões de órfãos que a ONU calcula que venham a existir naquela zona do globo, 18 milhões serão órfãos da síndrome de imunodeficiência adquirida. Em 1990, 2% das crianças africanas tinham perdido um ou os dois pais para a AIDS. Hoje, esse valor é de 28%. Ainda assim, Bento XVI repete exatamente o discurso de seu antecessor.
Na África, o continente mais afetado pela doença, ainda há muitas pessoas que acreditam que a AIDS é um castigo divino. Portanto, esperam da parte do Papa uma resposta para a doença. Vale lembrar que um quinto dos africanos é católico e que esta é a região do mundo onde a Igreja de Roma mais tem crescido.
Seria muito pedir responsabilidade?
Descanso de domingo
O jornal sindicalista português A Batalha (que viveu e sobreviveu entre 1919 e 1927) explicou desta forma a sua decisão de ter como descanso semanal o domingo, o que na prática fazia com que não houvesse edição de segunda-feira: "Reservamos um dia para nosso descanso - o sétimo. Também no sétimo dia, pelo que rezam as Escrituras, descansou Deus - criatura que aliás não faz parte da nossa redacção".
Império Israelense
Só não vê quem não quer: Relatório da União Europeia diz que Israel está anexando Jerusalém Oriental.
quarta-feira, 18 de março de 2009
450 x 1
Quanto vale uma vida? Sem entrar no mérito político da questão, é incrível que a vida de um soldado israelense seja equivalente a de 450 ativistas palestinos.
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