Semana On

quarta-feira, 18 de março de 2009

Os verdadeiros gargalos éticos do jornalismo

Excelente o artigo “A sociedade quer informação com ética e qualidade?”, do engenheiro civil Heitor Reis, publicado ontem no Observatório da Imprensa. Reis traça uma argumentação ferina e profunda a respeito do debate sobre o diploma para o exercício do Jornalismo no Brasil e aponta, de fato, onde está o nó para que se produza um jornalismo ético e compromissado. Disse o que a maioria dos coleguinhas prefere fingir que não sabe.

Leia mais sobre este tema:

- Priscila, Greenpeace e o canudo
- Os defensores do diploma e seus debates imaginários
- Debate sobre o diploma de jornalismo... que debate?
- Jornalismo e assessoria de imprensa: ética e realidade

Conferência de Comunicação tem data e tema

O governo definiu o tema da 1ª Conferência Nacional de Comunicação. A temática do encontro será "Comunicação: Direito e Cidadania na Era Digital". O objetivo é abordar telecomunicações, televisão, rádio, internet e mídia impressa e o foco das discussões deverá ser a construção de políticas públicas para o setor de comunicação. O evento está marcada para os dias 1, 2 e 3 de dezembro e provavelmente será em Brasília. Até lá, serão realizadas conferências preparatórias nos estados.

É lícito aos israelenses apoiarem o racismo e a intolerância?

Um dos argumentos mais comuns entre os que defendem que Israel não devolva aos palestinos as terras que ocuparam ilegalmente nos últimos 60 anos é o fato de alguns grupos radicais islâmicos terem apelado para a guerrilha e o terrorismo como resposta a ocupação e, também, por alguns destes grupos não reconhecerem a existência - e até mesmo pregarem a destruição – de Israel.

No Brasil, uma das principais vozes a defender este ponto de vista é a do articulista da revista Veja, Reinaldo Azevedo. No dia 17 de fevereiro, no comentário “Israel, a Paz e a Terra”, ele diz que “Israel não tem de desistir de um palmo de terra enquanto os palestinos não desistirem do terror” e que “sem isso, é melhor Israel desistir da paz... em troca de terra.”. Segundo Azevedo, a suposição “de que os terroristas querem terra apenas” é falsa, e sentencia: “Fosse isso, acreditem, elas já teriam sido dadas.”.

As citações acima são repletas de armadilhas para os incautos. Em primeiro lugar não se pede que Israel “desista” de terra alguma. O que se pede é que Israel devolva as terras ocupadas ilegalmente, conforme estabelecem as resoluções 181 e 242 da ONU. Em segundo lugar, os palestinos não escolheram o terror para lidar com a ocupação. Alguns grupos radicais entre os palestinos, isso sim, adotaram esta estratégia. Dizer que os “palestinos” devem abdicar do terror é o mesmo que dizer que todo israelense é racista e odeia os árabes, o que não é verdade. Finalmente, Azevedo mente ao dizer que as terras já teriam sido “dadas” aos “terroristas” se esta fosse a condição para o fim dos ataques contra Israel. Mente, pois a definição de terror a que Azevedo se refere nem sempre foi a arma palestina para recuperar as terras ocupadas. Durante as primeiras décadas do conflito, ele se desenrolou com agressões de ambas as partes, uma guerra de guerrilhas que, posteriormente, descambou para o terror de ambos os lados. E, diga-se, este terror, poderia ser aplicado com muito mais consistência, nestas décadas, aos grupos paramilitares israelenses que perpetraram massacres e limpeza étnica por toda a região.

Ou seja: o que os defensores de solução alguma – entre eles Azevedo – querem, de fato, é que o conflito perdure até que os palestinos não tenham outra opção que migrar para a Jordânia, o Egito, ou seja para onde for, deixando aos sionistas seu botim.

Pesos e medidas

Estes mesmos críticos que apontam os grupos islâmicos como empecilhos para qualquer tipo de negociação, se omitem quando o assunto é a radicalização do racismo e da intolerância religiosa em Israel. Em março de 2008, um relatório da ONG israelense Mossawa já apontava este fenômeno.

Além de acusar líderes políticos de criarem um clima de "legitimação ao racismo" contra os cidadãos árabes - que representam 20% da população do país - a pesquisa mostrava que 75% dos cidadãos judeus israelenses não estavam dispostos a morar no mesmo prédio com um vizinho árabe e que 61% deles não receberiam a visita de árabes em sua casa. A pesquisa indicava também que 55% dos entrevistados defendiam a separação entre judeus e árabes nos espaços de lazer e 69% dos estudantes secundários achavam que os árabes "não são inteligentes".

O relatório atribuiu esse fenômeno, em parte, ao agravamento do conflito entre israelenses e palestinos, mas também aponta o papel de líderes políticos no incitamento contra os cidadãos árabes.

No documento são citados ministros e parlamentares que "baseiam sua força em posições de ódio e incitam ao racismo". O político mais citado é Avigdor Liberman, líder do partido de extrema-direita Israel Beiteinu (Nossa Casa). Liberman foi nomeado na segunda-feira (16) ministro das Relações Exteriores, e seu partido terá outras importantes pastas (Segurança Interna e Turismo e Integração) no governo do primeiro-ministro designado Benjamin Netanyahu.

E o que defende o ministro das Relações Exteriores de Israel?

Em suas próprias palavras: "Os árabes israelenses são um problema ainda maior do que os palestinos e a separação entre os dois povos deverá incluir também os árabes de Israel... por mim eles podem pegar a baklawa (doce árabe típico) deles e ir para o inferno", afirmou.

Para Liberman, Israel deve "trocar" as aldeias árabes israelenses pelos assentamentos nos territórios ocupados, ou seja, as aldeias árabes passariam a fazer parte de um estado palestino e os assentamentos seriam anexados a Israel.

Importante dizer que os árabes israelenses a que se refere o ministro são cidadãos israelenses, da mesma forma que eram cidadãos alemães os judeus expulsos de suas casas por Hitler e enviados para o exílio forçado e para os campos da morte.

O jornalista Paulo Moreira Leite, no artigo “Ministro israelense tem ideias que lembram nazismo”, faz uma brilhante relação entre o que está ocorrendo em Israel e um passado tenebroso. “Em 1935, dois anos depois da ascensão de Hitler ao poder, foram aprovadas as primeiras leis de Nuremberg. Elas não criaram campos de concentração nem câmaras de gás, mas dividiam a população alemã em duas categorias. A dos cidadãos de ‘puro sangue alemão’, que tinham todos os seus direitos assegurados. Os outros, que não tinha a mesma origem, eram considerados ‘súditos do Estado’.”.

Liberman não está sozinho nesta sanha fascista. Yehiel Hazan, do partido Likud, referiu-se aos árabes como "vermes". O atual ministro da Habitação e Construção, Zeev Boim, do partido Kadima, disse que o "terrorismo islâmico poderia ter razões genéticas". O deputado do partido de direita Ihud Leumi, Efi Eitam, defendeu a expulsão dos palestinos da Cisjordânia e a exclusão dos cidadãos árabes israelenses da política do país. "Eles (os cidadãos árabes) são uma quinta coluna, traidores, não podemos permitir a permanência dessa presença hostil nas instituições de Israel", declarou. O rabino Dov Lior, líder dos assentamentos ilegais de Hebron e Kiriat Arba, proibiu seus seguidores de alugar casas a árabes ou de empregar funcionários árabes.

Conseqüência deste agigantamento do racismo contra os árabes e palestinos ocorreu no dia 12 de janeiro, quando a Comissão Central Eleitoral israelense proibiu três partidos árabes-israelenses (Pacto Democrático Árabe, Ra'am e Ta'al) de apresentarem suas listas para as eleições gerais que foram realizadas no dia 10 de fevereiro. A Suprema Corte de Israel derrubou a proibição.

Neste momento, Netanyahu pretende construir um governo deixando de lado as exigências do Kadima, partido da atual ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, que, no domingo, reafirmou que a legenda "só se juntará a um governo com o Likud se seu programa estabelecer a necessidade de dois Estados para dois povos (Israel e Palestino) e der continuidade ao processo de paz da conferência internacional de Annapolis (EUA)", celebrada em novembro de 2007.

No entanto, Netanyahu rejeita a idéia de um Estado palestino.

Portanto, seria interessante perguntar a Reinaldo Azevedo e aos que sacam rápido ao apontar o radicalismo islâmico e o terrorismo como empecilhos para a paz, se não seria, também, propício aos palestinos interromperem qualquer negociação e continuarem combatendo Israel enquanto os “israelenses” estiverem apoiando um primeiro ministro que se nega a cumprir as resoluções da ONU ou elegerem racistas que pregam políticas de exclusão racial e religiosa de forma aberta e com o apoio de importantes parcelas da população.

Poesia

Mas, em minha garganta estava a vida
sussurrando um desejo de sorte

Fragmento de poema de Tomaz Leite, no Poema Dia

Frases

“Viajar talvez seja isso: colocar em contato a estranheza do mundo com a estranheza de mim mesmo.”
Leonardo Cruz, médico brasileiro radicado na França, em seu excelente artigo “Viagens e memória: o novo mundo”, cuja leitura recomendo veementemente para os que se apaixonam por lugares e jeitos diferentes de viver.

Fotojornalismo

Gleb Garanich, fotógrafo da Reuters baseado na Ucrânia, recebeu a terceira colocação na categoria Spot News Singles do 2008 World Press Photo of the Year contest, com esta foto de um homem pranteando o irmão morto durante um bombardeio em Gori, na Geórgia.

terça-feira, 17 de março de 2009

Obama e o etanol

Em uma declaração pública feita após o encontro com o presidente Lula no último sábado (14), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a taxa sobre o etanol brasileiro é motivo de "tensão" entre os dois países e afirmou que o sistema "não vai mudar do dia para a noite". O fato é que Obama tem motivos de sobra para manter na geladeira as pretenções brasileiras de ter facilitada a exportação de etanol para os EUA.

Em dezembro eu já havia falado disso. “Colocar as fichas de uma possível reviravolta neste setor na boa vontade de Obama pode não ser uma boa idéia. No artigo Obama e o biocombustível, publicado aqui no dia 12 de novembro, traço um panorama histórico pouco convincente sobre os interesses do novo governo estadunidense sobre o nosso etanol. Torço para estar errado.”.

Parece que acertei.

Conferência discutirá comunicação social

O Governo Federal vai realizar uma conferência nacional que irá discutir a comunicação social no país, informa reportagem de Andreza Matais, publicada nesta terça-feira pelo jornal Folha de S.Paulo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já determinou a três ministros a realização do evento ainda neste ano para discutir temas como concessão de rádio e TV e convergência tecnológica, garante a reportagem.

Segundo a Folha, o foco do evento estará voltado para as novas mídias, como internet, TV a cabo e celular. O governo está definindo os detalhes do decreto que irá convocar a conferência, prevista para dezembro.

Venezuela: socialismo ou barbárie?

Uma revolução muda ocorre neste momento na Venezuela. Que cara tem esta revolução? Isso depende da leitura que se faz de direita e de esquerda, de liberdade e servidão. Há quem diga que se trata de uma revolução socialista, há os que sustentem tratar-se de uma guinada totalitária.

Mais um capítulo deste debate ocorre neste momento, enquanto tentamos entender os rumos da América Latina. Na segunda-feira (16 de março) deu-se início a ordem expedida por Hugo Chavez de ocupação dos portos e aeroportos do país que se encontram em cidades governadas pela oposição. Segundo o site do jornal "El Carabobeño", cerca de 300 soldados do Exército já ocupavam na segunda-feira (16) o porto de Cabello (em Carabobo). Chávez ameaçou prender os governadores que tentarem resistir à decisão.

O anúncio ta ocupação foi feito três dias depois que o Congresso aprovar uma lei que permite ao governo central assumir estradas, portos e aeroportos sob administração dos governadores.

Uma medida de caráter socialista? Sim, para os que entendem socialismo como estatização e controle do Estado sobre a sociedade civil. É o que se pode decifrar, por exemplo, das declarações do deputado e constitucionalista Carlos Escarra (PSUV), para quem a descentralização citada por Chavez para justificar a ação significaria a transferência das estradas, portos e aeroportos ao controle do poder popular: “E o poder nacional é o reitor, o ordenador desse poder popular", diz o deputado. Ou seja, o Estado representa o anseio popular.

Para quem pensa socialismo como – entre outras coisas - a descentralização do poder e o empoderamento popular, o que ocorre na Venezuela lembra a sanha fascista ou os falidos totalitarismos de esquerda, onde o Estado se transformou no grande provedor, berço de uma nova elite, dirigido por figuras messiânicas e pelo culto à personalidade.

É fato que as novas constituições de Venezuela, Bolívia (com Evo Morales) e Equador (com Rafael Correa) promoveram uma extrema concentração de poder nas mãos do Executivo. Em recente artigo publicado no Escrevinhamentos (“Chavez, direita, esquerda e fascismo”) eu já havia abordado o caráter centralizador das três constituições, que, segundo artigo do jornalista Joshua Partlow, publicado no dia 17 de fevereiro no The Washington Post – baseado, por sua vez, em reportagem do jornal espanhol ABC, de novembro de 2007 – foram escritas, ou profundamente influenciadas, por um grupo de acadêmicos espanhóis – reunidos no Centro de Estudos Político e Sociais (CEPS), da Universidade de Valença - encabeçado por Roberto Viciano Pastor. Professor de Direito Constitucional na Universidade de Valencia (titular da Cátedra Jean Monnet sobre Instituições Comunitárias), Pastor teria sido ex-militante do grupo fascista Fuerza Nova, que na década de 60 apoiava o ditador Francisco Franco na Espanha.

Socialismo ou barbárie?

Para o sociólogo venezuelano Edgardo Lander, da Universidade Central da Venezuela, “o acúmulo teórico sobre o socialismo que se pretende para a Venezuela ainda é muito incipiente, preliminar”. Diz o acadêmico: “Se fala muito em socialismo do século 21, mas não há uma discussão política e sociológica sobre o que é isso”.

Segundo Lander, se por um lado Chavez constrói mecanismos de participação popular (N.R: como os referendos), por outro mantém uma centralização estatista e personalista que opera numa lógica contraditória de um processo de democratização. “Há um modelo crescentemente estatista onde a autonomia das mobilizações está vinculada ao poder político”, opina.

A possibilidade de perpetuar-se no poder, conquistada pelo presidente venezuelano após o referendo de 15 de fevereiro, é outra questão interessante nesta dicotomia entre esquerda e direita que domina o debate sobre o que ocorre no país. O uso da consulta popular, baseado em noções de democracia direta, é uma ferramenta importante para a construção de um socialismo descentralizado e focado na real vontade popular. No entanto, a vontade popular em uma sociedade empobrecida e de baixo nível intelectual, pode ser facilmente manipulada.

Editor do jornal Brecha e especialista em América Latina, o jornalista uruguaio Raúl Zibechi crê que, da forma em que está sendo posto na Venezuela – contaminado por agentes estatais - o referendo popular não pode ser considerado uma medida de caráter socialista. “O socialismo é composto por relações sociais baseadas na solidariedade, na ajuda mútua, na reciprocidade e na propriedade coletiva dos meios de produção. E isso não é feito pelos Estados, nem pelos governos, nem pelos caudilhos, mas sim pelos setores populares organizados em movimentos sociais, de baixo para cima”, define.

Na Venezuela, estes “agentes estatais” são representadas pelas políticas assistencialistas bancadas pelo petróleo e pela infiltração dos agentes chavistas em todos os âmbitos da máquina pública e de controle social. Assim como no Brasil o programa Bolsa-Família tem sido um dos motivos mais fortes para a concentração do voto das camadas menos favorecidas em Lula (conforme já abordei no artigo “Frei Betto e o assistencialismo”), sob Chavez os venezuelanos excluídos respondem com voto aos benefícios do Estado bancados pelo petróleo.

Qual será a reação de Chavez quando a estrutura populista construída sobre a exportação de petróleo se tornar pesada demais para ser bancada pelo Estado? Em interessante artigo datado de fevereiro de 2007, publicado no World Socialist Website, Jair Antunes faz uma consistente abordagem sobre esta questão.

De lá para cá, esta dependência mostrou seu lado sombrio com a queda brusca no preço do petróleo - que caiu quase US$ 100/barril nos últimos oito meses.

A necessidade de realizar uma rígida política fiscal, com cortes nos gastos sociais e na ajuda que tem mantido a outras nações sul-americanas será o grande teste do “socialismo bolivarista” de Chavez. Os primeiros sinais destes ajustes foram dados no domingo (15) com o anúncio de possível reajuste no preço da gasolina, até então mantido intacto graças ao financiamento social garantido pelo petróleo. Enquanto isso, a inflação saltou para 30,7%, comparada a 24,1% no último ano e a taxa de crescimento do país no último semestre de 2008 caiu 2%, se comparado com os 8,5% durante o mesmo período de 2007.

Conflito de classes

O resultado inevitável desse aprofundamento da crise econômica será a intensificação dos conflitos de classe no país, que, por sua vez, deve expor de maneira mais aguda as divisões de classe dentro do próprio movimento chavista.

Não é de hoje que se denuncia o controle chavista sobre os sindicatos e desde fevereiro há claros sinais de insatisfação no setor. No artigo “Chavez vence referendum em meio ao aprofundamento da crise na Venezuela”, Bill Van Auken aponta a centralização da “revolução bolivariana” na Venezuela e afirma que “com a inflação exercendo uma pressão crescente sobre os salários e novos ataques aos empregos, os trabalhadores venezuelanos têm respondido com greves combativas que rapidamente se desdobram em violentos confrontos com as forças estatais”. Diz, ainda, que “o governo tem buscado conter qualquer oposição de esquerda, arrebanhando várias organizações dentro do seu partido”, o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV).

Isso já está acontecendo.

Em 29 de janeiro, a polícia atirou e matou dois metalúrgicos em uma assembléia de trabalhadores que se realizava na planta da Mitsubishi, no estado de Anzoátegui. Os trabalhadores ocuparam a fábrica em apoio aos 135 companheiros do setor de limpeza e manutenção que foram demitidos. Além dos dois operários mortos - José Gabriel Marcano Hurtado, 36, operário da Mitsubishi e Pedro Suárez Poito, 23, trabalhador de uma fábrica de autopeças que havia se somado ao protesto - ao menos outros seis operários foram atingidos pelos tiros da polícia.

Em novembro passado, três dirigentes sindicais de esquerda - Richard Gallardo, Luis Hernández e Carlos Requena - foram assassinados no estado venezuelano de Araqua após a ocupação de uma fábrica de leite colombiana, desmantelada violentamente pela polícia.

Afinal, que socialismo é este?

Nos 70 anos da Guerra Civil Espanhola (1936-1939)