Semana On

sábado, 7 de março de 2009

Fotojornalismo

O fotógrafo Jerome Bonnet, basedo na França, recebeu o segundo lugar na categoria Portraits Singles do 2008 World Press Photo of the Year contest, com esta foto do ator Dennis Hopper.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Fotos de Gaza

O jornalista e ativista palestino Sameh A. Habeeb disponibiliza no Picassa seu acervo de fotografias sobre o dia-a-dia da população palestina na Faixa de Gaza. As fotografias de Habbeb retratam momentos do cotidiano dos 1,5 milhões de pessoas que se espremem entre o mar e Israel e expressam a sua tentativa de imprimir um tom de normalidade em suas vidas.

Pingos nos is

Intervenção minuciosa em nossos textos, trocas de palavras a mando de chefes, entrevistas de candidatos (gravadas na rua) escolhidas a dedo, à distância, por um personagem quase mítico que paira sobre a Redação: ‘o fulano (e vocês sabem de quem estou falando) quer esse trecho; o fulano quer que mude essa palavra no texto’.”

Rodrigo Vianna, desabafando no artigo Lealdade sobre seus 12 anos de TV Globo.

Na mesma linha, Luiz Carlos Azenha faz uma crítica contundente à tentativa de truncar informações relativas ao papel de alguns veículos de comunicação durante a Ditadura.

Frases - LXXIII

“...como, pela lógica rudimentar, poderá dar certo uma situação na qual 1.500 professores que erram todas as perguntas feitas num exame para avaliar sua capacidade são autorizados a dar aulas na escola pública?”
J.R Guzzo, sobre a maquinação do sindicato dos professores de São Paulo, que permitir que 1500 professores que erraram as 25 questões de um teste aplicado pela secretaria municipal de Educação possam dar aulas na rede municipal.

Ressaca

gosto amargo de azeitona e berinjela
mais um travo de desejo amarfanhado
meio copo de cerveja sobre a mesa
cheiro acre de fumaça de cigarro.
para além de tudo aquilo paira ela
boca seca amanhecido olhar parado
tão afeita à solidão e à incerteza
enojada de seu corpo e o que é bizarro
masturbando-se à janela de manhã
a fitá-lo adormecido abandonado
entre os restos de comida no tapete
e o cachorro aconchegado no divã.
vomitou pouco depois de haver gozado
e rendeu-se ao abandono das paredes.

Márcia Maia, no Poema Dia

Fotojornalismo

O fotógrafo Steve Winter, da National Geographic Magazine, venceu a categoria Nature Stories do 2008 World Press Photo of the Year contest, com esta foto de um leopardo das neves.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Closed Zone

O poder de uma imagem é incrível e, como dizem, pode valer por muitas palavras. É o caso da animação “Closed Zone”, de Yoni Goodman (um dos criadores do premiado filme israelense “Waltz with Bashir”). Com apenas 90 segundos o filme retrata profundamente o encarceramento forçado de 1,5 milhão de palestinos na Faixa de Gaza.

Cotas

A questão das cotas raciais nas universidades federais brasileiras é um vespeiro. Ser contra, significa adotar uma postura que se torna alvo fácil de detratores e crítica ácida. Ocorre que assim são os temas difíceis. Adotar a saída mais simples, o populismo barato, a leitura superficial é irresponsabilidade com a qual eu, particularmente, não quero compactuar.

A reportagem publicada na última edição da revista Veja é uma luz em meio à escuridão que permeia o tema. A jornalista Camila Pereira conseguiu, didaticamente, expor todos os “senãos” que contrapõem os loas entoados por quem enxerga nas cotas a panacéia final para as injustiças sociais históricas do País.

Falei sobre o tema no ano passado, no post “É a formação superior a única saída para a inclusão social?”. Algumas preocupações que levantei, então, foram bem abordadas no artigo de Camila, em especial nos motivos elencados para que o tema seja mais debatido antes de ser aprovado - do jeito que está - no Senado.

O Estado não deve legislar sobre raça
Estabelecer direitos distintos com base na cor da pele significa dar amparo legal à idéia de que negros e brancos devem ser tratados diferentemente. Com outras intenções, foi essa mesma idéia absurda a base do único regime contemporâneo erguido sobre o conceito de separação racial, o apartheid da África do Sul. Raça é hoje um conceito desmoralizado pela ciência, pois podem ser medidas mais variações genéticas entre dois indivíduos loiros do que entre um loiro e um negro. Por isso, raça não é base sólida para legislar.

Definir quem tem direito às vagas com base na cor da pele será fonte de polêmicas infindáveis e injustiças irreparáveis
A biologia mostra que o biótipo (carga genética) não se manifesta totalmente sobre o fenótipo (aparência). Significa dizer que pessoas de ancestralidade negra podem parecer menos negras do que alguns brancos com descendência negra remota. Quem definirá quem é negro, pardo ou branco?

As cotas não resolvem as desigualdades sociais
Uma emenda ao projeto prevê que 50% dos beneficiados pela cotas, além de negros, pardos ou índios, sejam egressos de escolas públicas. Da forma como está, a lei ainda é confusa quanto aos benefícios a que teria direito o brasileiro branco e pobre. O texto afirma que as vagas devem ser preenchidas por negros, pardos e índios, “no mínimo” na proporção em que suas etnias participam da composição da população em cada estado. Ao usar a expressão “no mínimo” e não se referir aos brancos, a lei abre espaço para que as demais vagas também sejam ocupadas por negros, pardos e índios. Além disso, a lei privilegiaria um contingente de jovens menos preparado academicamente. Estes ocupariam as vagas de jovens mais preparados pela simples razão de terem nascidos brancos e terem melhores condições sociais. O efeito desta estratégia é perigoso: ele pune o esforço individual e cria uma casta de cotistas.

O verdadeiro problema da educação brasileira é o ensino básico
O problema da educação no Brasil não começa no ensino superior. Apenas 20% dos alunos mais pobres concluem o ensino médio. Entre os que chegam à formatura, uma minoria tem condições de cursar uma faculdade, mesmo gratuita. Metade dos alunos conclui o ensino básico sem conseguir executar as operações fundamentais de matemática e sem entender o conteúdo de textos simples.

As cotas ferem o princípio da meritocracia
Como explicar a um aluno classificado na 65ª posição num dos vestibulares mais concorridos do país que sua vaga será ocupada pelo milésimo colocado no mesmo concurso? Esta é o tipo de distorção que ocorrerá nas universidades brasileiras, caso as cotas sejam adotadas na proporção em que prevê o projeto que tramita no Senado. Nos Estados Unidos, onde as cotas já foram julgadas inconstitucionais, o objetivo das políticas de inclusão é garantir a diversidade sem prejudicar os talentos de cada um, beneficiando candidatos negros, mulheres, estrangeiros, esportistas. Só entra, no entanto, quem tirar boas notas. No Brasil, a tendência será a de premiar a incapacidade e punir o talento.

Os mesmos problemas se repetem nos países onde as ações afirmativas foram adotadas
Foi o que verificou o maior estudo internacional já feito sobre o efeito das cotas, conduzido pelo economista americano Thomas Sowell, da Universidade Stanford, segundo o qual as ações afirmativas não foram responsáveis pelo progresso dos grupos beneficiados, mas transformaram-se em uma estratégia que se perpetua apenas pelo custo político de ser erradicada.

Poesia

E, se me calo, verbos flutuam

Trecho de poema de Alyne Costa, lá no Poema Dia

Frases - LXXII

“O que leva um ministro a perder tempo brigando pelo comando do fundo de pensão dos aposentados é um mistério preocupante”
Tânia Vera, presidente da Associação dos Aposentados de Furnas, em reportagem da revista Veja sobre a voracidade dos políticos em relação ao comando dos fundos de pensão.