Semana On

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Beleza

Persiste a beleza ainda que
Tudo esteja disforme
Ainda que eu me confunda
Ao olhar arredores
E perceber que já não sei

Ainda há beleza escondida
Em teu olhar de rosa

Mesmo que nas esquinas
Se escondam olhares estranhos
Que nas calçadas
Se arrastem pés cansados
Ainda que me entristeça
Ao procurar por ontens

Ainda há beleza escondida
Em teu olhar de rosa

VB

Um pouco de Lou Reed

Brasis...

Fato Sórdido

Um terço dos deputados e 40% dos senadores são réus ou foram condenados por delitos graves pela justiça ou pelos tribunais de contas. São 31 senadores (38% dos 81) e 185 deputados federais (36% dos 513). Os delitos de maior ocorrência entre os senadores é a compra de voto, desvio de dinheiro público e propaganda irregular. Entre os deputados os crimes mais comuns são o desvio de dinheiro público, a compra de voto e improbidade administrativa. O PMDB é o partido com mais réus (11 senadores e 38 deputados federais).

Notícia Triste

Por quatro votos a três, o plenário Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na última terça-feira, 10, que os candidatos que respondem a processo criminal na Justiça podem concorrer nas eleições, independentemente das acusações que pesem contra eles ou das condenações em primeira ou segunda instância por crimes por eles cometidos. Prevaleceu o voto do ministro Ari Pargendler, segundo o qual a Constituição Federal deixa claro que até julgamento final de uma ação, ninguém pode ser penalizado ou culpado.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Junho

Enquanto junho se vai
Pelos olhos da menina
Se equilibra lágrima
E se esparramam os meses
Tempo de lembranças
De balanços e jardins

De saia rendada ela baila
Por entre pernas que cruzam seu
Caminho repleto de sóis
cheios de azul e de mar

E junho se esvai
por entre suas mãos pequenas
pelas faces de nunca que
por seu caminho estancam
como pedras como pedras como pedras

VB

Flores para Coimbra

Que mil flores desabrochem.
Que mil flores (outras nenhumas) onde amores fenecem
que mil flores floresçam onde só dores
florescem.

Que mil flores desabrochem.
Que mil espadas (outras nenhumas não)
onde mil flores com espadas são cortadas
que mil espadas floresçam em cada mão.

Que mil espadas floresçam
onde só penas são.
Antes que amores feneçam
que mil flores desabrochem.
E outras nenhumas não.

Manuel Alegre

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Lançamento de "Outros Sentidos"



Teatro, circo, música, fotografia e poesia compuseram o sarau de lançamento do livro “Outros Sentidos” na noite da última quinta-feira, no Museu de Arte Contemporânea de Campo Grande (Marco).

Um dos pontos altos do evento foi a apresentação dos atores Luciana Kreutzer, Ligia Prieto e Bruno Moser que, sob a direção de Nill Amaral, declamaram poesias do livro. A noite contou também com a apresentação de Mauro Guimarães e Luciana Kuetzer, do Grupo Circo do Mato, e da cantora Maria Alice, acompanhada por Marcos Assunção no violão e pelo DJ Marquinhos Espinosa.

O sarau contou com a presença de cerca de 300 pessoas, entre jornalistas, empresários e gente ligada ao mundo das artes. Marcaram presença o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Edil Albuquerque; o ex-vereador Djalma Blans; o presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Américo Calheiros, o presidente da Academia Sul-mato-grossense de Letras, Reginaldo Alves de Araújo; o presidente da secional MS da União Brasileira de Escritores, Samuel Xavier Medeiros; o deputado estadual Pedro Kemp; a diretora do MARCO, Maisa de Barros entre outros.

O livro “Outros Sentidos” une as minhas poesias (Victor Barone) às fotografias da também jornalista Elis Regina e nanquins da publicitária Nanci Silva – que assina a identidade gráfica da obra.


A obra pode será adquirida diretamente com o autor pelo telefone (67) 8113-1292


Confira algumas fotos do lançamento no link a seguir:

http://s41.photobucket.com/albums/e270/VictorBarone/livro/

De volta...

Olá pessoal. Vou retomar meu blog. Espero que desta vez consiga manter o ritmo.
Alguns poemas recentes.

-

Estou de pé sobre asfalto quente
Sedento de um antes, de um passo a frente
Que me leve adiante, que me sustente
E me seque esta angústia

Estou aqui, a pé, descrente
Querendo uma brisa que me acalente
Que me leve adiante, como semente
E que me incendeie a alma

Aqui estou eu, aguardando um sol

VB

-

Suspirou como um gozo sofrido
e derramou-se em teu ventre
em palavras que voam.

Transbordou como mar que se cala
e libertou as amarras
em vento morno.

Semeou com mão sagrada
descortinando este céu
numa nesga de paz.

VB

-

Sou como terra devastada
Por onde caminhas com pés de seda
Por onde sopram os ventos secos
Que me roubam a lágrima

Sou como terra devastada
Onde se aninhas em busca de colo
Onde ecoam estes lamentos
Que me anoitecem a alma

És minha pétala em flor
A me elevar desta aridez
A expulsar de mim este deserto
A me despertar sabores esquecidos

És este lábio de fruta
A me recordar os sentidos

VB

sábado, 30 de dezembro de 2006

QUER SER UM PARCEIRO?

O Escrevinhamentos quer ter você como parceiro. Temos um público selecionado, composto por formadores de opinião, que pode oferecer um retorno interessante para sua empresa ou produto.

Contatos com Victor Barone
Telefone: (67) 8113-1292
MSN e E-mail:
victor.barone@globo.com

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Ainda estou aqui...

Um poema

Suspirou como um gozo sofrido
e derramou-se em teu ventre
em palavras que voam.

Transbordou como mar que se cala
e libertou as amarras
em vento morno.

Semeou com mão sagrada
descortinando este céu
numa nesga de paz.

VB

-

Receita para fazer jornalistas em cinco anos

Primeiro Semestre
Sociologia I
Filosofia I
Psicologia I
Português I
Técnicas de Redação I

Segundo Semestre
Sociologia II
Filosofia II
Psicologia II
Português II
Técnicas de Redação II

Terceiro Semestre
Sociologia III
Filosofia III
Psicologia III
Português III
Técnicas de Redação III

Quarto Semestre
Sociologia IV
Filosofia IV
Psicologia IV
Português IV
Redação (Prática de reportagem) I

Quinto Semestre
Sociologia V
Filosofia V
Psicologia V
Literatura I
Redação (Prática de reportagem) II

Sexto Semestre
História I
Literatura II
Redação (Prática de reportagem) III
Rádio e TV I
Ética I

Sétimo Semestre
História II
Literatura III
Redação (Prática de reportagem) IV
Rádio e TV II
Empreendedorismo I

Sétimo Semestre
História III
Literatura IV
Redação (Prática de reportagem)VI
Rádio e TV III
Empreendedorismo II

Oitavo Semestre
História IV
Literatura V
Redação (Prática de reportagem)VII
Rádio e TV IV
Mídias I (características do impresso, rádio, TV e online)

Nono Semestre
Redação (Prática de reportagem)VIII
Rádio e TV V
Trabalho de Conclusão de Curso

Décimo Semestre
Trabalho de Conclusão de Curso

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Os velhos anarquistas...

"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana".

Esta reflexão, feita pelo pensador anarquista russo Mikhail Bakunin, no século 19, em pleno surgimento do socialismo, não poderia ser mais atual. Em todos os momentos históricos onde o chamado “socialismo real” de tendência marxista foi implementado, o resultado foi o totalitarismo aliado a criação de uma nova elite. Das repúblicas soviéticas à China, de Cuba ao Vietnam. O resultado foi sempre o mesmo: repressão e atraso (senão econômico, dos direitos básicos e da liberdade).

Isso não significa que o socialismo esteja morto, ou que esteja fadado ao fracasso. Não. No entanto, para manter viva a chama deste ideário é necessário repensá-lo sob novas bases (ou serão velhas bases?), sob óticas menos voltadas à política partidária e mais centradas no ser humano; menos objetivadas na conquista do poder e mais focadas na construção da cidadania plena.

O pensamento dos velhos anarquistas, que acabaram isolados pelo pensamento marxista, está de volta com força total. Muito mal compreendido ainda pela esmagadora maioria, mas, ainda assim, plantando sementes interessantes para quem quer pensar uma sociedade mais solidária e livre.

Em tempo: anarquismo não significa bagunça, confusão ou desordem. Significa ausência de Governo, significa a organização máxima de uma sociedade que, em um estágio de desenvolvimento muito avançado, dispensa os mecanismos de poder que, hoje, permitem que nossos governantes cometam desmandos em nosso nome, absurdos sustentados pelo poder do voto inconsciente.

VB