Semana On

sábado, 30 de dezembro de 2006

QUER SER UM PARCEIRO?

O Escrevinhamentos quer ter você como parceiro. Temos um público selecionado, composto por formadores de opinião, que pode oferecer um retorno interessante para sua empresa ou produto.

Contatos com Victor Barone
Telefone: (67) 8113-1292
MSN e E-mail:
victor.barone@globo.com

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Ainda estou aqui...

Um poema

Suspirou como um gozo sofrido
e derramou-se em teu ventre
em palavras que voam.

Transbordou como mar que se cala
e libertou as amarras
em vento morno.

Semeou com mão sagrada
descortinando este céu
numa nesga de paz.

VB

-

Receita para fazer jornalistas em cinco anos

Primeiro Semestre
Sociologia I
Filosofia I
Psicologia I
Português I
Técnicas de Redação I

Segundo Semestre
Sociologia II
Filosofia II
Psicologia II
Português II
Técnicas de Redação II

Terceiro Semestre
Sociologia III
Filosofia III
Psicologia III
Português III
Técnicas de Redação III

Quarto Semestre
Sociologia IV
Filosofia IV
Psicologia IV
Português IV
Redação (Prática de reportagem) I

Quinto Semestre
Sociologia V
Filosofia V
Psicologia V
Literatura I
Redação (Prática de reportagem) II

Sexto Semestre
História I
Literatura II
Redação (Prática de reportagem) III
Rádio e TV I
Ética I

Sétimo Semestre
História II
Literatura III
Redação (Prática de reportagem) IV
Rádio e TV II
Empreendedorismo I

Sétimo Semestre
História III
Literatura IV
Redação (Prática de reportagem)VI
Rádio e TV III
Empreendedorismo II

Oitavo Semestre
História IV
Literatura V
Redação (Prática de reportagem)VII
Rádio e TV IV
Mídias I (características do impresso, rádio, TV e online)

Nono Semestre
Redação (Prática de reportagem)VIII
Rádio e TV V
Trabalho de Conclusão de Curso

Décimo Semestre
Trabalho de Conclusão de Curso

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Os velhos anarquistas...

"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana".

Esta reflexão, feita pelo pensador anarquista russo Mikhail Bakunin, no século 19, em pleno surgimento do socialismo, não poderia ser mais atual. Em todos os momentos históricos onde o chamado “socialismo real” de tendência marxista foi implementado, o resultado foi o totalitarismo aliado a criação de uma nova elite. Das repúblicas soviéticas à China, de Cuba ao Vietnam. O resultado foi sempre o mesmo: repressão e atraso (senão econômico, dos direitos básicos e da liberdade).

Isso não significa que o socialismo esteja morto, ou que esteja fadado ao fracasso. Não. No entanto, para manter viva a chama deste ideário é necessário repensá-lo sob novas bases (ou serão velhas bases?), sob óticas menos voltadas à política partidária e mais centradas no ser humano; menos objetivadas na conquista do poder e mais focadas na construção da cidadania plena.

O pensamento dos velhos anarquistas, que acabaram isolados pelo pensamento marxista, está de volta com força total. Muito mal compreendido ainda pela esmagadora maioria, mas, ainda assim, plantando sementes interessantes para quem quer pensar uma sociedade mais solidária e livre.

Em tempo: anarquismo não significa bagunça, confusão ou desordem. Significa ausência de Governo, significa a organização máxima de uma sociedade que, em um estágio de desenvolvimento muito avançado, dispensa os mecanismos de poder que, hoje, permitem que nossos governantes cometam desmandos em nosso nome, absurdos sustentados pelo poder do voto inconsciente.

VB

sábado, 5 de agosto de 2006

Dia a dia

Se fosse aqui...

Seria muito interessante uma investigação como a que ocorreu em Rondônia aqui em Mato Grosso do Sul. Se lá a Polícia Federal prendeu 23 pessoas suspeitas de envolvimento em esquema da Assembléia Legislativa para desvio de recursos públicos e influência indevida sobre Poder Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e Poder Executivo do Estado, o que acharia por aqui?Entre os presos de lá estão o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Sebastião Teixeira Chaves, e o presidente da Assembléia Legislativa, deputado José Carlos de Oliveira. Também foram presos o juiz José Jorge Ribeiro da Luz, o conselheiro do Tribunal de Contas Edilson de Souza Silva, o procurador de Justiça José Carlos Vitachi, o diretor geral da Assembléia Legislativa, José Ronaldo Palitot, servidores, assessores e familiares de deputados.A polícia informou que o grupo já desviou R$ 70 milhões.

Quem rouba ladrão...

O funcionário da limpeza da Câmara Federal Antonio Medeiros encontrou três maços de dinheiro com notas de R$ 100 no gabinete do deputado Junior Betão (PL-AC). De acordo com a polícia legislativa, o total encontroado era de R$ 2.800. O dinheiro foi devolvido ao dono. Bom exemplo para os deputados.


Briga de cachorro sarnento

O evangélico Adair Martins, dono do jornal Diário do Pantanal, foi alvo de intrigas maldosas neste sábado. Duas pessoas me ligaram para saber se eu havia visto um programa ontem na TVE Regional no qual o governador Zeca do PT teria destilado críticas ao candidato a deputado estadual. Não, vi, nem sei se realmente ocorreu. Só sei que queria ter visto. Afinal, o religioso Adair, que costuma a tomar cafezinho com Deus de manhã e fumar charuto com o capeta a noite, não é mesmo flor que se cheire...

Dor no couro

O empresário Jaime Valler, dono do jornal O Estado, anda muito chateado com o Governo Zeca, que lhe tascou alguns milhões de multa no lombo devido a sua movimentação financeira relativa a indústria do couro. Agora, quer reunir um grupo de empresários descontentes para fortalecer seu jornal e tomar fôlego para encarar a pressão até o final do mandato petista.

Cuba Libre?

Esta sacada está na Veja deste final de semana, e é um retrato fiel lá da ilha. Muda o ditador, mas a repressão é a mesma. Que digam os jornalistas proibidos de desembarcar no feudo dos Castro.

Polaco Verde

Entrevistei ontem a noite o embaixador da Polônia no Brasil, Pawel Kulka Kulpiowski. Se disse preocupado com a natureza devido a possibilidade de exploração do minério de ferro em Corumbá: “Deixo uma mensagem de que se pode conseguir aproveitar esta riqueza, que tem que ser aproveitada, mas sem deixar de proteger o Pantanal, que é uma beleza admirada por todo o mundo”, afirma.

Violência

Ao menos seis pessoas atiraram pedras e duas bombas de fabricação caseira na entrada da sinagoga da Sociedade Israelita Brasileira Beth Jacob, em Campinas, na noite de sexta-feira. Os artefatos explodiram e danificaram a porta principal da sinagoga. Ninguém ficou ferido. Na calçada, os agressores escreveram com tinta branca: "Líbano, o verdadeiro holocausto".A atual onda de violência entre Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah, que teve início no dia 12 de julho, já deixou quase mil mortos. Só no Líbano, cerca de 900 pessoas morreram, sendo 800 civis. Em Israel, confrontos e foguetes do Hizbollah deixaram mais de 70 mortos, 30 civis.
O que dizer disso? Qualquer ato terrorista, seja de violência física ou psicológica, deve ser condenado e combatido. No entanto, há um terrorismo oficializado, como o que Israel promove no Oriente Médio, que deve também ser execrado. Israel se coloca acima do bem e do mal, sob a proteção dos Estados Unidos e isso pode começar a gerar distúrbios como este, ocorrido em Campinas.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Bom jornalismo

O jornalista Graciliano Rocha tem se destacado no árido deserto intelectual que é o jornalismo sul-mato-grossense (que me perdoem os cactus travestidos de escrevinhadores).

Sua série de reportagens focando o veloz enriquecimento de políticos do Estado, publicadas no site de notícias Campo Grande News é um alento aos olhos de leitores exigentes.

Seguem alguns links destas reportagens que recomendo aos que querem entender um pouquinho sobre os motivos que levam um simples mortal a tentar uma candidatuta ao Legislativo e ao Executivo.

O próspero mandato dos deputados federais de MS
O clube dos milionários da Assembléia Legislativa
O milagre da multiplicação da fortuna dos candidatos

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Diário do Pantanal

Fui chamado há dois meses atrás para organizar a Redação do jornal Diário do Pantanal. Aceitei, apesar daquele voz lá no fundo sussurrar no meu ouvido interno: “Pula fora desta seu burro!”. Não dei atenção e fui.

Deparei-me com o caos. Uma redação composta por uma equipe de quatro pessoas, das quais só podia contar com uma. Duas focas com muito caminho a percorrer na busca pelo texto final e um veterano repleto de mágoas e preguiça completavam o time. O motorista, improvisado como fotógrafo, dividia o carro entre as necessidades das pautas diárias e a campanha a deputado estadual do dono do jornal, o evangélico Adair Martins.

“Bom”, pensei, “sou muito novo ainda para assinar uma chefia de redação de um jornal de mentirinha”. Fui aos diretores e pedi apenas uma coisa, o óbvio: liberdade para mexer na Redação e no layout do jornal. Me deram, com reservas.

Os primeiros 15 dias foram de adaptação, de análise da mão de obra que tinha disponível. Me desesperei. A necessidade de trocar três dos quatro colegas era premente. Troquei um, o veterano magoado, trouxe um editor para a Polícia e a coisa começou a fluir. Posso dizer que, dentro das condições que tínhamos, me orgulho das últimas 35 edições nas quais suamos a camisa.

Infelizmente, não pude dar continuidade ao projeto. Na última sexta-feira fui informado de que o colega que dispensei voltaria ao trabalho, pois a empresa sequer tinha dinheiro para pagar-lhe os direitos trabalhistas. Além disso, as demais modificações que seriam necessárias para dar andamento no processo de transformação do Diário do Pantanal em um jornal de verdade estavam suspensas pelo mesmo motivo. Para finalizar, o candidato evangélico, mais uma vez, confundiu jornalismo com “panfletarismo”, utilizando as páginas de política para suas sandices.

Pedi demissão no sábado, com uma dorzinha lá no fundo do coração, daquelas que só sente quem ama uma Redação de jornal diário...

segunda-feira, 31 de julho de 2006

Boa noite e boa sorte

Maravilhoso retrato do jornalismo, baseado em fato real e em acontecimentos da década de 50, primórdios da TV nos Estados Unidos. Extremamente atual. Recomendado a jornalistas de todas as idades mentais.

http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/good-night-and-good-luck/good-night-and-good-luck-poster01.jpg

Ficha TécnicaTítulo Original:
Good Night, and Good Luck
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 93 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2005
Site Oficial: http://www.goodnightandgoodluck.com/
Estúdio: Warner Independent Pictures / 2929 Productions / Redbus Pictures / Section Eight Ltd. / Metropolitan / Participant Productions / Davis-Films / Tohokashinsha Film Company Ltd.
Distribuição: Warner Bros.
Direção: George Clooney
Roteiro: George Clooney, baseado em roteiro de Grant Heslov
Produção: Grant Heslov
Fotografia: Robert Elswit
Desenho de Produção: James D. Bissell
Direção de Arte: Christa Munro
Figurino: Louise Frogley
Edição: Stephen Mirrione

Elenco: David Strathairn (Edward R. Murrow) Robert Downey Jr. (Joe Wershba)Patricia Clarkson (Shirley Wershba) Ray Wise (Don Hollenbeck) Frank Langella (William Paley) Jeff Daniels (Sig Mickelson) George Clooney (Fred Friendly) Tate Donovan (Jesse Zousmer) Thomas McCarthy (Palmer Williams) Matt Ross (Eddie Scott) Reed Diamond (John Aaron) Robert John Burke (Charlie Mack) Grant Heslov (Don Hewitt) Alex Borstein (Natalie) Rosie Abdoo (Millie Lerner)

Sinopse: Edward R. Morrow (David Strathairn) é um âncora de TV que, em plena era do macarthismo, luta para mostrar em seu jornal os dois lados da questão. Para tanto ele revela as táticas e mentiras usadas pelo senador Joseph McCarthy em sua caça aos supostos comunistas. O senador, por sua vez, prefere intimidar Morrow ao invés de usar o direito de resposta por ele oferecido em seu jornal, iniciando um grande confronto público que trará consequências à recém-implantada TV nos Estados Unidos.

quinta-feira, 27 de julho de 2006

Nós, jornalistas.

Jornalista. Esta é uma das mais ingratas profissões. A esmagadora maioria dos profissionais que atuam nesta área, diplomados ou não (isso pouco importa), vivem uma mentira. Muitos não gostam disso, mas são obrigados a exercer sua profissão, sem, no entanto, exercê-la de fato; outros, menos conscientes, escapam a esta angústia pelo simples fato de nem ao menos saberem a que vieram ao mundo (profissionalmente falando): são beneficiados pela própria estupidez.

O jornalista, este que é obrigado a "fingir" que exerce a profissão, sofre. Sofre por estar diariamente diante de um impasse: dizer o que deve ser dito ou dizer o que "pode" ser dito. Esta encruzilhada, esta armadilha moral, nos é imposta a cada santo dia e é ditada não pela censura política (aquelados tempos do chumbo grosso), mas pela ditadura econômica. Esta, que humilha nossa nobre profissão e a tem colocado de joelhos, como serva corrompida pelos (e para) quem detém o poder.

O jornalista, como todos os demais, tem contas a pagar, tem filhos a sustentar, tem seus problemas diários a resolver e, aliado a todas estas mazelas da vida moderna, tem também sua consciência a zelar (pelo menos alguns, não todos). Estes tentam a todo custo "ser" jornalistas de fato, driblando cáe lá os empecilhos do mercado para, em um momento de euforia, dizer o que deve ser dito. Pegar o jornal de manhã e pensar: "Cumpri meu papel".

Quase sempre, isso é conseguido nas entrelinhas ou jogando o jogo dos que controlam a mídia, se inserindo na guerra dos poderosos para, em uma oportunidade, comemorar um golzinho, uma notícia que tenha o poder de despertar os que vivem adormecidos.

Mas, não há nada de romântico nesta profissão. O mesmo guerrilheiro das palavras que muitas vezes se arrisca a perder o emprego para soltar determinada notícia, às vezes, atua como "ghost writer" para interesses alheios. Não, não há orgulho algum nisso.

Mas este não é o pior espécime entre nós, jornalistas. Há um, muito pior. E não me refiro aos omissos que simplesmente fecham os olhos e seguem a trilha como carneirinhos sem ao menos entender a nobreza de sua profissão. Refiro-me, na verdade, aqueles que sentam do outro lado da turba, que por detrás de "colunas" repletas de egocentrismo, protegidos por paredes de vidro, pousam de bons moços (ou moças) para "evacuar regras", condenar e absolver, julgar...

Estes (ou estas) certamente não entendem bem a função desta profissão tão bela, mas tão escarnecida.

Homérico...

Ser correto nos dias de hoje é um desafio daqueles homéricos, hercúleos, dignos de um herói grego, quiçá de um daqueles semi-deuses que povoavam as mitologias além mar. Sobreviver moralmente ileso as vinte e quatro horas que compõe o nosso dia é, decididamente, tarefa para “gente grande”.

Os que se propõe este verdadeiro desafio passam suas horas driblando o incompreensível, evitando as armadilhas que se espalham pelos caminhos, dando sorrisos amarelos a gente que os olha como quem conversasse com um bobo, uma criança, um incapacitado mental. Sim, pois ser honesto e correto, hoje, é ser idiota.

A hipocrisia impera, em todos os cantos de nossa “saudável” sociedade. Esta lá, impregnada nas camadas mais humildes que trocam voto por cesta básica, que remoem o remorso da pobreza e sorriem desdentados para os candidatos; está também nos círculos do poder, onde o eleitor é ridicularizado em rodinhas de uísque, onde a coerência é carcomida nos vícios inconfessáveis.

Há esperança

Que patifes, as pessoas honestas - Émile Zola

Quem de nós nunca ouviu o seguinte raciocínio? “Ser honesto no Brasil é mau negócio. Honestidade é coisa de bobo”. Certamente todos nós já nos deparamos com este tipo de pensamento que, diante da realidade crua, tem sua razão de ser.

Afinal, são muitos os exemplos de gente má intencionada que “se dá bem”. E o exemplo não vem apenas de cima, de políticos mal intencionados, de empresários pouco preocupados com o social, mas, também, da base da sociedade. O conceito de honestidade deve ser aplicado sobre todos os níveis de nossa vivência, desde os mais importantes até os mais ínfimos. O mesmo cidadão que reclama da roubalheira instituída na coisa pública nacional é aquele que sonega o imposto ou suborna o policial.

Estamos em um círculo vicioso onde a honestidade está sempre em segundo plano, esquecida, guardada no bolso para ser sacadac omo crítica ao outro, nunca como exemplo a ser dado.

Bom, nem sempre... Ainda há esperança. Esta semana, deixando à redação do jornal, rumo à minha casa, parei para um rápido bate-papo com um colega de trabalho. Com um ar divertido ele me contava que caminhava pelo centro da cidade quando avistou uma senhora nervosa que olhava a sua volta e remexia dentro de sua bolsa como se procurasse algo. Desconcertada, ela parecia atônita, olhando para o chão, voltando à vista para a bolsa como se pelo fato de a remexer mais uma ou duas vezes pudesse achar o que havia perdido.

Ele, então, percebeu um maço de notas a poucos metros dela. As pessoas passavam sem perceber, se esbarravam a poucos centímetros do dinheiro e não percebiam que ele estava ali. Na hora ele pensou nas contas que tinha que pagar, na luz atrasada, no botijão de gás que estava terminando. Avançou os poucos metros que separavam da solução dos problemas”, contou. “Dei alguns passos, me abaixei e peguei o dinheiro”

Mas, para surpresa geral, ele não colocou o dinheiro no bolso. Caminhou alguns passos e o entregou à mulher. "Sabe, na hora pensei - seu burro, tanta conta para pagar. Mas isso não durou nem um segundo, virei as costas e fui andando, muito aliviado...", me confidenciou.

Há esperança.